sexta-feira, 8 de abril de 2016

GUARDARAM A FÉ

Por: Marcio Vicente.



Alguns oponentes do Movimento de Reforma têm lançado acusações contra este Movimento, escudados no fato de termos confrontado os mesmos desafios detectados em qualquer obra reformatória ao longo da história da igreja.  Querendo ou não temos que admitir que “desde o início a igreja teve tais obstáculos a enfrentar, e há de tê-los até a consumação do tempo.” – Atos dos Apóstolos, pág. 197.

Assim discorre o Espirito de Profecia:

“A obra de Deus na Terra apresenta, século após século, uma surpreendente semelhança, em todas as grandes reformas ou movimentos religiosos...” – O Grande Conflito, pág. 343.

O sábio Salomão corroborando este aspecto cíclico da história assim escreveu:

“O que foi e o que ha de ser; o que se fez, isso se tornara a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto e novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.” Eclesiastes 1:9-10

A obra de Reforma é de repetidas batalhas e, muitos guerreiros tombam aqui e acolá através do conflito advindo de ataques perpetrados por elementos externos e internos à própria igreja. Fanatismos, apostasias, traições são fatos que tiveram lugar em todo e qualquer movimento reformatório na história da igreja cristã. E o que dizer de dissidências ou movimentos apóstatas?

Analisemos, inicialmente, a obra de reforma iniciada pelo maior de todos os reformadores que já existiu: Jesus de Nazaré, o único Reformador perfeito. Ele trouxe a existência a igreja Cristã, qualificada como um movimento reformatório surgido dentro da igreja judaica. Como foi constituída essa obra? Analisemos alguns aspectos.


A APOSTASIA DOS SETENTA DISCÍPULOS DE JESUS.


Se a apostasia de líderes importantes servisse de base para determinar a genuinidade de um movimento de reforma o que poderíamos dizer da apostasia de discípulos que estiveram ao lado de Cristo?

“A vista disso, muitos dos discípulos o abandonaram e já não andavam com ele.” João 6:66.

Quem eram esses discípulos? Vejamos algo sobre eles em Lucas 10:1. Eram pessoas escolhidas e enviadas para pregarem o Evangelho do Reino e a quem Jesus conferiu o poder de curar e expulsar demônios.

Vejam que eram membros seletos da reforma empreendida por Jesus e estavam no grupo de discípulos fundadores. E o que se tornaram?

“Ao desviarem-se de Cristo aqueles discípulos descontentes, espírito diverso deles se apoderou. Não podiam ver nada de atraente nAquele que antes tanto lhes interessava. Procuraram os Seus inimigos, pois estavam em harmonia com o espírito e obra deles. Interpretaram mal suas palavras, falsificaram-Lhe as declarações e impugnaram-Lhe os motivos. Apoiavam a própria atitude aproveitando tudo que pudesse ser voltado contra Ele; e tal indignação foi suscitada por essas falsas informações, que Sua vida ficou em perigo. ” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 272.

Eles se tornaram inimigos da causa do Redentor, mas isto indicava que aquele movimento de reforma era e uma farsa? Claro que não. D’outra sorte não seriamos cristãos!

APOSTASIA ENTRE OS DOZE.

Se a presença de falsos crentes e os problemas causados por eles fosse um motivo em si para desabonar uma causa reformatória, o que poderíamos dizer então do grupo mais seleto, os doze apóstolos?

Cada um deles tinham defeitos de caráter que com o passar do tempo foram sendo corrigidos pela influência de Jesus. Alguém poderia apontar a tempestuosidade de Pedro, ou o temperamento de João, ou quem sabe o passado publicano de Mateus ou até mesmo a falta de escolaridade e formação acadêmica da maioria deles. Mas, e se falarmos do pior deles, Judas, o tesoureiro da organização, aquele que foi o traidor, e que se não bastasse era também ladrão!

“Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs:  Que me quereis dar, e eu vo-Lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.” Mateus 26:14-15.

“Isto disse ele [Judas], não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolça, tirava o que nela se lançava.” João 12:6.

