terça-feira, 10 de março de 2026

 



"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” - Judas 1:3.

Alguns dias atrás fui tomado de certa surpresa diante de uma carta escrita, por um hoje, ex-pastor da Igreja adventista do Sétimo dia, Movimento de Reforma.

Apesar dos assuntos mencionados na carta darem espaço para um exaustivo estudo, quero dar aqui uma resposta bastante breve, resumida e objetiva às questões que foram levantadas, questões que em verdade, penso, não constituem qualquer novidade, nem mesmo para o autor da carta.

Se uma pessoa deseja se afastar de uma igreja, com a qual se viu envolvido por décadas e com a qual viveu quase toda a vida, qual seria a melhor forma de fazer isso?

O autor da carta, deixa claro que se relacionou com a igreja por mais de 40 anos somente como pastor ordenado, e que trabalhou durante muitos anos nas dependências da instituição. Somente na Clínica Oásis, 32 longos anos. Ou seja, não se pode negar que grande parte de todo sua experiência pessoal, na qual, segundo ele, foi muito abençoado, está intimamente ligada aos anos e anos nesta igreja.

Sem querer julgar motivos e intenções, qual seria a melhor forma de se afastar de uma organização ou igreja a que esteve tão entrelaçado durante tantos anos? A maneira escolhida pelo ex-pastor, foi escrever uma carta aberta com críticas e acusações à igreja, na qual viveu como membro por quase 60 anos! (Elias de Souza foi batizado na Igreja adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma em 03 de agosto de 1963, na cidade de Cambará, pelo pastor Desidério Devai). Somente Deus sabe o que realmente ocorreu ou as circunstâncias que o levaram à atual decisão e a forma de executá-la. Não, não creio que tenha sido simplesmente uma questão doutrinária, pois durante muitos anos, o mesmo ex-pastor tinha conhecimento de todos os mesmos argumentos que apresentou contra a igreja, todos esses mesmos argumentos, aliás, combatidos por ele diante de forte oposição, quando ministrava entre os átrios da igreja de Deus. O que pode ter mudado? Porque as mesmíssimas coisas que não faziam sentido no passado, passaram a fazer sentido agora? Mas, seja quais forem as circunstâncias, independentemente da decisão, porque não se retirar ou se afastar simplesmente da igreja, evitando causar qualquer dano ou prejuízo possível?

Na carta, não se encontra uma única palavra de agradecimento ou reconhecimento à igreja ou a alguém da mesma. Todos sabemos que em um amplo convívio social, ainda mais se ocorreu por décadas, temos pontos negativos que podem ser mencionados. Isso ocorre em qualquer lugar. Mas não é possível colher apenas espinhos em um ambiente social e religioso, ou a permanência ou convívio em tal local não teria durado quase 60 anos! A carta de despedida deixa claro que, o ex-reformista é realmente esquecido, ou ingrato ao meio social e religioso em que viveu por tantos anos.

No vídeo, do batismo do ex-pastor na igreja adventista, o que deveria ser um momento de alegria, paz e satisfação, parece ser um esforço intenso para tentar convencer a si próprio de que, em sua forma de ver, está tomando a decisão certa. Apesar de tentar manter uma certa calma, sua fisionomia transparece uma luta interna, em um espírito inquieto e opresso, talvez por dúvidas e questionamentos.  

Na carta, para ser justo, o autor da carta deveria citar erros doutrinários graves, nítidos na igreja adventista, que não são mencionados, tais como:

A participação da igreja adventista na primeira guerra mundial e nas subsequentes guerras como combatente. Não se falou da ausência do ósculo santo na igreja adventista, o que é uma característica da igreja que Deus ama (Primeiros Escritos, pág. 15). Não se mencionou o fato de que a igreja permite divórcio e novo casamento, tanto da parte considerada inocente quanto da parte culpada, sendo este último fato excessivamente grave à luz da revelação. Não se falou sobre o mundanismo ou da entrada no mundo na igreja, seus costumes e modas, espalhados por toda a organização adventista, ignorando a verdade bíblica de que “a amizade do mundo é inimizade contra Deus, portanto, todo o que se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus” (Tiago 4:4). Se ignorou também outros erros, tais como o uso de alimentação cárnea, até mesmo por pastores e líderes, contradizendo assim a inspiração que afirma:

“Carne alguma será usada pelo povo de Deus - Conselhos sore o regime Alimentar, pág. 407.

O Movimento de Reforma cumpre essa profecia, não a igreja adventista. O texto acima também contradiz frontalmente a atual situação de líderes, povo e pastores da igreja adventista como maioria. Note a real situação:

“’Nós, filhos de pastores (adventistas) “somos felizes,’ disseram João de 13 anos de idade e Ruth de 12 anos, quando voltaram de umas férias de duas semanas. O cartaz colocado em nossa porta dizia: ‘Feliz regresso. Nós amamos vocês.’

“As flores novas, postas sobre a mesa; as prateleiras de lata de conserva; pão e a torta feitos em casa; além de um refrigerador repleto de carne, queijos e ovos, constituem um gesto de cordialidade.” Revista Ministério de 1990, pág. 23.

Como passar a confiar em tal liderança eclesiástica, quando a inspiração diz que não devemos confiar? (Conselhos sobre o Regime Alimentar, págs 401, 402). Se o ex-pastor reformista era fiel na devolução dos dízimos, como passar agora a devolver seus dízimos a líderes que vão usar desse dinheiro para manter seus refrigeradores repletos de carne? (Testemunhos Seletos, vol.3, pág. 358, 359). Como admitiu certa pessoa adventista:

“Estou um pouco confuso. Onde posso buscar conselho, se o pastor de minha igreja nem é vegetariano, se a associação a que pertenço promove almoços de confraternização em churrascarias...Perdeu a liderança de nossa igreja o rumo e não conhece mais os princípios de nossa fé e as orientações de Ellen G. White? - Revista Adventista, agosto de 2004, pág. 19.

Não se falou também sobre o abandono da igreja às doutrinas adventistas, como a questão do selamento dos 144.000, entre outros pontos não mencionados, como o uso indecoroso de vestuário contrários à inspiração por membros da igreja adventista, participação ativa em reuniões ecumênicas, etc.

Estes pontos, propositadamente não mencionados, fazem com que tal carta fique longe de ser imparcial e justa. Sem contar que, mesmo o que foi mencionado como sendo erros cometidos pelo Movimento e Reforma, serão analisados agora.

Como mencionei, minha proposta não é trazer aqui uma exaustiva resposta pormenorizada a todos os pontos mencionados na carta aberta. Quero aqui, de maneira breve, responder às perguntas formuladas por Elias de Souza em seu possível momento de irreflexão. Na carta, aparecem várias perguntas, vamos estuda-las uma a uma:

Iridologia

O remente da carta, tentando denegrir a imagem da igreja, lança críticas sobre o método de diagnóstico utilizado especialmente em nossa clínica Oásis, a iridologia. Ele deveria se lembrar, no entanto, que este não é o único recurso utilizado, mas contamos também com o diagnóstico através de consulta médica e da análise de outros profissionais. Aos pacientes, também é pedido que tragam os exames mais recentes que tenham realizado, ou façam outros que os profissionais acharem necessários, para uma avaliação ainda mais ampla e segura.

A opinião atual de Elias de Souza sobre a iridologia, constitui apenas a opinião dele, a qual não é compartilhada por outros profissionais na área de saúde e pesquisas sérias.

Quero citar aqui, para leitura, a dissertação de mestrado de Maria Izabel Marim Pita Duarte, que fez uma brilhante abordagem sobre os “Sinais iridológicos em pessoas com diagnóstico de esquizofrenia.”[1]

Outro trabalho interessante sobre a Iridologia[2] é de Leia Fontes Sales[3] e Maria Julia Paes da Silva[4], no qual as autoras afirmam que “é necessário que sejam realizados estudos com pesquisas dentro do rigor metodológico sobre essa prática, uma vez que a Iridologia traz esperança na área preventiva.

Outro artigo das mesmas autoras é: Sintomatologia e diagnósticos mais frequentes nos indivíduos com anéis de tensão.[5]

O caso da iridologia ser associada algumas vezes com práticas espiritualista, não desfaz sua importância. A fitoterapia, inclusive defendida no Espírito de Profecia, teve sua origem em países orientais cerca de 3.000 a.C.[6], e algumas vezes associada à práticas espiritualistas e místicas. Esse fato não desfaz a importância e a eficácia da fitoterapia e outros métodos naturais.

Como uma resposta mais direta às acusações injustas do ex-pastor, indico o seguinte vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=MBCv_26kPfw&t=8637s

4º Anjo.

