"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” - Judas 1:3.
Alguns dias atrás fui tomado de certa surpresa
diante de uma carta escrita, por um hoje, ex-pastor da Igreja adventista do
Sétimo dia, Movimento de Reforma.
Apesar dos assuntos mencionados na carta darem
espaço para um exaustivo estudo, quero dar aqui uma resposta bastante breve,
resumida e objetiva às questões que foram levantadas, questões que em verdade, penso,
não constituem qualquer novidade, nem mesmo para o autor da carta.
Se uma pessoa deseja se afastar de uma igreja,
com a qual se viu envolvido por décadas e com a qual viveu quase toda a vida, qual
seria a melhor forma de fazer isso?
O autor da carta, deixa claro que se
relacionou com a igreja por mais de 40 anos somente como pastor ordenado, e que
trabalhou durante muitos anos nas dependências da instituição. Somente na Clínica
Oásis, 32 longos anos. Ou seja, não se pode negar que grande parte de todo sua
experiência pessoal, na qual, segundo ele, foi muito abençoado, está
intimamente ligada aos anos e anos nesta igreja.
Na carta, não se encontra uma única palavra de
agradecimento ou reconhecimento à igreja ou a alguém da mesma. Todos sabemos
que em um amplo convívio social, ainda mais se ocorreu por décadas, temos
pontos negativos que podem ser mencionados. Isso ocorre em qualquer lugar. Mas
não é possível colher apenas espinhos em um ambiente social e religioso, ou a
permanência ou convívio em tal local não teria durado quase 60 anos! A carta de
despedida deixa claro que, o ex-reformista é realmente esquecido, ou ingrato ao
meio social e religioso em que viveu por tantos anos.
No vídeo, do batismo do ex-pastor na igreja adventista,
o que deveria ser um momento de alegria, paz e satisfação, parece ser um
esforço intenso para tentar convencer a si próprio de que, em sua forma de ver,
está tomando a decisão certa. Apesar de tentar manter uma certa calma, sua
fisionomia transparece uma luta interna, em um espírito inquieto e opresso,
talvez por dúvidas e questionamentos.
Na carta, para ser justo, o autor da carta deveria
citar erros doutrinários graves, nítidos na igreja adventista, que não são
mencionados, tais como:
A participação da igreja adventista na
primeira guerra mundial e nas subsequentes guerras como combatente. Não se
falou da ausência do ósculo santo na igreja adventista, o que é uma
característica da igreja que Deus ama (Primeiros Escritos, pág. 15). Não se
mencionou o fato de que a igreja permite divórcio e novo casamento, tanto da
parte considerada inocente quanto da parte culpada, sendo este último fato
excessivamente grave à luz da revelação. Não se falou sobre o mundanismo ou da
entrada no mundo na igreja, seus costumes e modas, espalhados por toda a organização
adventista, ignorando a verdade bíblica de que “a amizade do mundo é
inimizade contra Deus, portanto, todo o que se faz amigo do mundo se torna
inimigo de Deus” (Tiago 4:4). Se ignorou também
“Carne alguma será usada pelo povo de
Deus” - Conselhos sore o regime Alimentar, pág. 407.
O Movimento de Reforma cumpre essa profecia,
não a igreja adventista. O texto acima também contradiz frontalmente a atual
situação de líderes, povo e pastores da igreja adventista como maioria. Note a
real situação:
“’Nós, filhos de pastores” (adventistas)
“somos felizes,’ disseram João de 13 anos de idade e Ruth de 12 anos,
quando voltaram de umas férias de duas semanas. O cartaz colocado em nossa
porta dizia: ‘Feliz regresso. Nós amamos vocês.’
“As flores novas, postas sobre a mesa;
as prateleiras de lata de conserva; pão e a torta feitos em casa; além de um
refrigerador repleto de carne, queijos e ovos, constituem um gesto de
cordialidade.” Revista
Ministério de 1990, pág. 23.
Como passar a confiar em tal liderança
eclesiástica, quando a inspiração diz que não devemos confiar? (Conselhos sobre
o Regime Alimentar, págs 401, 402). Se o ex-pastor reformista era fiel na
devolução dos dízimos, como passar agora a devolver seus dízimos a líderes que
vão usar desse dinheiro para manter seus refrigeradores repletos de carne? (Testemunhos
Seletos, vol.3, pág. 358, 359). Como admitiu certa pessoa adventista:
“Estou um pouco confuso. Onde posso
buscar conselho, se o pastor de minha igreja nem é vegetariano, se a
associação a que pertenço promove almoços de confraternização em churrascarias...Perdeu
a liderança de nossa igreja o rumo e não conhece mais os princípios de nossa fé
e as orientações de Ellen G. White?”