Que vergonha e opróbrio para a causa de Cristo não foi essa traição! Imaginemos quantas vezes tiveram os discípulos que ouvir isso da parte dos inimigos da reforma como uma suposta evidência da desordem e indignidade de seu movimento?

Mas o fato de haver um Judas entre os discípulos desabonou a obra da igreja recém-formada? Logicamente que não!

FRACASSO DE PEDRO.

Não precisamos ter um grande conhecimento dos evangelhos para percebermos a importância de certos apóstolos. Pedro era um dos três mais privilegiados e proeminentes. Mas os evangelhos deixaram registrados alguns de seus atos desabonadores? Vejamos.

“Então, começou ele [Pedro] a praguejar e a jurar: não conheço esse homem!  E imediatamente o galo cantou.” Mateus 26:74.

Esse era um dos líderes mais proeminentes da igreja negando ao seu Mestre com praguejamentos e juramento falso. Mas esta falha e traição trouxeram desabono a causa reformatória por Cristo fundada? O fracasso de Pedro desabona suas cartas inspiradoras ou destrói a genuinidade de seu ministério na igreja primitiva? Por certo os inimigos da igreja naquele tempo responderiam que sim! Hoje os inimigos da Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma não fazem diferente.

ANANIAS E SAFIRA.


Temos a história de cristãos primitivos que estavam em íntima relação com a liderança. Vejam o caso de Ananias e Safira. Sua apostasia foi conhecida de todos, mas desabonou aquele vil pecado a obra da causa de reforma empreendida pela igreja primitiva? Obvio que não! Os apóstolos eram homens comuns e falhos mas, si prontificavam pelo correto e morriam pelo direito.

“Por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Como foi com a igreja primitiva? Ananias e Safira uniram-se aos discípulos. Simão Mago foi batizado. Demas, que abandonou a Paulo, era considerado crente. Judas Iscariotes foi um dos apóstolos.” – Parábolas de Jesus, pág. 73.

PAULO E BARNABÉ.

Esses dois discípulos formaram por um tempo uma dupla de sucesso na organização e avanço da instituição. Mas em uma segunda viagem missionária, quando Barnabé quis que levassem consigo a Marcos, que os havia abandonado “desde a Panfilia", houve uma séria desavença entre dois proeminentes líderes!

E Barnabé queria levar também a João, chamado Marcos. Mas Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara desde a Panfilia, não os acompanhando no trabalho. Houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se.” Atos 15:37-38.

Se desentendimentos e desavenças entre líderes importantes desabonasse a genuinidade da obra de reforma levada avante por aqueles pioneiros, então teríamos de duvidar do ministério de Paulo e Barnabé. Entretanto, é esta e a visão daqueles que se colocam contra ou a favor verdade em nossos dias? Homens têm feito de desavenças entre irmãos o carro-chefe de seus argumentos para tentar obstruir o caminho do Movimento de Reforma. Isto mostra o desespero de Satanás em lutar contra qualquer Reforma.

PAULO E PEDRO.

Pedro parece ter lutado para aprender as lições que fizeram dele o líder que se tornou. O desentendimento e falha entre lideres é algo comum na história da igreja primitiva. Veja o caso de Paulo e Pedro:

“Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível.” Gálatas 2:11.

Conhecemos o texto e, vemos que Paulo foi forçado a repreender um líder e apóstolo de Cristo que se tornara repreensível.

Vemos assim, que a obra de reforma é levada avante em meio a lutas, apostasias e mesmo falhas de líderes importantes. O único que não falhou foi Cristo. Essas falhas não desabonam os movimentos por eles liderados. Assim o foi com o povo de Deus em todos os tempos e não ocorreu diferente com a Igreja Cristã ou com o Movimento de Reforma.

Também não interessa à causa de Deus que esses pecados e desavenças entre líderes fiquem em segredo. Todas estas falhas foram descritas pela inspiração! Finalmente temos que concluir:

“A Bíblia pouco tem a dizer em louvor ao homem. Pouco espaço é concedido para se narrarem as virtudes, mesmo dos melhores homens que já viveram.” – Patriarcas e Profetas, pág. 717.