Lembro-me de uma história que ouvi, juntamente com outros amigos e irmãos, dos lábios do próprio Elias de Souza, sobre um encontro que teve com o pastor adventista Araceli de Mello. Não recordo detalhes dessa história, nem as exatas palavras usadas, mas apenas os pontos principais.

O estudo era justamente sobre o anjo de Apocalipse 18. No encontro, Araceli de Melo estava defendendo que o anjo de Apocalipse 18, era o mesmo terceiro anjo. Elias de Souza, na época, obreiro de nossa igreja, então perguntou:

“Quando veio o terceiro anjo?”

Araceli respondeu:

“1844.”

“E o quarto anjo, quando veio?”, perguntou Elias de Souza.

Ele nos narrou, que Araceli de Melo pegou seus livros e se retirou do estudo, dizendo:

“Podem falar por aí que Araceli de Mello fugiu de um estudo com os reformistas.”

Elias de Souza continuou a história:

“Ele, (Araceli) não poderia falar que o quarto anjo veio também em 1844, pois eu tinha o texto, ali comigo, no livro Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág.  363, dizendo que o anjo de Apocalipse 18, tinha vindo em 1888!”

E incrivelmente, o ex-pastor reformista, aborda em sua carta também este ponto, o do quarto anjo, sendo o assunto mais mencionado e explorado por ele. Vou relembra-lo de algumas verdades que ele se esqueceu ou que tentou apagar da memória. Vamos juntos, analisar uma a uma suas perguntas:

“Pergunta 1: Por meio do Espírito e Profecia, Deus estabeleceu alguma data para a vinda do anjo de Apocalipse 18? (4º anjo).”

É citado então um texto que aborda a fase final da obra do quarto anjo sob a Chuva Serôdia, para qual momento não existe realmente um tempo específico:

Não tenho nenhum tempo específico de que falar, no qual tenha lugar o derramamento do Espírito Santo — quando o poderoso anjo descer do Céu e se unir com o terceiro anjo na conclusão da obra para este mundo” (Mensagens Escolhidas, v. 1 p. 192).”

Verdadeiramente não sabemos quando isso irá ocorrer, quando terá “lugar o derramamento do Espírito Santo”, quando então a luz que começou brilhar em 1888 na revelação da justiça de Cristo, iluminará por completo toda a Terra com a glória de Deus.

Enquanto a inspiração não tem, no futuro, “nenhum tempo específico de que falar, no qual tenha lugar o derramamento do Espírito Santo,” Deus, deixou claro que existe um tempo devido ou um tempo específico, quando essa obra do quarto anjo teve seu princípio ou início. Veja:

“Vi então outro poderoso anjo comissionado para descer à Terra, a fim de unir sua voz com o terceiro anjo, e dar poder e força à sua mensagem. ... A obra desse anjo vem, no tempo devido, unir-se à última grande obra da mensagem do terceiro anjo, ao tomar esta o volume de um alto clamor.” - Primeiros Escritos, pág.  277.

Esse texto, escrito em 1858, apontava um evento futuro, para um tempo específico, quando teria lugar a vinda do quarto anjo, e era que essa vinda do anjo de Apocalipse 18, ocorreria quando a mensagem tomasse um volume de alto clamor.

Alguns anos depois, a irmã White faz menção a este tempo devido ou específico, que apontava o início da obra do quarto anjo. Ela afirmou:

“O tempo de prova está exatamente diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra. - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág.  363.

Perceba que o alto clamor, que apontava o tempo devido ou específico, no qual o quarto anjo começaria sua obra, começou em 1888. E a inspiração, ligando esses dois fatos, que o quarto anjo viria quando a mensagem tomasse o volume de um alto clamor, afirma: “... o alto clamor... já começou...Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra”, ou seja, o princípio da obra do anjo de Apocalipse 18.

Para você perceber e entender que esta conclusão não é resultado de um arcabouço Reformista, veja como um pastor adventista, em uma publicação oficial da igreja, corrobora esta conclusão e esta verdade com as seguintes palavras:

‘O tempo de prova está exatamente diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra.’ Essa revelação foi o início da luz do anjo cuja glória encherá toda a Terra – o anjo de Apocalipse 18.” - Seu Amigo o Espírito Santo, pág. 116. Casa Publicadora Brasileira.

Assim, aconselho ao senhor Elias de Souza reestudar a história e os textos, ou relembrar o que muito ensinou no passado diante do mesmo texto citado por ele, agora usado para nos criticar, pois sua conclusão está em contraste com publicações oficiais, até mesmo de sua atual igreja.

A expressão do texto “quando o poderoso anjo descer do Céu”, é uma alusão à obra final desse anjo, pois outros textos mostram que este anjo já veio:

“Chegou o momento em que toda a Terra será iluminada com a glória do anjo que desceu do Céu.” - Princípios para Líderes Cristãos, pág. 228 – Carta 1892.

“O tempo de prova está exatamente diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra. - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág.  363.

Na carta, existem outras perguntas. Vamos à próxima:

“Pergunta 2: Que obra deve ser feita antes da vinda do anjo de Apocalipse 18? (4º anjo)”

Um texto, ou ignorado ou esquecido, que deveria ser citado na carta aberta para que a mesma ficasse equilibrada, mostrando não apenas a obra final do quarto anjo, mas sua atuação antes da chuva serôdia, é o que afirma:

 “Os que caminham na luz não necessitam ter nenhuma ansiedade salvo no derramamento da última chuva não serem batizados com o Espírito Santo. Se recebermos a luz do glorioso anjo que ilumina a Terra com sua glória, isto nos permitirá ver se nosso coração está purificado, vazio do eu, voltado para o Céu e pronto para receber a chuva serôdia.” - Signs of the Times, 01 de agosto de 1892.

Este texto enfatiza o fato de que a ação e atuação do quarto anjo, ocorre antes da chuva Serôdia, pois é necessário receber primeiramente a luz e obra do anjo de Apocalipse 18, para que ocorra o devido preparo para a chuva Serôdia.

A pergunta de Elias de Souza deveria, portanto ser:

“Que obra deve ser feita antes da Chuva Serôdia?” A resposta é: Receber a luz ou a atuação do anjo de Apocalipse 18!

“Pergunta 3: Qual é a missão do anjo do Apocalipse 18 (4° anjo)?”

É citado o seguinte texto:

“No Apocalipse, João diz do mensageiro celestial que se une ao terceiro anjo: ‘E vi outro anjo descendo do céu, tendo grande poder; e a Terra foi iluminada com sua glória’” (6T, p. 60).”

Diante da ampla obra do quarto anjo, não se sabe ao certo o que se tentou dizer com o texto, mas suponho que a intenção foi dizer que o quarto anjo não vem formar uma igreja à parte, mas se une ao terceiro anjo.

Se for este o caso, com certeza, Elias de Souza conhecia exatamente essa argumentação quando ministrava como pastor reformista. Caso contrário, deveria ter se dedicado mais aos estudos.

Seja como for, sabemos que em 1888, o movimento simbolizado pelo quarto anjo não veio formar um movimento separado da igreja adventista, mas começou com o propósito de se unir à igreja e trazer o devido reavivamento e reforma tão necessários. Caso a igreja tivesse aceitado tal movimento, e a obra teria sido concluída. O que se viu, porém, foi uma atitude de rejeição e oposição à verdade e ao movimento do quarto anjo:

“Promovendo aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo, em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava comunicar-lhes. O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecoste. Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória, e pela ação de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do mundo.” - Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 235.

“A certa altura Ellen White ficou tão desanimada que desejou ir embora, mas o anjo do Senhor disse a ela: ‘Não. Deus tem uma obra pra você neste lugar.’ Esta gente está agindo como na rebelião de Corá, Datã e Abirão.”  - Adventist World, Janeiro de 2010, pág. 25 – Carta 2ª, 1892.89.

Ellen White afirma que, em 1888,

“...a liderança denominacional revelou ali o espírito daqueles que expulsaram Jesus da cidade de Nazaré, na verdade, o espírito de Satanás.” - Revista Ministério de 1988, pág. 50.

Fazendo uma analogia, é importante lembrar também que, o movimento simbolizado pelo primeiro anjo, não veio para formar qualquer nova organização ou igreja, mas para salvar as igrejas:

“A primeira mensagem Angélica foi dada para separar a igreja de Cristo da influência corruptora do mundo”. - História da Redenção, pág. 364.