- Revista Adventista, agosto de 2004, pág. 19.
Não se falou também sobre o abandono da igreja
às doutrinas adventistas, como a questão do selamento dos 144.000, entre outros
pontos não mencionados, como o uso indecoroso de vestuário contrários à
inspiração por membros da igreja adventista, participação ativa em reuniões
ecumênicas, etc.
Estes pontos, propositadamente não
mencionados, fazem com que tal carta fique longe de ser imparcial e justa. Sem
contar que, mesmo o que foi mencionado como sendo erros cometidos pelo
Movimento e Reforma, serão analisados agora.
Como mencionei, minha proposta não é trazer
aqui uma exaustiva resposta pormenorizada a todos os pontos mencionados na
carta aberta. Quero aqui, de maneira breve, responder às perguntas formuladas
por Elias de Souza em seu possível momento de irreflexão. Na carta, aparecem
várias perguntas, vamos estuda-las uma a uma:
Iridologia
O remente da carta, tentando denegrir a imagem
da igreja, lança críticas sobre o método de diagnóstico utilizado especialmente
em nossa clínica Oásis, a iridologia. Ele deveria se lembrar, no entanto, que
este não é o único recurso utilizado, mas contamos também com o diagnóstico
através de consulta médica e da análise de outros profissionais. Aos pacientes,
também é pedido que tragam os exames mais recentes que tenham realizado, ou
façam outros que os profissionais acharem necessários, para uma avaliação ainda
mais ampla e segura.
A opinião atual de Elias de Souza sobre a
iridologia, constitui apenas a opinião dele, a qual não é compartilhada por
outros profissionais na área de saúde e pesquisas sérias.
Quero citar aqui, para leitura, a dissertação
de mestrado de Maria Izabel Marim Pita Duarte, que fez uma brilhante abordagem
sobre os “Sinais iridológicos em pessoas com diagnóstico de esquizofrenia.”[1]
Outro trabalho interessante sobre a Iridologia[2] é
de Leia Fontes Sales[3] e
Maria Julia Paes da Silva[4], no
qual as autoras afirmam que “é
necessário que sejam realizados estudos com pesquisas dentro do rigor
metodológico sobre essa prática, uma vez que a Iridologia traz esperança na
área preventiva.”
Outro artigo das mesmas autoras é:
Sintomatologia e diagnósticos mais frequentes nos indivíduos com anéis de
tensão.[5]
O caso da iridologia ser associada algumas
vezes com práticas espiritualista, não desfaz sua importância. A fitoterapia,
inclusive defendida no Espírito de Profecia, teve sua origem em países
orientais cerca de 3.000 a.C.[6], e
algumas vezes associada à práticas espiritualistas e místicas. Esse fato não
desfaz a importância e a eficácia da fitoterapia e outros métodos naturais.
Como uma resposta mais direta às acusações
injustas do ex-pastor, indico o seguinte vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=MBCv_26kPfw&t=8637s
Lembro-me de uma história que ouvi, juntamente
com outros amigos e irmãos, dos lábios do próprio Elias de Souza, sobre um
encontro que teve com o pastor adventista Araceli de Mello. Não recordo
detalhes dessa história, nem as exatas palavras usadas, mas apenas os pontos
principais.
O estudo era justamente sobre o anjo de
Apocalipse 18. No encontro, Araceli de Melo estava defendendo que o anjo de
Apocalipse 18, era o mesmo terceiro anjo. Elias de Souza, na época, obreiro de
nossa igreja, então perguntou:
“Quando veio o terceiro anjo?”
Araceli respondeu:
“1844.”
“E o quarto anjo, quando veio?”, perguntou
Elias de Souza.
Ele nos narrou, que Araceli de Melo pegou seus
livros e se retirou do estudo, dizendo:
“Podem falar por aí que Araceli de Mello fugiu
de um estudo com os reformistas.”
Elias de Souza continuou a história:
“Ele, (Araceli) não poderia falar que o quarto
anjo veio também em 1844, pois eu tinha o texto, ali comigo, no livro Mensagens
Escolhidas, vol. 1, pág. 363, dizendo
que o anjo de Apocalipse 18, tinha vindo em 1888!”