PARALELO ENTRE A REFORMA PROTESTANTE E O MOVIMENTO ADVENTISTA.

Qualquer obra de reforma sofre oposição. Sempre foi assim e sempre será! Maior oposição, porém, vem daqueles que estão dentro. Veja o caso de Cristo. Vimos que Ele foi traído por um de seus mais íntimos. Mas aquilo desabonou a obra de reforma empreendida por Jesus? Logicamente que não. Já vimos os casos da igreja primitiva e agora vamos dar um salto para a Reforma do século XVI e o Movimento Adventista.

“O príncipe do mal disputa cada polegada de terreno em que o povo de Deus avança em sua jornada rumo à cidade celestial. Nenhuma reforma, em toda a história da igreja, foi levada avante sem encontrar sérios obstáculos. Assim foi no tempo de Paulo. Onde quer que o apóstolo fundasse uma igreja, alguns havia que professavam receber a fé, mas introduziam heresias que, uma vez aceitas, excluiriam finalmente o amor da verdade. Lutero também sofreu grande perplexidade e angústia pelo procedimento de pessoas fanáticas, que pretendiam haver Deus falado diretamente por meio delas, e que, portanto, colocavam as próprias ideias e opiniões acima do testemunho das Escrituras.
“Guilherme Miller não alimentava simpatias para com as influências que conduziam ao fanatismo Declarou, como o fez Lutero, que todo espírito deveria ser provado pela Palavra de Deus. 
“Nos dias da Reforma, os inimigos desta atribuíam todos os males do fanatismo aos mesmos que estavam a trabalhar com todo o afã para combatê-lo. Idêntico proceder adotaram os oponentes do movimento adventista. E não contentes com torcer e exagerar os erros dos extremistas e fanáticos, faziam circular boatos desfavoráveis que não tinham os mais leves traços de verdade.” – O Grande Conflito, págs. 295, 296. 

Então como podemos ver “Nenhuma reforma, em toda a história da igreja, foi levada avante sem encontrar sérios obstáculos”.

Se lançarmos apenas uma olhar crítico sobre Movimento Adventista, somos confrontados com muitas falhas:

- Uma data foi marcada para vinda de Cristo;
- Cristo não veio;
- Marcaram outra data, Cristo não veio;
- O grande desapontamento com a maioria esmagadora se apostatando;
- Elementos fanáticos etc...

Mas ao enumerarmos esses fatos somos forçados a crer que Deus não os estava guiando ou que esse movimento reformatório não era de Deus? O mundo cristão em geral analisa esta história com esses olhos. Concluem não ser genuíno um movimento que tenha passado por uma história tão conturbada.

Mas Ellen G. White não deixa dúvidas ao nos afirmar que aquele foi um movimento guiado por Deus fazendo, a proclamação da primeira e segunda mensagens angélicas formando assim uma parte importante na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

A IGREJA ADVENTISTA.

Nossos amigos adventistas têm sempre usado o expediente da crítica para desmerecer o Movimento de Reforma. Tentam desconstruir sua legitimidade como um movimento legítimo, com base profética, histórica e doutrinária. Para isso fazem o uso de dois pesos e duas medidas. Uma para eles e outra para o Movimento de Reforma. Eles enumeram casos de desavenças entre líderes importantes e até mesmo apontam a apostasia e traição de alguns dos pioneiros reformistas como uma prova de que esse Movimento não é de Deus. Mas se for este o caso e esta a medida aferidora, eles deveriam analisar a sua própria história e veriam que essa não é a maneira correta de avaliar se um movimento é ou não de Deus. Vejamos:
Guilherme Miller

O grande pioneiro do movimento adventista nunca aceitou a verdade do sábado ou o que conhecemos como Tríplice Mensagem Angélica e muito menos se uniu a igreja Adventista do Sétimo Dia, permitindo “que sua influência fosse contra a verdade” (Primeiros Escritos, pág. 258).  Partindo desta perspectiva não existe um elo de união entre o primeiro, segundo e terceiro anjo! Este fato testifica contra a verdade que a igreja pregava? Como seria isso, o maior pioneiro adventista jamais se uniu a Igreja Adventista e ainda usou sua influência contra a verdade? Nossos amigos adventistas parecem se esquecer deste fato ao apontar seus dedos para nós!