A rejeição da primeira mensagem é que, com o tempo, culminou no surgimento de um novo movimento separado dessas igrejas:

“Quando as igrejas repeliram o conselho divino ao rejeitaram a mensagem do advento, também o Senhor as rejeitou. O primeiro anjo é seguido por um segundo, que proclama: ‘ Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição’. Apoc. 14:8. Esta mensagem foi entendida pelos adventistas como o anúncio da queda moral das igrejas em conseqüência de sua rejeição da primeira mensagem. A proclamação ‘caiu  Babilônia’, foi dada no verão de 1844, e como resultado, cerca de cinqüenta mil abandonaram estas igrejas”. - História da Redenção, pág. 364. Casa Publicadora Brasileira.

 

Igualmente, foi a rejeição da obra do quarto anjo pela liderança adventista, que preparou a igreja para a rejeição e separação do povo de Deus. Juntamente com a rejeição e retirada desse movimento simbolizado pelo quarto anjo, a igreja deixou também de ser representada pelo terceiro anjo. Aliás, para os que ainda acreditam que a igreja adventista é representada pelo terceiro anjo, é incabível e muito esdrúxula a ideia de um terceiro anjo deixando de seguir a Cristo e indo constantemente voando para o Egito:

 

 “A igreja deixou de seguir a Cristo Seu guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito”. - Serviço Cristão, págs. 38, 39. Casa Publicadora Brasileira.

 

O quarto anjo veio para se unir e dar força à mensagem em 1888, mas foi rejeitado e ridicularizado, o que culminou em uma separação em 1914.

“Pergunta 4:Quando virá o anjo de Apocalipse 18 para iluminar a Terra?”

A resposta, reproduzimos da própria carta:

“’A obra desse anjo vem no tempo devido unir-se à última grande obra do terceiro mensageiro angelical, quando esta crescer para um alto clamor’ (2 TSM, p. 223).’” (1858).

Se realmente aceitamos a verdade desse texto, a saber, que o quarto anjo viria por ocasião do alto clamor, e aceitamos o testemunho da inspiração, de que esse alto clamor começou em 1888, ou seja, trinta anos depois da profecia do texto citado por Elias de Souza, precisamos concluir, tão certo como um mais um são dois, que o quarto anjo, começou sua obra em 1888!

“Pergunta 5: Quando a mensagem do 3º Anjo crescerá para o alto clamor?”

A resposta do texto citado na carta, aponta a obra final da queda de babilônia, quando ela atinge seu auge de pecados, ao se estabelecer o decreto dominical.

No entanto, se ignora que em 1888 os pecados de babilônia estavam já se acumulando até os Céus, quando em 1888 tramitava no Congresso Americano uma tentativa de aprovação desse mesmo decreto dominical, indício da obra do quarto anjo. Alguns textos atestam esta verdade:

“Em 1892, Ellen White escreveu que os acontecimentos finais estavam cingidos à revelação da justiça de Cristo, que começou em 1888.” - Revista Ministério de 1988, pág. 28. Casa Publicadora Brasileira.

Lembrando que os acontecimentos finais mencionados, incluem o decreto dominical e os pecados de babilônia se acumulando até os Céus, cenário da atuação do quarto anjo.

A própria igreja adventista enfatiza essa realidade, do início dos eventos finais em 1888:

"Em 1888 houve uma tentativa de levar o Congresso a aprovar uma lei dominical nacional. Os adventistas viram esta tentativa como o cumprimento daquilo que eles estiveram proclamando por quarenta anos. A crise final parecia estar à vista, mas a igreja não estava preparada... Ellen White apelou para que os adventistas orassem por um adiamento, a fim de que tivessem tempo para realizar a obra negligenciada... Em 1889, os acontecimentos pareciam ter começado, embora a igreja não tivesse feito sua obra." - Revista o Ministério, pág. 29. Casa Publicadora Brasileira.

É neste sentido que a irmã White afirma que o tempo de prova estava exatamente diante da igreja, pois o alto clamor já havia começado, tempo em que o quarto anjo, segundo a inspiração, começou sua obra: “Este é o princípio da luz do (4º) anjo.”

Assista também o seguinte vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=LtUpFM4jGBE&t=30s

“Pergunta 6: Segundo a inspiração qual é o tempo devido para o alto clamor?”

O texto encontrado na carta não responde diretamente à pergunta. Nela encontramos:

“A respeito de Babilônia no tempo devido nesta profecia declara-se: Os seus pecados se acumularam até o céu e Deus Se lembrou das iniquidades dela” (Ap 18:5;O Grande Conflito, p. 610).

Com este texto, ele deve ter intencionado dizer que o tempo para o alto clamor, no qual o quarto anjo, agora segundo ele vem, seria apenas quando os pecados de Babilônia se acumularem até o Céu. Porém, ele se esquece, ou se esforça por ignorar, que existem profecias com duplo cumprimento ou fases. Neste caso, para responder à própria pergunta, sobre “qual é o tempo devido para o alto clamor”, Elias de Souza poderia se lembrar do texto que afirma:

‘... o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, (em 1888) o Redentor que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra.’

Se ele realmente acredita que o tempo da vinda do quarto anjo é, como ele indica na pergunta, o momento do alto clamor, então existe verdades que alguém precisa aceitar!

Vou ajuda-lo a ver mais uma vez esta realidade com a publicação de sua atual igreja. Leia:

“Se você estudou a história dessa igreja, sabe que por volta de 1888 houve uma grande ênfase em Jesus como nossa única esperança de salvação. Lá por 1892, enquanto a mensagem ganhava impulso a despeito da oposição, encontramos o seguinte texto...:

O tempo de prova está exatamente diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra.’ Essa revelação foi o início da luz do anjo cuja glória encherá toda a Terra – o anjo de Apocalipse 18.” - Seu Amigo o Espírito Santo, pág. 116. Casa Publicadora Brasileira.

“Assim, a justiça de Cristo, a mensagem do Redentor que perdoa pecados, foi o começo da mensagem do quarto anjo.” - Seu Amigo o Espírito Santo, pág. 116.

“Pergunta 7:Os pecados de Babilônia já se acumularam até o céu?”

Como foi mencionado, a inspiração fala de uma situação futura e de uma situação que já começou a ocorrer. Não se pode ignorar as diversas fases do cumprimento de uma profecia. Como já citado:

"Em 1888 houve uma tentativa de levar o Congresso a aprovar uma lei dominical nacional. Os adventistas viram esta tentativa como o cumprimento daquilo que eles estiveram proclamando por quarenta anos.” - Revista o Ministério, pág. 29. Casa Publicadora Brasileira.

Esse fato, de que a profecia aponta um cumprimento da obra plena do quarto anjo no futuro, e que não podemos ignorar aspectos que já ocorreram no passado, é verídico. Elias de Souza cita o texto a seguir, na tentativa de responder a própria pergunta:

“Contudo, não se pode ainda dizer que caiu Babilônia... que a todas as nações deu de “beber”, mas a obra de apostasia não atingiu ainda sua culminância” (O Grande Conflito, p. 389).

No entanto, não se pode ignorar que a mensagem do segundo anjo, aponta a queda de Babilônia, já desde o século 19:

"Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição." Apoc. 14:8. Esta mensagem foi entendida pelos adventistas como o anúncio da queda moral das igrejas em conseqüência de sua rejeição da primeira mensagem. A proclamação "Caiu Babilônia" (Apoc. 14:8), foi dada no verão de 1844, e como resultado, cerca de cinqüenta mil abandonaram estas igrejas”. - História da Redenção pg. 364.

Ou seja, claramente uma aplicação inicial no passado que vai ter seu auge no futuro. Não se pode desconhecer assim as diversas fases do cumprimento das profecias. Em 1888, houve um avanço neste sentido dos pecados de Babilônia, e outros eventos, o que foi entendido pelos adventistas como cumprimento das profecias, inclusive da vinda do quarto anjo:

"Agora essas importantes manifestações são ordenadas por Deus para o encerramento de Sua obra na Terra. Quando eles começaram, assinalaram o ponto inicial para essa obra de encerramento. Esse tempo e essa hora foram alcançados em 1888.”

"Os acontecimentos mencionados neste parágrafo SÃO OS MESMOS trazidos à tona em Apocalipse 18:1, 2: "Depois destas coisas vi descer do Céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória.” - Artur G. Daniells, Cristo Justiça Nossa. pág. 53 - 56. Casa Publicadora Brasileira.

“Pergunta 8: Quando Babilônia atingirá a culminância da apostasia, condição necessária para a vinda do anjo de Apocalipse 18 a fim de dar o alto clamor?”

Pergunta repetitiva que já abordei.

“Pergunta 9: A queda completa de Babilônia já aconteceu ou ainda está no futuro?”

Novamente a mesma pergunta que já analisamos! Porém, nesta pergunta nona, aparece um texto interessante, que diz:

“A mudança é gradual e o cumprimento perfeito de Apocalipse 14, verso 8, está ainda no futuro” - O Grande Conflito, pág. 380.