E incrivelmente, o ex-pastor reformista,
aborda em sua carta também este ponto, o do quarto anjo, sendo o assunto mais
mencionado e explorado por ele. Vou relembra-lo de algumas verdades que ele se
esqueceu ou que tentou apagar da memória. Vamos juntos, analisar uma a uma suas
perguntas:
“Pergunta 1: Por meio do Espírito e Profecia,
Deus estabeleceu alguma data para a vinda do anjo de Apocalipse 18? (4º anjo).”
É citado então um texto que aborda a fase
final da obra do quarto anjo sob a Chuva Serôdia, para qual momento
não existe realmente um tempo específico:
“Não tenho nenhum tempo específico
de que falar, no qual tenha lugar o derramamento do Espírito Santo —
quando o poderoso anjo descer do Céu e se unir com o terceiro anjo na conclusão
da obra para este mundo” (Mensagens Escolhidas, v. 1 p. 192).”
Verdadeiramente não sabemos quando isso irá
ocorrer, quando terá “lugar o derramamento do Espírito Santo”,
quando então a luz que começou brilhar em 1888 na revelação da justiça de
Cristo, iluminará por completo toda a Terra com a glória de Deus.
Enquanto a inspiração não tem, no futuro, “nenhum
tempo específico de que falar, no qual tenha lugar o derramamento do
Espírito Santo,” Deus, deixou claro que existe um tempo devido ou um
tempo específico, quando essa obra do quarto anjo teve seu princípio ou início.
Veja:
“Vi então outro poderoso anjo
comissionado para descer à Terra, a fim de unir sua voz com o terceiro anjo, e
dar poder e força à sua mensagem. ... A obra desse anjo vem, no tempo devido, unir-se à última grande obra da
mensagem do terceiro anjo, ao tomar esta o volume de um alto clamor.” - Primeiros
Escritos, pág. 277.
Esse texto, escrito em 1858, apontava um
evento futuro, para um tempo específico, quando teria lugar a vinda do quarto
anjo, e era que essa vinda do anjo de Apocalipse 18, ocorreria quando a
mensagem tomasse um volume de alto clamor.
Alguns anos depois, a irmã White faz menção a
este tempo devido ou específico, que apontava o início da obra do quarto anjo.
Ela afirmou:
“O tempo de prova está exatamente
diante de nós, pois o alto clamor do
terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor
que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do
anjo cuja glória há de encher a Terra.” - Mensagens
Escolhidas, vol. 1, pág. 363.
Perceba que o alto clamor, que apontava o
tempo devido ou específico, no qual o quarto anjo começaria sua obra, começou
em 1888. E a inspiração, ligando esses dois fatos, que o quarto anjo
viria quando a mensagem tomasse o volume de um alto clamor, afirma: “... o
alto clamor... já começou...Este é o princípio da luz do anjo cuja
glória há de encher a Terra”, ou seja, o princípio da obra do anjo de
Apocalipse 18.
Para você perceber e entender que esta
conclusão não é resultado de um arcabouço Reformista, veja como um pastor
adventista, em uma publicação oficial da igreja, corrobora esta conclusão e esta
verdade com as seguintes palavras:
Assim, aconselho ao senhor Elias de Souza
reestudar a história e os textos, ou relembrar o que muito ensinou no passado diante
do mesmo texto citado por ele, agora usado para nos criticar, pois sua
conclusão está em contraste com publicações oficiais, até mesmo de sua atual
igreja.
A expressão do texto “quando o poderoso
anjo descer do Céu”, é uma alusão à obra final desse anjo, pois outros
textos mostram que este anjo já veio:
“Chegou o momento em que toda a Terra
será iluminada com a glória do anjo que desceu
do Céu.” - Princípios para Líderes Cristãos,
pág. 228 – Carta 1892.
“O tempo de prova está exatamente
diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na
revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de
encher a Terra.” - Mensagens Escolhidas, vol. 1,
pág. 363.
Na carta, existem outras perguntas. Vamos à
próxima:
“Pergunta 2: Que obra deve ser feita antes da
vinda do anjo de Apocalipse 18? (4º anjo)”
Um texto, ou ignorado ou esquecido, que
deveria ser citado na carta aberta para que a mesma ficasse equilibrada,
mostrando não apenas a obra final do quarto anjo, mas sua atuação antes da
chuva serôdia, é o que afirma:
“Os que caminham na luz não necessitam ter
nenhuma ansiedade salvo no derramamento da última chuva não serem batizados com
o Espírito Santo. Se recebermos a luz do glorioso anjo que ilumina a Terra
com sua glória, isto nos permitirá ver se nosso coração está purificado,
vazio do eu, voltado para o Céu e pronto para receber a chuva serôdia.” -
Signs of the Times, 01 de agosto de
1892.