Hiram Edson.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu a partir do Movimento Milerita. A crença original que deu base para formação da organização veio da interpretação de que o desapontamento de 22 de outubro de 1844 se referia ao Santuário Celestial e não a vinda de Cristo para terra.

Como essa compreensão tomou forma dentro da organização? Depois de um profundo estudo da Bíblia obtiveram auxilio divino por intermédio de Hiram Edson que teve uma visão enquanto atravessava uma plantação de milho. Essa visão levou o pequeno grupo a compreender a verdade sobre o Santuário. Não há dúvidas de que Hiram Edson foi o instrumento usado por Deus naquela ocasião. Trabalhou e ajudou na causa pioneira adventista.

Entretanto, em meados dos anos 1850 Edson começou a diminuir o ritmo. Ele passou a maior parte do tempo em casa, e escreveu um documento de trinta páginas sobre como Deus tinha trabalhado em sua vida, adicionando ao mesmo uma série de especulações teológicas. Ellen White, por exemplo, deixou o seguinte comentário em um manuscrito:

“...o material que ele [Hiram Edson] colocou junto... não é o alimento certo para o rebanho de Deus. Produziria fruto de dissensão e discórdia. “ – E.G.White Letter, encontrado em White Estate Doc.File, #588, inCWE, p. 155 and Nix, pág. 89.

Em sua velhice Edson se distanciou ainda mais, e na década de 1870, ficou um tempo afastado da igreja. Apesar disto não podemos questionar seu papel como um grande reformador. Os inimigos do adventismo poderiam usar isto para desmerecer a causa da verdade, seria isto justo?

E quanto as apostasias de pioneiros Adventistas? Aqui disponibilizamos uma lista de pioneiros que foram excluídos ou abandonaram espontaneamente a igreja:

Joshua V. Himes * -10 Bible Commentary, pág. 522.
George Storrs *      - 10 Bible Commentary, pág. 1264.
 Sylvester Bliss      -10 Bible Commentary, pág. 138.
Samuel S. Snow * - 10 Bible Commentary, pág. 1202 7.
T. M. Preble *        - 10 Bible Commentary, pág. 1015 9.
J. B. Cook *           -10 Bible Commentary, pág. 304.
Franklin E. Hahn *   - 10 Bible Commentary, pág. 492 19.
Joseph Turner *       -10 Bible Commentary, pag. 1334 20.
O. R. L. Crosier *     - 10 Bible Commentary, pág. 313 21.
 Enoch Jacobs *       -10 Bible Commentary, pág. 623 22.
D. P. Hall *               -10 Bible Commentary, pég. 77O 23.
J. M. Stephenson *  -10 Bible Commentary, pág. 770.
H.S. Case*               -10 Bible Commentary, pág. 770.
 Moses Hull *            -10 Bible Commentary, pág. 547.
L.R. Corandi*           -10 Bible Commentary pág. 303.
D.M. Canrihgt*         -10 Bible Commentary, pág. 199.
A. F. Ballenger*        -10 Bible Commentary pág. 100.
A. T. Jones*              -10 Bible Commentary pág. 635.
E. J. Waggoner*       -10 Bible Commentary pág. 1385.
J. H. Kellogg*          -10 Bible Commentary pág. 649.

Poderíamos acrescentar mais uma batalhão de nomes. Mas com base nesta lista se poderia alegar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia foi um movimento sem legitimidade profética? Jamais! O fato de alguns líderes ou pioneiros terem cometidos erros ou até mesmo abandonado o rebanho do Senhor, não significa que a igreja ou o movimento não tenha tido legitimidade profética.