Note que o cumprimento perfeito da profecia está no futuro. Isso dá a entender claramente que parte dessa profecia já está tendo seu início e cumprimento “gradual”, como afirma o texto.

Sobre Apocalipse 18, podemos concluir, portanto, que a profecia que aponta a vinda do quarto anjo, já começou, assim como a atuação desse anjo, ficando seu cumprimento final e completo, ligado ao momento em que a profecia da queda de babilônia também terá atingido seu auge.

Se esperamos a queda de Babilônia apenas para o futuro, o que fazer com textos claros que apontam essa mesma queda desde o século 19, com uma ênfase destes pecados estarem se acumulando até os Céus em 1888, com a lei dominical em tramitação no congresso Americano?

“Pergunta 10: Na ocasião da queda completa de Babilônia, onde ainda se encontra a grande maioria dos verdadeiros seguidores de Cristo?”

Pergunta irrelevante para o tema proposto, mesmo porque, na atual e gradual queda de Babilônia, os fiéis ainda também se encontram em Babilônia:

“...hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que crêem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade.” - O Grande Conflito, pág. 449.

“Pergunta 11: Quando, então, o alto clamor mencionado em Apocalipse 18 será dado para alcançar esses fiéis?”

Parece que Elias de Souza, conforme ia escrevendo, ia também se esquecendo do que havia escrito, o que justificaria tantas perguntas repetidas.

Mas é interessante o texto por ele citado, e esse merece um estudo mais detalhado. O texto citado diz:

“Deus tem um povo fiel em Babilônia e, antes que sobrevenham Seus juízos, esses fiéis devem ser chamados a sair dela, para que não sejam participantes dos seus pecados e não incorram nas suas pragas” (O Grande Conflito, p. 610).

Ignora-se que essa mensagem aos féis, mencionada em Apocalipse 18 (sendo esta a obra do quarto anjo), não é uma obra futura, mas presente. Note:

“As profecias no livro de Apocalipse, capítulos 12 a 18, estão sendo cumpridas. No décimo oitavo capítulo está registrado o último chamado às igrejas. Esse chamado deve ser dado agora.” - Manuscrito 75, 1906.

Perceba que a profecia da vinda do quarto anjo se encontra em Apocalipse 18, que a inspiração afirma estar se cumprindo. O texto ressalta a ideia de que esta mensagem, de chamar os fiéis para saírem de Babilônia, não é uma mensagem futura, mas precisa ser dada agora: “Esse chamado (sai dela povo meu de Apocalipse 18:4) deve ser dado agora.” Quem faz esse chamado, que precisa ser dado agora? O anjo de Apocalipse 18!  Como ele poderia fazer este chamado agora, se ele não estivesse atuando agora?

“Pergunta 12:Qual é a razão da vinda do anjo de Apocalipse 18? (4°Anjo)”

Ele cita:

“Esta é a razão de ser do movimento simbolizado pelo anjo descendo do céu, iluminando a Terra com sua glória e clamando fortemente com grande voz, anunciando os pecados de Babilônia. Em relação com sua mensagem, ouve-se o chamado: “Sai dela povo Meu” (O Grande Conflito, p. 610).

“Qual razão?” Não existe explicação para tal pergunta no texto citado na carta. O contexto sim diz que a razão da vinda do quarto anjo é o povo de Deus estar ainda em Babilônia. Mas em 1888, Deus também tinha um povo em Babilônia, e a inspiração afirma que, se a igreja tivesse recebido e aceitado a mensagem da justiça de Cristo, e este chamado a este povo em Babilônia teria sido dado com muito mais poder, luz e glória do que visto em 1888. A obra que havia começado, iria crescer até iluminar todo o mundo com a glória de Deus. O que se viu em 1888, porém, diante da rejeição da organização adventista da mensagem, foi apenas o início dessa obra, como afirma a inspiração.

 “Pergunta 13: Seria essa a advertência final?”

Mais uma pergunta irrelevante diante do assunto proposto. Mas o autor da carta cita o seguinte texto, para tentar responder à própria pergunta, querendo talvez dar a entender que a mensagem deve ser pregada apenas no futuro, segundo ele, quando o quarto anjo dará a advertência final. Citou ele o seguinte texto:

“Estes anúncios, unindo-se à mensagem do terceiro anjo constituem a advertência final a ser dada (futuro) aos habitantes da Terra” (O Grande Conflito, p. 610).

Se levarmos em conta a pergunta e o texto usado para tentar responde-la, poderíamos concluir que a mensagem que anuncia a queda de Babilônia e a mensagem do terceiro anjo, é a advertência final que deve ser dada apenas por ocasião da Chuva serôdia? A segunda mensagem, que anuncia igualmente a queda de Babilônia, junto com a mensagem do terceiro anjo, não deve ser pregada atualmente?

Nota-se que se ignora um cumprimento atual e progressivo das profecias!

 E a pergunta final sobre o quarto anjo:

“Pergunta 14:Qual é a obra e qual será o resultado da vinda desse poderoso anjo? (Apocalipse 18) ?

Então, Elias de Souza lista alguns eventos:

“A obra desse anjo é:”

“a) Unir sua voz à do terceiro anjo.”  OK. Isso ocorreu em 1888.

“b) Dar poder e força à mensagem do terceiro anjo.” OK. Isso ocorreu em 1888.

“c) Grande poder e glória são dados a esse anjo.” Essa descrição é dada também ao  terceiro anjo: Veja:

"Encerrando-se o ministério de Jesus no lugar santo, e passando Ele para o lugar santíssimo e ficando em pé diante da arca, a qual contém a lei de Deus, enviou um outro poderoso anjo com uma terceira mensagem ao mundo. Um pergaminho foi posto na mão do anjo, e, descendo ele à Terra com poder e majestade, proclamou uma dura advertência, com a mais terrível ameaça que já foi feita ao homem." - Ellen White, Primeiros Escritos, pág. 254.

No entanto, a luz do terceiro anjo não foi sentida em 1844 - quando Jesus passou do lugar santo para o santíssimo, nem seu poder e glória, como descritos - quando, à semelhança do quarto anjo, desceu à Terra. Deveria isso significar que este anjo ainda não veio?

“d) A Terra é iluminada com sua glória.” Sobre isso lemos, sobre os eventos de 1888:

                  Este é o princípio da luz do anjo...” (Mensagens Escolhidas, vol.1 pág. 363)                       que já está iluminando a Terra com sua glória.” Mensagens Escolhidas, vol.1                        pág. 114.

 

“e) A luz penetrou por toda a parte.” Assim como todos os três anjos são descritos iluminando a Terra e esta é uma obra progressiva até atingir seu auge, o mesmo ocorre com a obra do quarto anjo. Veja:

“Veio-me novamente a ordem: "Olha." E olhei novamente, de maneira intensa, sobre o mundo, e comecei a ver, semelhantes a estrelas que salpicavam toda essa treva; e vi então outra e mais outra luz acrescentada, e assim por toda essa negrura moral aumentavam as luzes quais estrelas. E o anjo disse: Estes são aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, e Lhe estão obedecendo as palavras. Esses são a  luz do mundo; e, não fora por essas luzes, os juízos de Deus cairiam imediatamente sobre os transgressores da lei de Deus." Vi então esses pequeninos jatos de luz tornando-se mais brilhantes, resplandecendo do leste e do oeste, do norte e do sul, e iluminando o mundo inteiro.” - Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 76. (1892). Segundo a conclusão da igreja adventista, essa obra que já começou e vai se tornando brilhante mais e mais, até iluminar o mundo todo, é a obra do quarto anjo. Veja:

E depois ainda temos a pergunta na carta aberta:

“Esses eventos que culminarão com a vinda do anjo de Apocalipse 18 (4°Anjo) já aconteceram, 1914 quando surgiu a Reforma, ou acontecerão no futuro?”

O autor da missiva parece ter passado quase 60 anos na reforma e não aprendeu ou se esqueceu, que a obra do quarto anjo não começa em 1914 - quando a igreja adventista se une à política mundana e suja do mundo e se envolve na primeira guerra mundial - mas que a obra do quarto anjo começou em 1888!

Ele se esquece também de que, como já mencionei, diversas profecias tem fases nas quais elas se desenvolvem. Às vezes, a inspiração dá ênfase a uma determinada fase do cumprimento de uma profecia, sem que devamos esquecer sua fase inicial. Isso ocorre com o quarto anjo e com outras profecias. Poderia dar aqui vários exemplos, mas aprecie apenas este:

Haverá uma sacudidura da peneira. No devido tempo,..." - Ellen G. White, Eventos Finais, pág. 173.