Este texto enfatiza o fato de que a ação e
atuação do quarto anjo, ocorre antes da chuva Serôdia, pois é necessário
receber primeiramente a luz e obra do anjo de Apocalipse 18, para que ocorra o
devido preparo para a chuva Serôdia.
A pergunta de Elias de Souza deveria, portanto
ser:
“Que obra deve ser feita antes da Chuva
Serôdia?” A resposta é: Receber a luz ou a atuação do anjo de Apocalipse 18!
É citado o seguinte texto:
“No Apocalipse, João diz do mensageiro
celestial que se une ao terceiro anjo: ‘E vi outro anjo descendo do céu, tendo
grande poder; e a Terra foi iluminada com sua glória’” (6T, p. 60).”
Diante da ampla obra do quarto anjo, não se
sabe ao certo o que se tentou dizer com o texto, mas suponho que a intenção foi
dizer que o quarto anjo não vem formar uma igreja à parte, mas se une ao
terceiro anjo.
Se for este o caso, com certeza, Elias de
Souza conhecia exatamente essa argumentação quando ministrava como pastor
reformista. Caso contrário, deveria ter se dedicado mais aos estudos.
Seja como for, sabemos que em 1888, o
movimento simbolizado pelo quarto anjo não veio formar um movimento separado da
igreja adventista, mas começou com o propósito de se unir à igreja e trazer o
devido reavivamento e reforma tão necessários. Caso a igreja tivesse aceitado
tal movimento, e a obra teria sido concluída. O que se viu, porém, foi uma
atitude de rejeição e oposição à verdade e ao movimento do quarto anjo:
“Promovendo aquela oposição, Satanás teve êxito em afastar do povo,
em grande medida, o poder especial do Espírito Santo que Deus anelava
comunicar-lhes. O inimigo impediu-os de obter a eficiência que poderiam
ter tido em levar a verdade ao mundo, como os apóstolos a proclamaram
depois do dia de Pentecoste. Sofreu resistência a
luz que deve iluminar toda a Terra com a sua glória, e pela ação de nossos
próprios irmãos tem sido, em grande medida, conservada afastada do
mundo.” - Ellen G.
White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 235.
“A certa altura Ellen White ficou tão
desanimada que desejou ir embora, mas o anjo do Senhor disse a ela: ‘Não.
Deus tem uma obra pra você neste lugar.’ Esta gente está agindo como na
rebelião de Corá, Datã e Abirão.” - Adventist World, Janeiro de 2010, pág. 25 –
Carta 2ª, 1892.89.
Ellen White afirma que, em 1888,
“...a liderança denominacional revelou
ali o espírito daqueles que expulsaram Jesus da cidade de Nazaré, na verdade, o
espírito de Satanás.” - Revista
Ministério de 1988, pág. 50.
“A primeira mensagem Angélica foi dada
para separar a igreja de Cristo da influência corruptora do mundo”. - História da Redenção, pág. 364.
A rejeição da primeira mensagem é que, com o
tempo, culminou no surgimento de um novo movimento separado dessas igrejas:
“Quando as igrejas repeliram o
conselho divino ao rejeitaram a mensagem do advento, também o Senhor as rejeitou. O primeiro anjo é
seguido por um segundo, que proclama: ‘ Caiu, caiu a grande Babilônia que tem
dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição’. Apoc.
14:8. Esta mensagem foi entendida pelos adventistas como o anúncio da queda moral
das igrejas em conseqüência de sua rejeição da primeira mensagem. A proclamação
‘caiu Babilônia’, foi dada no verão de
1844, e como resultado, cerca de cinqüenta mil abandonaram estas igrejas”. - História da Redenção, pág. 364.
Casa Publicadora Brasileira.
Igualmente, foi a rejeição da obra do quarto
anjo pela liderança adventista, que preparou a igreja para a rejeição e
separação do povo de Deus. Juntamente com a rejeição e retirada desse movimento
simbolizado pelo quarto anjo, a igreja deixou também de ser representada pelo
terceiro anjo. Aliás, para os que ainda acreditam que a igreja adventista é
representada pelo terceiro anjo, é incabível e muito esdrúxula a ideia de um
terceiro anjo deixando de seguir a Cristo e indo constantemente voando para o
Egito:
“A igreja deixou de seguir a Cristo Seu guia,
e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito”. - Serviço Cristão, págs. 38, 39. Casa Publicadora Brasileira.
O quarto anjo veio para se unir e dar força à
mensagem em 1888, mas foi rejeitado e ridicularizado, o que culminou em uma
separação em 1914.