“Repetidas vezes o Israel antigo foi afligido por rebeldes murmuradores. ...Em muitos casos, homens de renome, príncipes em Israel, voltaram-se contra a providencial liderança de Deus e ferozmente puseram-se a demolir aquilo que haviam construído no passado com tanto zelo. Temos visto algo semelhante a repetir-se muitas vezes em nossa experiência.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 4, pág. 594.

MOVIMENTOS DISSIDENTES.

Nossos amigos movidos por um zelo digno de melhor causa sempre apontam para algumas dissidências surgidas nos primórdios do Movimento de Reforma. Alguns em sua audácia desnuda e desprovida de base chegam até mesmo a eleger grupos separados do Movimento de Reforma como sendo os verdadeiros representantes do Movimento de Reforma.

Julgam usar isso para desmerecer o nosso movimento e parecem querer vender a idéia de que a IASD é uma igreja indivisível e que jamais presenciou esse tipo de evento.

O Partido do Messenger.

Em junho de 1853 os ministros H.S. Case e C. P. Russell, pastores pioneiros e amigos de Ellen G. White abandonaram a igreja adventista e formaram um movimento separatista. “Os dois homens logo lançaram uma nova publicação com a qual atacavam os Whites e outros líderes…eles e seus seguidores ficaram conhecidos como ‘o partido do messenger’.” História do Adventismo, pg. 138

O Partido da Era Vindoura.

No mesmo ano mais tarde um segundo grupo se separou, liderados por J.M. Stephenson e D. P. Hall. Eles davam ênfase numa espécie de segunda chance para salvação numa “era vindoura” e por algum tempo não se alinhavam com a obra de difamação do Partido do Messenger. Com o decantar da apostasia logo os dois partidos estavam unidos e se transformaram em uma grande perturbação.

O Partido do Fumar e Mascar.

“Outro grupo separado desenvolveu-se ainda, em 1858, o qual devido a suas práticas, poderia ser designado como “o partido de fumar e mascar”. Foi fundado por um tal Gilberto Cranmer e advogava que o uso de tabaco era lícito e rejeitava a inspiração  e ministério de Ellen G. White.

Igreja de Deus do Sétimo Dia.

Em 1865 B. F. Snook e W. H. Brinkerhoff,  dois fortes opositores do pastor White e sua esposa se desligaram da recém organizada igreja e formaram aquilo que inicialmente ficou conhecido como o “Grupo de Marion” por estar sediado na cidade de mesmo nome em Iowa. Segundo C. Mervyn Maxwell em seu livro “História do Adventismo” na página 140 “o movimento ainda existe como Igreja de Deus do Sétimo Dia (Denver, Colorado)”.

Aqui mencionamos apenas uns poucos exemplos. Mas são muitos e existem vários que são recentes. Tem sido comum o surgimento de supostos profetas em meio as igrejas Adventistas que por fim iniciam suas próprias igrejas. Nossos amigos adventistas parecem se esquecer de seu telhado frágil de vidro e lançam pedras para o telhado alheio!

Os que se opõem à legitimidade do Movimento de reforma, precisam analisar melhor a sua própria história e entender a similaridade que há em todo Movimento Reformatório. Não usem dois pesos e duas medidas: Um para analisar sua própria história e outro para analisar nossa igreja. Em todos os tempos a igreja teve problemas a enfrentar. Nos dias de Ellen White, por exemplo, existia na organização adventista problemas graves e terríveis, tais como “as paixões mundanas, a malícia, a inveja, o orgulho e a contenda por supremacia.” – Review and Herald, 2/11/1886. Se lermos o livro Testemunhos Sobre Conduta Sexual percebemos que o livro é um verdadeiro livro do pecado que relata coisas absurdas entre membros, e o pior, entre ministros. 

A Igreja Adventista do Sétimo Dia – Movimento de Reforma é um movimento que surgiu não da vontade de um homem ou de poucos homens descontentes com a Igreja Adventista, mas de almas fieis que se levantaram simultaneamente em mais de 14 países para defenderem a Lei de Deus e a posição original de não-combatência na primeira grande guerra.