Muito semelhante à profecia do quarto anjo, que diz que ele viria no devido tempo. No entanto, apesar das profecias apontarem a chegada dessa sacudidura em um devido tempo no futuro, não se pode ignorar que essa sacudidura já teve seu início:

Começou a forte sacudidura e continuará..." - Ellen G. White, Vida e Ensinos, pág. 107; Primeiros Escritos, pág. 50.

Note que a sacudidura futura já começou, e a vai continuar até atingir seu auge.

A próxima pergunta da carta:

“Se o anjo de Apocalipse ainda não veio, qual é a base profética para ao surgimento da Igreja ASD Movimento de Reforma?”

Acredito que Elias de Souza sempre foi ciente desses mesmos argumentos durante quase toda sua vida, e mesmo assim continuava crendo que o Movimento de Reforma tinha base profética. Sendo assim, ao levantar ele agora estas questões, me questiono: Sabedor dessa argumentação (quando ainda reformista), ele então não vivia em coerência com suas próprias conclusões no passado? Ou seria agora que não está sendo coerente com o que crê, ao se unir ao adventismo apostatado? Ou, quem sabe ele não tenha tido o conhecimento desses argumentos que agora ele apresenta. Neste caso, como que 40 anos de ministério não foram suficientes para ensinar-lhe como obter todo conhecimento necessário para saber defender sua fé e explicar questões tão elementares?

Falando sobre a pergunta feita por ele, tal questionamento se torna inócuo e sem nenhum efeito diante do que temos visto aqui!

Em uma pergunta um tanto confusa, lemos:

“Se a obra do anjo de Apocalipse 18 ainda está no futuro, Quando isto ocorrerá?”

Para os que acreditam que “a obra do anjo de obra de Apocalipse 18 ainda está no futuro,” ele pergunta: “quando ela ocorrerá?” Alguém sabe?

Já vimos que a obra desse anjo teve seu início em 1888. Agora, quando essa obra vai ter seu auge, como ele diz, “no futuro”, ninguém sabe. Seria bom se lembrar do texto que ele mesmo citou: “Não tenho nenhum tempo específico de que falar,...”

A resposta encontrada na carta esta pergunta, é bastante confusa. Ele diz:

“Segundo a profecia, o anjo de apocalipse 18 virá quando a tríplice mensagem angélica for pregada a todos os povos tribos e línguas.”

Se formos entender esta resposta exatamente como foi escrita, devemos concluir que o quarto anjo somente “virá quando a tríplice mensagem angélica for pregada” no mundo todo? Ou seja, pra que serviria a vinda do quarto anjo quando o evangelho tiver sido já pregado? Logicamente a resposta não foi bem formulada. Acho que ele queria dizer:

“Segundo a profecia, o anjo de apocalipse 18 virá (para que) quando a tríplice mensagem angélica (seja) for pregada a todos os povos tribos e línguas.”

Penso ter sido essa a intenção, mas segundo a resposta que ele mesmo deu à própria pergunta, parece que não conseguiu expressar bem o próprio pensamento.

Se se acredita que o quarto anjo vem para que a mensagem seja pregada no mundo todo, vemos exatamente este mesmo objetivo Divino, no início da obra do quarto anjo em 1888:

“...O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecoste. Sofreu resistência a luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória, e pela ação de nossos próprios irmãos tem sido, em grande medida”, (não totalmente) “conservada afastada do mundo.” - Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 235.

Outros equívocos encontrados na carta, já foram esclarecidos e não há necessidade de repeti-los!

Instituições

Terminando a parte de sua abordagem sobre a obra do quarto anjo, Elias de Souza começa então sua tentativa de desacreditar e rebaixar a obra com a qual esteve ligado diretamente como missionário e pastor por mais de 40 anos, ao mencionar de forma pejorativa as instituições do Movimento de Reforma. Começando pelas casas editoras adventistas, com objetivo de enaltece-las e rebaixar as do Movimento de Reforma, ele tece seus comentários:

“Hoje a igreja adventista do Sétimo Dia tem mais de 70 Editoras espalhadas pelo mundo, publicando milhares páginas em 311 línguas, com as verdades reveladas por Deus contidas nos livros do Espírito de Profecia”

Não ignoramos os resultados positivos de algumas publicações adventistas, como não ignoramos os resultados positivos das publicações batistas e de outras igrejas que têm igualmente levado Cristo a muitas pessoas.

No entanto, outra coisa bem distinta, é achar ou acreditar que estes fatos transmitem autenticidade a alguma organização como igreja de Deus, o que são duas coisas bem diferentes. Mesmo porque, existem editoras de outras igrejas tanto mais bem sucedidas quanto as casas publicadoras.

Depois de fazer uma lista sobre as casas publicadoras adventistas, o ex-reformista procura então, diminuir o máximo possível a relevância da obra de publicações do Movimento de Reforma. Ele se esquece que milhões de livros já foram produzidos e milhares de almas foram alcançadas por estas publicações, muitas inclusive acabaram unindo-se à organização adventista, especialmente em lugares onde não temos igrejas.  Lamentável que 40 anos de ministério do senhor Elias de Souza não o ajudou a conhecer estes fatos.

Apesar da igreja adventista tem um poder maior de publicações, é importante lembrarmos algumas advertências do Espirito de Profecia, que a igreja adventista está longe de cumprir, com respeito à suas casas editoras:

Devemos não somente publicar a teoria da verdade, mas também apresentar no caráter e vida uma ilustração prática da mesma. Nossos estabelecimentos de publicações devem estar perante o mundo como uma concretização dos princípios cristãos. Se nessas instituições se cumpre o propósito de Deus para com elas, o próprio Cristo Se encontra à testa dos obreiros.” - Testemunhos Seletos, vol.3, pág. 143.

Infelizmente a igreja não tem cumprido as condições para que o próprio Cristo se encontre à frente de sua obra, tanto quanto está à frente de outras editoras de outras denominações ou igrejas. Como afirmou uma publicação oficial da igreja adventista:

“Vendemos livros com mensagens de saúde que não praticamos.” - Revista Adventista, janeiro de 2001, pág. 14.

Sobre as instituições de saúde, devemos lembrar que, segundo o próprio Elias de Souza,  32 anos da vida dele foram gastos diretamente dentro de nossa clínica, na qual foi eleito diretor por três períodos (Se atuou durante esse tempo, foram quase 10 anos na administração geral). O que ocorreu que durante esse tempo não foram tomadas medidas para que desaparecessem, pelo menos em parte, os motivos pelos quais ele nos critica hoje?

Independente desses fatos, é importante destacar que, apesar dos números de instituições, hospitais ou clínicas de saúde, a inspiração adverte:

“Nossas instituições de saúde são de valor, na estima do Senhor, apenas quando se permite que Ele (Deus) presida sua administração. Se Seus planos e projetos são considerados inferiores aos planos dos homens, Ele olhará para essas instituições como não possuindo valor maior do que as instituições estabelecidas e dirigidas pelos mundanos. Deus não pode apoiar qualquer instituição, a menos que esta ensine os princípios vivos de Sua lei e traga seus próprios atos em estrita conformidade com esses preceitos. Sobre as instituições que não são mantidas de acordo com Sua lei, pronuncia Ele a sentença: "Rejeitada; pesada foste nas balanças do Céu e achada em falta." - Medicina e Salvação, pág. 164.

Sobre as escolas, já nos dias da irmã White, existia uma pesada advertência sobre a forma como as escolas adventistas estavam sendo administradas:

“Nossa escola está hoje firmada em uma posição que Deus não aprova. Tem-me sido mostrados os perigos que ameaçam essa importante instituição. Se seus homens responsáveis procurarem atingir o padrão do mundo, se copiarem os planos e métodos de outras escolas, o desagrado de Deus estará sobre nossas escolas.” Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pág. 27.

Sob o título:

“HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO E PROGRESSO DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA PASSO A PASSO À LUZ DA INSPIRAÇÃO”,

Sem fazer distinção de textos que mencionam a igreja de Deus desde o início do mundo, Elias de Souza tenta elencar todos os textos que traziam promessas de esperança, hora à igreja de Deus que existe desde o princípio, hora à igreja adventista.

Talvez com os olhos cegados, Elias de Souza parece não perceber que, a maior parte dos textos, porém, não citam o nome igreja adventista, mas a igreja de Deus que existe desde os dias de Adão. Veja:

“Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do Céu tem sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção”. - White, E. G. Atos dos Apóstolos, pg. 11. Casa Publicadora Brasileira.

 

No livro citado, na mesma página encontramos:

 

“Almas fiéis constituíram desde o princípio a igreja sobre a Terra.” Atos dos Apóstolos, pág. 11.