Logo no princípio dessa Reforma Profetizada, Satanás arregimentou as suas hostes para imiscuir entre os reformistas alguns fanáticos ou pessoas não consagradas para tentar dividir e destruir a obra de Deus. Esta é a razão de alguns pioneiros do Movimento de Reforma terem cometido erros e apostatado da igreja.

Ainda assim, nossos oponentes devem se lembrar de que ao dizerem que certos dirigentes reformistas cometeram este ou aquele pecado, para serem no mínimo éticos, deveriam também declarar qual foi a atitude de nossa Igreja com relação a esses, e como foram disciplinados ou excluídos afinal.

Há uma diferença básica, mas fundamental entre “apostasia na igreja” e “apostasia da igreja”.
Os erros ou pecados de membros da Igreja são apostasias que ocorrem na igreja, mas como consequência são tomadas as medidas corretas para corrigi-los ou afastá-los da igreja, o que está em perfeita harmonia com a Palavra de Deus.

“Deus está peneirando Seu povo. Ele terá uma igreja pura e santa... Levantaram-se pessoas de coração corrupto que não podiam viver como o povo de Deus... Há motivos para darmos graças a Deus porque Ele abriu um caminho para salvar a igreja, pois teríamos incorrido na ira de Deus se esses embusteiros corruptos houvessem permanecido entre nós.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 99.

“A igreja não incorreu no desagrado de Deus pelo fato de nela existirem indivíduos de coração corrupto, que queriam ocupar os primeiros lugares quando nem Deus nem os irmãos ali os estabeleceram. Egoísmo e exaltação lhes têm caracterizado a conduta... Quanto a nós, cumpre louvar a Deus, que em Sua misericórdia, livrou deles a igreja.” – Idem.

Não obstante, a apostasia organizacional, ao se colocar esta contra os mandamentos de Deus, jamais aconteceu no Movimento de Reforma. Esta igreja nunca assumiu uma posição que a confrontasse diretamente com a Lei de Deus ou de deslealdade oficializada contra o Céu.

“Assim reconhecem a Deus, e a Sua lei — fundamento de Seu governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais enganador que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo.” – Testemunhos para Ministros, pág. 16.

Uma igreja débil e defeituosa é bem diferente de uma igreja traidora do reino de Cristo, que acabou permitindo que o mundo influenciasse suas decisões e ações.  Isto jamais ocorreu com o Movimento de Reforma e é justamente isso que dá legitimidade a este Movimento, que ainda não é a igreja triunfante, mas com certeza, ainda milita em favor da verdade e em defesa da Lei de Deus!

“Nossos inimigos podem triunfar. Podem falar palavras amargas, e sua língua forjar calúnias, engano e falsidade; contudo não seremos abalados. Sabemos em quem temos crido. Não temos corrido em vão nem trabalhado inutilmente. Aproxima-se um dia de ajustes de contas, em que todos serão julgados segundo o que houverem feito no corpo. É verdade que o mundo é tenebroso. A oposição pode tornar-se forte. O néscio e escarnecedor podem tornar-se ousados em sua iniquidade. Entretanto, nada disso nos moverá o ânimo, mas nos apoiaremos no braço do Todo-poderoso, em busca de forças.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 99.

8 comentários:

Unknown disse...

Nossa!!!! quer diser que é isso que vc manda no pv, dos participantes reformistas, do grupo "Raciocinando as escritutras"? Sabe qual é a diferença entre as dissidências quebhove dentro do corpo ASD e as dissidências que houve no seu movimento; e quê, enquanto entre nós os dissidentes eram de líderes individuas; vcs que estavam reunidos na "qualidade de voz de Deus" em uma conferência geral; racharam ao meio.
E sabe qual foi o motivo? briga pelo poder.
Nós ASDS nunca r achamos em uma conferência geral, e não existe nenhum outro grupo que tenha doutrinas, norma de procedimento, estatutos igual ao nosso.
Agora vcs, são dois movimentos iguais, com normas iguais, estatutos iguais, mais a igualdade de vcs em todos os aspectos, não é forte o suficiente para vós mater Unidos.
Mais eu sei o por que disso. E por que vcs também tem uma coisa incomum; não são o povo de Deus, por isso vivem assim... separados... brigando... desejando uma coisa tão louvável (União) por motivos errados; como por exemplo livrar-se do vexame que VCS passam diante de nois.
Mais e assim mesmo!!! não me admiro em nada do que possa vim de uma obra que é a contrafação do verdadeiro arrisco divino.

Cristiano disse...

Lucivaldo, a IASd já está dividida em mais de 200 grupos, isto é pior do que uma divisão como ocorreu em nossa igreja. Aliás, nossa igreja é uma prova bem viva de que a igreja Adventista também já se dividiu. E o pior: Ela ficou do lado dos transgressores da lei de Deus como mostra a história. Apesar de que de nossa igreja saiu outro grupo, este grupo ainda mantém certos padrões morais segundo a inspiração, diferente da igreja adventista que além de se dividir está "diariamente se convertendo ao mundo." Serviço Cristão, pág 45.

Agora, vexame mesmo vc pode ver no seguinte vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=1EEKyGsN4jk&feature=youtu.be

Espero de coração que vc perceba quem é o verdadeiro povo de Deus e se una a ele enquanto ha tempo!

Unknown disse...

Espero que nosso prezado Lucivaldo tenha visto o vídeo sugerido pelo Arauto da Verdade. Talvez ele identifique bem os líderes da IASD e assim situando sua igreja na profecia!

Fabio Cometti Dias disse...

Unknown, caro irmao, como conferencia geral, os adventistas do setimo dia, rejeitaram em 1888 a mensagem da justificacao pela fé. Em resultado a esta rejeiçao, a igreja deixou de seguir a Cristo e por seu constante estado de apostasia( da igreja adventista como organizaçao) a igreja voltou ao Egito, tornando-se uma igreja apostatada. uma igreja que Deus nao pode aceitar as oraçoes, os cultos, e nenhum trabalho espiritual.

Pedro Fernandes disse...

Será que foram os adventistas que rejeitaram a justificação pela fé?
Fiquei 30 anos aí na reforma ouvindo isso. Que lástima, que falta de leitura. UMas arma usada pelos reformistas furada, sem fundamento algum.
QUEM NÃO ACEITOU A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ FORAM: URIA SMITH E BUTLER, amos com cargos máximos na igreja. QUEM SEGUE A TEORIA DO SMITH??? A igreja da Reforma. Sem argumentos para justificar o número completo dos 144 mil, pegaram a teoria do Smith de que esse número seria completado com os mortos que vão ressuscitar e tornarão Vivos. UMA TEORIA ABSURDA. Smith morreu negando a justificaaço pela fé.


E mais ......1888 para 1915,
Vinte e sete anos após a conferência morreu Hellen White, EM QUAL IGREJA ELA MORREU?????

E mais....BASTA LER , OU ESTUDAR OS TESTEMUNHOS, coisa essa NUNCA COMENTADA PELOS REFORMISTAS, de que Ela CONCORDA PLENAMENTE que a IASD . Mãe, ACEITOU E SEGUE ATÉ HOJE A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.


CAROS IRMÃOS REFORMISTAS, leiam mais , estudem mais.

Fiquem com Deus.

Pedro Fernandes disse...


“Deus está peneirando Seu povo. Ele terá uma igreja pura e santa... Levantaram-se pessoas de coração corrupto que não podiam viver como o povo de Deus... Há motivos para darmos graças a Deus porque Ele abriu um caminho para salvar a igreja, pois teríamos incorrido na ira de Deus se esses embusteiros corruptos houvessem permanecido entre nós.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 99.

SIM, CONCORDO PLENTAMENTE COM ESSE TEXTOS, MAS QUAL SERÁ ESSA IGREJA???????????????

A REFORMA? ????????