 É essa igreja que a inspiração diz ser débil e defeituosa. É a igreja que existe desde o início do mundo, constituída de almas fiéis, que compõe sua igreja o “único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção”, e não a uma organização apostatada e unida a mundo e seus costumes.

 Em determinado momento, Deus chama uma organização para dar continuidade à Sua igreja que existe desde o inicio do mundo, mas se esta organização deixa de cumprir as condições que Deus estabeleceu, então as almas fiéis, que constituem sua igreja desde o inicio, seguem sem a organização chamada e posteriormente rejeitada. Isto é deixado bem claro em toda a história da igreja, inclusive no chamado da igreja de Israel sua rejeição e a instituição da igreja cristã. Isso se repete toda vez que uma igreja deixa de ser fiel a Deus como ocorreu com a igreja adventista.

 Essa verdade é deixada clara no seguinte texto:

 

“O Senhor Jesus sempre terá um povo escolhido para servi-Lo. Quando o povo judeu rejeitou a Cristo, o príncipe da vida, Ele tirou-lhes o reino de Deus  e entregou-o aos gentios. Deus continuará lidando com cada ramo de Sua obra de acordo com este princípio.

 “Quando uma igreja demonstra ser infiel à palavra do Senhor, seja qual for sua posição e por mais sagrada e elevada que seja sua vocação, o Senhor não pode mais cooperar com eles. Outras pessoas são então escolhidas para assumir importantes responsabilidades”. - White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 53. Casa Publicadora Brasileira.

Sobre Deus rejeitar a igreja adventista e chamar outro povo para com esse povo continuar escrevendo a história de Sua igreja que existe desde o início do mundo, lemos:

 

“Ele (Deus) retirará Seu Espírito Santo da igreja (Adventista) e o dará a outros”. -  White, Ellen G. Review and Herald,  26/7/1895.


Outro texto citado na carta:

Nada mais neste mundo é tão caro a Deus como Sua Igreja” (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 42).

Desde quando a igreja de Deus é cara a Deus? Apenas depois de 1844? A igreja de Deus durante o primeiro século não tinha valor pra Deus? Logicamente que sim. Este fato, no entanto, não impediu a organização daquele tempo se apostatar e se tornar posteriormente o trono de Satanás (Apocalipse 2:13).

Outro texto citado por Elias de Souza, é:

“Foi Cristo que conduziu os israelitas. É Cristo que está guiando Seu povo hoje em dia, mostrando-lhe onde e quando operar” (Carta 355).

A analogia é perfeita e as implicações entre promessas e ameaças também. O mesmo Deus que conduziu os Israelitas rejeitou a igreja de Israel. O fato de Deus guiar um povo, desta forma, não garante a tal povo as bençãos da presença de Deus de forma incondicional. Que Deus guia seu povo, disso sabemos. Mas devemos saber também que Deus, assim como ocorreu com os israelitas, não pode permanecer com uma igreja que não cumpre Sua vontade e que O abandonou, isso é claro nas Escrituras.

Alguns poucos textos citando o povo adventista de forma direta, deve ser lido na perspectiva de promessa condicionais, da mesma forma que Deus sempre teve promessas condicionais para qualquer outra igreja ou povo.

“Cumpre lembrar que as promessas e ameaças de Deus são igualmente condicionais” - Eventos Finais pág. 35. Casa Publicadora Brasileira.

“Todas as Suas promessas são feitas sob condição de fé e obediência, e uma falta de conformação com os Seus mandos elimina de nós o pleno gozo dos abundantes recursos provido nas Escrituras”. - Patriarcas e Profetas, pág. 621. Casa Publicadora Brasileira.

“Se deixarmos de obedecer a Deus, as Suas promessas não podem ser cumpridas para nós.” - Carta 19 de Julho de 1861. Revista Adventista, Março de 1974, pág. 8.

Mesmo para o povo de Israel, considerados os ramos naturais (todas as igrejas que vieram posteriormente são zambujeiros enxertados) Deus não o poupou. E a igreja adventista não deveria ter esquecido a seguinte advertência, caso seguisse os mesmos passos:

“Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que te não poupe a ti também.” - Romanos 11:21.

O que faz a igreja adventista pensar que é melhor ou mais privilegiada que os ramos naturais, sendo ela um zambujeiro?

“HISTÓRIA DA ORIGEM E DESENVLVIMENTO DA IGREJA ASD MOVIMENTO DE REFORMA”.

Não quero me deter muito nestes detalhes do surgimento da igreja, pois não julgo que são fatos que devem ser pesados para determinar se uma igreja tem ou não a verdade. Penso que Elias de Souza sempre esteve ciente  (ou pelo menos deveria estar) das dificuldades que a igreja de Deus passou desde sua origem no Éden e depois de 1914. Pessoas erram, e isso ocorreu e ocorre na história da igreja de Deus.

Ele cita alguns eventos mencionados em nossa história como se jamais tivesse conhecimento de tais episódios. Mas se não os conhecia, faltou o esforço de um pastor que precisa manusear bem a palavra da verdade (II Timóteo 2:15) para saber como explica-los. Não creio ser, no entanto, essa o caso. E sendo assim, se conhecia esses eventos, ou Elias de Souza no passado os achava irrelevantes, o que não justificaria a citação desses eventos agora, ou se são relevantes pra ele, isso deveria significar que ele não foi fiel à consciência durante os longos anos de ministério? São perguntas que exigem uma reflexão.

Sobre alguns eventos em nossa história, muito se poderia aqui dizer sobre isso, mas penso que a inspiração nos dá a melhor explicação:

“A pena da inspiração, fiel a sua tarefa, conta-nos os pecados em que caíram Noé, Ló, Moisés, Abraão, Davi e Salomão, e que mesmo o forte espírito de Elias sucumbiu ante a tentação durante sua terrível prova. A desobediência de Jonas e a idolatria de Israel são fielmente relatadas. A negação de Cristo por parte de Pedro, a viva contenda entre Paulo e Barnabé, as falhas e fraquezas dos profetas e dos apóstolos, todas são expostas pelo Espírito Santo, que descerra o véu do coração humano. Ali se acha diante de nós a vida dos crentes, com todas as suas faltas e loucuras, o que visa uma lição a todas as gerações que os seguissem. Houvessem eles sido isentos de fraquezas, teriam sido mais que humanos, e nossa natureza pecaminosa desesperaria de atingir nunca a tal grau de excelência. Vendo, porém, onde eles lutaram e caíram, onde se animaram outra vez e venceram mediante a graça de Deus, somos animados e induzidos a avançar e passar por cima dos obstáculos que a natureza degenerada nos coloca no caminho.” - Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 438.

Em outro texto, a inspiração afirma:

Por haver na igreja membros indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Como foi com a igreja primitiva? Ananias e Safira uniram-se aos discípulos. Simão Mago foi batizado. Demas, que abandonou a Paulo, era considerado crente. Judas Iscariotes foi um dos apóstolos. O Redentor não quer perder uma única pessoa. Sua experiência com Judas é relatada para mostrar Sua longanimidade com a corrompida natureza humana; e nos ordena sermos pacientes como Ele o foi. Disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja.” Parábolas de Jesus, pág.72.

Interessante é mencionar que todas as pessoas que se uniram ao Movimento de Reforma e que não representaram devidamente o caráter santo dessa obra, acabaram se afastando de nós, alguns inclusive, depois de terem seu caráter criticado, por terem se envolvido em erros quando estavam no Movimento de Reforma, acabaram se unindo à igreja adventista. “Como uma classe, não tem o espírito firme em Deus. Saem de nós, porque não são de nós.” - Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 479.

Uma das diferenças entre a igreja adventista e o Movimento de Reforma, tem sido o fato que este último, tem um fiel registro de seus erros e acertos. Já na igreja adventista, a situação da igreja referentes a seus erros, é mostrado no seguinte texto:

“Quem pode sinceramente dizer: "Nosso ouro é provado no fogo; nossas vestes estão incontaminadas do mundo"? Eu vi nosso Instrutor apontando para as vestes da chamada justiça. Tirando-as, pôs a descoberta a corrupção que estava por debaixo. Disse-me Ele, então: "Não vê como eles pretensiosamente encobriam seu depravamento e corrupção do caráter? 'Como se fez prostituta a cidade fiel!' Isa. 1:21. A casa de Meu Pai é feita casa de comércio, um lugar de onde partiram a presença e glória divinas! Por esse motivo é que há fraqueza, e falta de força." - Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 254.

A igreja adventista tem citado frequentemente o chamado livro do pecado, mas se fôssemos descobrir a corrupção que está por debaixo, como afirma a inspiração, quanto se poderia mostrar, ou quantos livros do pecado poderiam ser escritos?

Sobre a crise de 1951, aconselhamos que assistam os seguintes vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=gKNilRfFSkQ

https://www.youtube.com/watch?v=sL65DCL3RUo&t=551s

https://www.youtube.com/watch?v=Wf_8wF3RW7w&t=3s

https://www.youtube.com/watch?v=DEza-H0Ajec&t=597s

https://www.youtube.com/watch?v=unu5uOhfH1U&t=851s

https://www.youtube.com/watch?v=QxXitTo72yA&t=967s

https://www.youtube.com/watch?v=tS6s5SZnzc0&t=1796s

https://www.youtube.com/watch?v=l3UUHacBU1k&t=9s

https://www.youtube.com/watch?v=9yUC6efrAzc&t=104s

Mais para o final da carta, encontramos a seguinte pergunta:

“Pergunta 19: Quais serão as características da verdadeira reforma?”

Finalmente uma ótima pergunta. Devemos lembrar que as principais características da igreja estão mencionadas em Apocalipse 14:12, características que são resultadas da aceitação das três mensagens angélicas. A igreja adventista não possui esses distintivos da igreja, pois se tornou de forma direta, transgressora dos mandamentos de Deus em 1914, resultado de não aceitar a fé em Jesus pregada em 1888.

Mas a igreja adventista está mudando seu discurso. Antes dizia ser identificada através da guarda dos mandamentos, atualmente existem membros adventistas que, em seu esforço quase sobre humano, para tentar defender a apostasia da igreja e o mundanismo claro dentro de seus muros, colocam como características da igreja as  abominações que a mesma comete, com o objetivo de tentar justificar a atual situação na igreja. É inacreditável!

O texto que Elias de Souza citou, como resposta à própria pergunta, foi:

“Quando esta reforma começar, o espírito de oração atuará em cada crente e banirá o espírito de discórdia e luta” (3TS, p. 254).

E continuou: “Pergunta 20: Como deverá começar a reforma profetizada na Igreja?”

Realmente é de se admirar que ele não aprendeu a fazer distinção entre a reforma que é um processo e a reforma final, por ocasião da sacudidura. Ele devia se lembrar que, antes do Movimento de Reforma, ocorreram muitas outras reformas, nas quais o espírito de discórdia não foi banido. O que poderíamos dizer da reforma que Elias, o Tesbita, operou? A que Jesus realizou ou a de Lutero, ou até mesmo a reforma que os adventistas realizaram no século 19? Em nenhuma dessas reformas, o espírito de discórdia foi banido! Seriam todas estas reformas, inclusive a reforma adventista, falsas reformas?

Nenhuma reforma, em toda a história da igreja, foi levada avante sem encontrar sérios obstáculos. Assim foi no tempo de Paulo. Onde quer que o apóstolo fundasse uma igreja, alguns havia que professavam receber a fé, mas introduziam heresias que, uma vez aceitas, excluiriam finalmente o amor da verdade. Lutero também sofreu grande perplexidade e angústia pelo procedimento de pessoas fanáticas, que pretendiam haver Deus falado diretamente por meio delas, e que, portanto, colocavam as próprias idéias e opiniões acima do testemunho das Escrituras. Muitos a quem faltavam fé e experiência, mas que possuíam considerável presunção, gostando de ouvir ou de contar alguma coisa nova, eram seduzidos pelas pretensões dos novos ensinadores e uniam-se aos agentes de Satanás na obra de derruir o que Deus levara Lutero a edificar. E os Wesley, e outros que abençoaram o mundo pela sua influência e fé, encontraram a cada passo os ardis de Satanás, que consistiam em arrastar pessoas de zelo exagerado, desequilibradas e profanas, a excessos de fanatismo de toda sorte.

“Nos dias da Reforma, os inimigos desta atribuíam todos os males do fanatismo aos mesmos que estavam a trabalhar com todo o afã para combatê-lo. Idêntico proceder adotaram os oponentes do movimento adventista. E não contentes com torcer e exagerar os erros dos extremistas e fanáticos, faziam circular boatos desfavoráveis que não tinham os mais leves traços de verdade....

O fato de alguns fanáticos se haverem imiscuído nas fileiras dos adventistas, não constitui maior motivo para julgar que o movimento não era de Deus, do que a presença de fanáticos e enganadores na igreja, no tempo de Paulo ou Lutero, fora razão suficiente para condenar sua obra. Desperte do sono o povo de Deus, e inicie com fervor a obra de arrependimento e reforma; investigue as Escrituras para aprender a verdade como é em Jesus; faça uma consagração completa a Deus, e não faltarão evidências de que Satanás ainda se acha em atividade e vigilância. Com todo o engano possível manifestará ele seu poder, chamando em seu auxílio os anjos caídos de seu reino.” - O Grande Conflito, pág. 397, 398.

Se fôssemos entrar neste assunto com as mesmas armas com as quais nos atacam, muito poderia ser mostrado. Não é objetivo nosso, no entanto, ficar expondo ou apontando pessoas, pois tal obra é do Diabo.

A pergunta principal que deve ser feita, não é se existem males na igreja, mas como a igreja trata e resolve estes males! E a história tem nos mostrado uma letargia da igreja adventista em expurgar os pecados de seu meio, onde o erro é acobertado e até mesmo defendido, a ponto de usarem esses pecados como característica da igreja de Deus, uma interpretação totalmente equivocada e descabida de Ezequiel 9.[7]

Já no Movimento de Reforma, assim como em todas as reformas verdadeiras do passado, surgiram problemas e pecados, mas onde estão tais transgressores e apóstatas? Esses males tiveram continuidade em nosso meio ou foram eliminados?

Sabemos que a igreja adventista, como instituição, é relapsa em seu trato com o  pecado. Neste caso, as almas honestas e sinceras em seu meio, deveriam tremer com o seguinte texto:

“Ele quer ensinar a Seu povo que a desobediência e o pecado são excessivamente ofensivos a Seus olhos, e não devem ser considerados levemente. Ele nos mostra que, quando Seu povo se encontra em pecado, devem-se tomar imediatamente medidas positivas para tirar esse pecado do meio deles, a fim de que Seu desagrado não fique sobre todos. Se, porém, os pecados do povo são passados por alto por aqueles que se acham em posições de responsabilidade, o desagrado de Deus estará sobre eles, e Seu povo, como um corpo, será responsável por esses pecados. No trato do Senhor com Seu povo no passado, Ele mostra a necessidade de purificar a igreja de erros”. - Testemunhos Seletos, vol.1, pág. 334.

 

O afastamento do ex- ministro do evangelho Elias de Souza de nossa amada e querida igreja, tem sido usado por alguns como argumento de que estamos equivocados e que algumas pessoas têm se despertado para a “verdade.” Tal conclusão, porém, é falaciosa e contraria até mesmo a igreja adventista, quando vemos muitas pessoas abandonando tal organização e tomando posição entre outras igrejas. Vejamos alguns exemplos de ministros e eminentes adventistas que abandonaram a igreja e se uniram à outras igrejas:

“D. M. Canright Aos 24 anos de idade foi ordenado ao ministério pelos pastores White e Loughborough. Por volta de 1860 também trabalhou com o Pastor J. N. Andrews. Sua história de apostasia é um tanto intrigante por que começou quando ele venceu um debate contra um pastor presbiteriano, devido seu alto nível cultural e teológico ele cedeu ao orgulho, exaltação própria e um espírito intolerante em relação aos outros,...

“Tinha altos e baixos, saindo da igreja e depois retornando, por último dedicou-se a agricultura e uniu-se aos batistas, onde foi recebido com festivas aclamações. 

“Sua ex-secretária, entretanto, em um livro escrito 50 anos após sua morte, descreve-o vivendo intermitentes períodos de angústia e aflição, quando então, perplexo, repetia: "Sou um homem perdido! Perdido! Perdido!"

“Em uma de suas advertências a Irmã white lhe falou: "Sempre tivestes o desejo do poder, da popularidade, e isto é uma das razões de vossa presente situação. ... Quisestes ser muita coisa, e fizestes uma ostentação e um ruído no mundo, e em resultado disso, vosso sol certamente se porá em obscuridade." e foi exatamente assim a situação em que ele morreu.”

“C. P. Russell Em 1853 junto com H. S. Case ambos ministros adventistas, contrafeitos com os conselhos da Sra. White, apartaram-se criticando o casal White por "exaltar os Testemunhos acima da Palavra de Deus"...Viviam de debates entre eles mesmos, dividindo-os em grupos antagônicos, levando-os afinal a uma completa dissolução. Um dos seus dirigentes tornou-se espírita, o outro mórmon e os demais desapareceram.