JAMAIS


ELA JAMAIS DISSE QUE SURGIRIA OUTRA IGREJA ALÉM DA ÚNICA, MÃE, A DO MOVIMENTO DESDE O INÍCIO.


PERGUNTA SE ::::: QUAL DAS REFORMAS É ESSA IGREJA??????

REFORMA????? S.M.I????? COSTAS?????? IGREJA DO ADVENTO??????? DA BARBA? ??????
REFORMA COMPLETA?????? OU ENTRE AS MAIS DE 150 DIVISÕES QUE EXISTE SAÍDOS DA IASD?



LEIAM E COMPREENDAM ISSO.

Pedro Fernandes disse...



Cristiano8 de abril de 2016 17:49
Lucivaldo, a IASd já está dividida em mais de 200 grupos, isto é pior do que uma divisão como ocorreu em nossa igreja. Aliás, nossa igreja é uma prova bem viva de que a igreja Adventista também já se dividiu. E o pior: Ela ficou do lado dos transgressores da lei de Deus como mostra a história. Apesar de que de nossa igreja saiu outro grupo, este grupo ainda mantém certos padrões morais segundo a inspiração, diferente da igreja adventista que além de se dividir está "diariamente se convertendo ao mundo." Serv

iço Cristão, pág 45.

Caro irmão Cristiano e suas teorias e captação de textos isolados.

Será que dentro da REFORMA NÃO EXISTE ESCÂNDALIS?????
Só quem viveu aí 30 anos pode perceber ou ver.

VEJA: A IASE tem mais de 20 milhões de membros a Reforma de vcs , 42 mil membros. VAMOS POR NA BALANÇA E PESAR OS ERROS PROPORCIONAIS DAS DUAS IGREJAS?????
VCS COM ESSA MINORIA EM 108 ANOS DE EXISTÊNCIA Tem muito mais falhas que a IASD.


CONCORDO QUE EXISTA NA IASD UMA GRANDE AVALANCHE DO MUNDANISMO, MAS ELA AINDA PREGA A VERDADE PURA E DEDICAM DE CORPO E ALMA NA EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO. E A REFORMA DE VCS FAZ ISSO?
PRIMEIRO: pregam doutrinas falsas
- de que são o quarto anjo e que vieram em 1888, TEORIA ESSA DESMONTADA PELOS COSTAS DE UMUARAMA.
-A carne como prova de comunhão
- que somente 144 mil vão se salvar dentro da mensagem de Apocalipse 14: 6 ao 22, EM CONTRASTE COM AS PALAVRAS DE CRISTO QUE É " IDE POR TODO O MUNDO" Mateus 28:


Em fim os IASD, mesmo com toda suas falhas, estão TESTEMUNHANDO e levando avante a MISSÃO que lhes foi confiada que é EVANGELIZAR E DAR AO MUNDO A ÚLTIMA MENSAGEM DE SALVAÇÃO.

Enquanto a Reforma FECHA A PORTA DA GRAÇA A QUEM QUER SE SALVAR,A IASD ESTÁ ABRINDO ESSA MESMA PORTA.

Pedro Fernandes disse...


“Nossos inimigos podem triunfar. Podem falar palavras amargas, e sua língua forjar calúnias, engano e falsidade; contudo não seremos abalados. Sabemos em quem temos crido. Não temos corrido em vão nem trabalhado inutilmente. Aproxima-se um dia de ajustes de contas, em que todos serão julgados segundo o que houverem feito no corpo. É verdade que o mundo é tenebroso. A oposição pode tornar-se forte. O néscio e escarnecedor podem tornar-se ousados em sua iniquidade. Entretanto, nada disso nos moverá o ânimo, mas nos apoiaremos no braço do Todo-poderoso, em busca de forças.” – Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 99.
Cristiano às 09:11

ESSA MENSAGEM DEVE SER APLICADA A VCS.

108 ANOS DE BRIGAS E DIVISÕES (((((((((((( BASTA LER O LIVRO DO PECADO)))))))))))
DO FUNDADOR DESSE MOVIMENTO E VER.