“Grupo Marion Depois B. F. Snook e W. H. Brinkerhoff, respectivamente presidente e secretário de uma associação em 1865, intentaram se separar opondo-se à estrutura organizacional estabelecida e questionando a interpretação tradicional adventista no tocante às três mensagens angélicas (Apocalipse 14), foram levados em sua crescente rebelião a rejeitar a perpetuidade da instituição do sábado e a proclamar a teoria universalista, segundo a qual todos os seres humanos serão salvos, formaram o grupo chamado Marion, que se opunha de forma exacerbada às visões da Sra. White e proclamavam as virtudes do sistema eclesiástico congregacional que concede à igreja local autonomia plena e final, se intitulavam Igreja de Deus do Sétimo Dia.

“J. H. Kellogg  Já citado no inicio da matéria, Ele durante anos, serviu a igreja como talentoso médico, escritor prolífico e eficiente administrador, todavia sua grande autoridade também o corrompeu levando-o a questionar a própria associação geral, criou um complexo medico em Battle Creek onde também havia uma grande igreja com mais de 2 mil membros , escreveu um livro intitulado O Templo Vivo, que difundia ensinos panteístas, apresentando Deus como mera essência que permeia o mundo natural. Tanto o sanatório por ele criado como o templo e uma editora da igreja que estava para publicar esse livro foram destruídos por 3 incêndios do juízo de Deus.

“Desmond Ford Foi professor de Teologia do mencionado Colégio de Avondale, Austrália desafiou a validade bíblica da doutrina do santuário contrariando a crença básica da igreja. Após 35 anos servindo como ministro e professor foi eliminado também por questionar a interpretação de Daniel 8:14 na qual ele afirma que os pecados a serem purificados ali eram os da besta, elaborou uma monografia de mil páginas, defendendo com intenso vigor e muitas inconsistências suas percepções na qual também contestava o principio dia-ano de interpretação profética. Fundou uma igreja junto com outros simpatizantes intitulada "The Good News Unlimited" que tem pouca expressividade atual.

“Walter Rea Também foi um pastor da igreja adventista de Long Beach, Califórnia durante 36 anos, escreveu um livro – The White Lie (A Mentira White [Branca]) – onde com ímpeto e alarde questiona a legitimidade do dom de profecia, atacando a Sra. White e seus escritos com veemência, cinismo e mordacidade, acusando-a de plágio. No Brasil seu livro foi em grande parte transcrito pelo Dr Ubaldo torres que o publicou com o titulo Igreja de Vidro. O impacto logrado por Walter Rea sobre a Igreja tem sido insignificante e inexpressivo. Sua história e seus simpatizantes comprovam a profecia do espírito de profecia que afirma que os maiores inimigos da igreja surgem dela mesma.”[8]

Os que ficam propagando que o irmão A ou B se retirou do Movimento de Reforma e se uniu à igreja adventista (apostatada), utilizando esse argumento para tentar influenciar outras pessoas, devem se lembrar que existe também um número expressivo de adventistas que tomam posição ao lado do Movimento de Reforma todos os anos. Aliás, já estudei com muitos adventistas e pela influência do Espírito Santo foram ganhos para a verdade e se uniram ao verdadeiro povo remanescente, ao Movimento de Reforma. Tive inclusive o privilégio de realizar o batismo de alguns destes.

No livro História da Igreja adventista Movimento de Reforma, encontramos informações de vários ministros e pastores adventistas que se uniram à nossa igreja. Entre estes está o pastor Shureskumar, ex-ministro adventista e ex-presidente da União Indiana da Igreja adventista. Quando veio para o Movimento de Reforma, trouxe um grupo de 483 pessoas, incluindo cinco ministros ordenados, sete anciãos, e nove diáconos.[9] Episódios semelhantes de adventistas se unindo ao Movimento de Reforma, têm ocorrido em outros momentos.

Geralmente, os que saem de nós estão em busca de um caminho mais largo sem cobranças ou um sem um sério direcionamento, ou um ambiente social e estrutural mais amplo. A história tende a repetir-se. Alguns, olhando a organização adventista, pensam:

“Quão superior em número e influência é a nossa igreja! Quantos grandes e ilustres homens existem entre nós! Quanto mais poder há de nosso lado!" Tais são os argumentos que têm influência decisiva sobre o mundo; mas não são mais conclusivos hoje do que o foram nos dias do reformador.” - O Grande Conflito, pág. 148.

Já, os que saem da igreja adventista e se unem ao Movimento de Reforma, estão em busca de um caminho mais sério e de mais compromisso com a verdade da tríplice mensagem angélica, onde a mesma pode ser exposta livremente, mensagem que gera perseguição, se for pregada na igreja adventista.

 “...e alguém por mais equilibrado que seja, médico ou leigo, tentar, em sua comunidade, implantar um programa de saúde que inclua alterações no regime alimentar, pode ser tachado de fanático.” Revista Adventista, janeiro de 2001, pág. 14.

Isso tem trazido e despertado vários fieis para a verdade! Muitos estão sabendo discernir a diferença entre os pecados que são cometidos na igreja dos pecados que a igreja (adventista) comete.

Por fim, quero dizer que não é compreensível alguém abandonar um caminho que tem as características daquilo que Deus planejou para seu povo, para começar a andar por um caminho que diverge do plano e propósito de Divinos.

A inspiração menciona realmente um povo que, a despeito de estar no caminho largo, professa andar no caminho estreito e  que irá convidar outras pessoas para tomarem a mesma decisão:

“Vi, percorrendo a estrada larga, muitos que tinham sobre si escritas estas palavras: "Morto para o mundo. Próximo está o fim de todas as coisas. Estai vós também prontos." Pareciam precisamente iguais a todas aquelas pessoas frívolas que em redor se achavam, com a diferença única de uma sombra de tristeza que lhes notei no rosto. Sua conversa era perfeitamente igual à daqueles que, divertidos e inconscientes, se encontravam em redor; mas de quando em quando mostravam com grande satisfação as letras sobre suas vestes, convidando outros a terem as mesmas sobre si. Estavam no caminho largo, e no entanto, professavam pertencer ao número dos que viajavam no caminho estreito. Os que estavam em redor deles diziam: ‘Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente.’” - Vida e Ensinos, pág. 158.

Eis a uma vívida descrição da realidade da igreja adventista! Uma

“igreja fria, sem vida e sem Cristo.” - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 357.

“à semelhança de Israel, a igreja desonrou seu Deus, pois que se apartou da luz... Cristo se retirou. Seu Espírito foi apagado da igreja.” - Testemunhos para a Igreja, vol.2, pág. 442.

“'Como se fez prostituta a cidade fiel!' Isa. 1:21. A casa de Meu Pai é feita casa de comércio, um lugar de onde partiram a presença e glória divinas! Por esse motivo é que há fraqueza, e falta de força.’” - Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 254.

Os que são tentados a percorrem um caminho mais largo e que se afastam da verdade, e se unem à igreja adventista, irão fazer esta nova caminhada, no que depender da organização, sem Cristo:

“A igreja deixou de seguir a Cristo, seu Guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito.” - Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pág. 217.

Como instituição, a igreja adventista não está mais no caminho estreito, está em outra direção, como afirma a inspiração. No entanto, Deus não ficou sem um povo. Enquanto uma grande maioria como igreja tenha abandonado a verdade, Deus tem fiéis que estão no caminho certo:

“Mas há um povo que levará a arca de Deus. Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a arca. Mas estes não podem fazer muralhas para obstruir a verdade, pois esta prosseguirá avante e para cima até ao fim.” - Testemunhos para Ministros, pág. 411.

Um povo que avança rumo ao Egito que, segundo a inspiração, é a organização adventista. Outro povo que segue com a arca contendo a lei de Deus, identidade do povo que é fiel a Jeová, mesmo em face de guerras e dificuldades. Na arca também está a vara de Araão, símbolo de um ministério designado pelo Senhor e o Maná, símbolo da dieta vegetariana desse povo (Êxodo 16:32) segue rumo à Canaã. Com qual povo você vai escolher caminhar? Sua decisão agora vai afetar diretamente seu destino na viagem: Egito ou Canaã Celestial. Não erre!

“...têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.” Lucas 16:29.

 

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[3] Enfermeira Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo. Especialista em Iridologia e Iridiagnose pela Faculdade de Ciências de São Paulo.

[4] Enfermeira, Professora Titular do departamento Médico-Cirúrgico da Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.

[5] https://l1nk.dev/GBwaV

[6] https://pt.wikipedia.org/wiki/Fitoterapia

[7] Para saber mais acesse: http://adventistas-reformistas.blogspot.com/2022/04/sera-igreja-de-deus-primeira-sentir-o.html

[8] https://www.maisrelevante.com.br/2014/12/movimentos-dissidentes-adventistas.html

[9] Revista Observador da Verdade, setembro de 2003, pág. 7.