“Pergunta 4:Quando virá o anjo de Apocalipse
18 para iluminar a Terra?”
A resposta, reproduzimos da própria carta:
“’A obra desse anjo vem no tempo devido
unir-se à última grande obra do terceiro mensageiro angelical, quando esta
crescer para um alto clamor’ (2 TSM, p. 223).’” (1858).
Se realmente aceitamos a verdade desse texto, a
saber, que o quarto anjo viria por ocasião do alto clamor, e aceitamos o
testemunho da inspiração, de que esse alto clamor começou em 1888, ou seja,
trinta anos depois da profecia do texto citado por Elias de Souza, precisamos
concluir, tão certo como um mais um são dois, que o quarto anjo, começou sua
obra em 1888!
“Pergunta 5: Quando a mensagem do 3º Anjo
crescerá para o alto clamor?”
A resposta do texto citado na carta, aponta a
obra final da queda de babilônia, quando ela atinge seu auge de pecados, ao se
estabelecer o decreto dominical.
No entanto, se ignora que em 1888 os pecados
de babilônia estavam já se acumulando até os Céus, quando em 1888 tramitava no Congresso
Americano uma tentativa de aprovação desse mesmo decreto dominical, indício da
obra do quarto anjo. Alguns textos atestam esta verdade:
“Em 1892, Ellen White escreveu que os acontecimentos
finais estavam cingidos à revelação da justiça de Cristo, que
começou em 1888.” - Revista
Ministério de 1988, pág. 28. Casa Publicadora Brasileira.
Lembrando que os acontecimentos finais
mencionados, incluem o decreto dominical e os pecados de babilônia se acumulando
até os Céus, cenário da atuação do quarto anjo.
A própria igreja adventista enfatiza essa
realidade, do início dos eventos finais em 1888:
"Em 1888 houve uma tentativa de
levar o Congresso a aprovar uma lei dominical nacional. Os adventistas
viram esta tentativa como o cumprimento daquilo que eles estiveram
proclamando por quarenta anos. A crise final parecia estar à vista, mas a
igreja não estava preparada... Ellen White apelou para que os adventistas
orassem por um adiamento, a fim de que tivessem tempo para realizar a obra
negligenciada... Em 1889, os acontecimentos pareciam ter começado,
embora a igreja não tivesse feito sua obra." - Revista o Ministério, pág. 29. Casa
Publicadora Brasileira.
É neste sentido que a irmã White afirma que o
tempo de prova estava exatamente diante da igreja, pois o alto clamor já havia
começado, tempo em que o quarto anjo, segundo a inspiração, começou sua obra: “Este
é o princípio da luz do (4º) anjo.”
Assista também o seguinte vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=LtUpFM4jGBE&t=30s
“Pergunta 6: Segundo a inspiração qual é o
tempo devido para o alto clamor?”
O texto encontrado na carta não responde
diretamente à pergunta. Nela encontramos:
Com este texto, ele deve ter intencionado
dizer que o tempo para o alto clamor, no qual o quarto anjo, agora segundo ele
vem, seria apenas quando os pecados de Babilônia se acumularem até o Céu.
Porém, ele se esquece, ou se esforça por ignorar, que existem profecias com
duplo cumprimento ou fases. Neste caso, para responder à própria pergunta,
sobre “qual é o tempo devido para o alto clamor”, Elias de Souza poderia se
lembrar do texto que afirma:
‘... o alto
clamor do terceiro anjo já começou na
revelação da justiça de Cristo, (em 1888) o Redentor que perdoa os pecados.
Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra.’
Se ele realmente acredita que o tempo da vinda
do quarto anjo é, como ele indica na pergunta, o momento do alto clamor, então existe
verdades que alguém precisa aceitar!
Vou ajuda-lo a ver mais uma vez esta realidade
com a publicação de sua atual igreja. Leia:
“Se você estudou a história dessa
igreja, sabe que por volta de 1888 houve uma grande ênfase em Jesus como
nossa única esperança de salvação. Lá por 1892, enquanto a mensagem ganhava
impulso a despeito da oposição, encontramos o seguinte texto...:
O tempo de prova está exatamente
diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor
que perdoa os pecados. Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de
encher a Terra.’ Essa revelação foi o início da luz do anjo cuja
glória encherá toda a Terra – o anjo de Apocalipse 18.” - Seu Amigo o Espírito Santo, pág. 116. Casa
Publicadora Brasileira.
“Assim, a justiça de Cristo, a
mensagem do Redentor que perdoa pecados, foi o
começo da mensagem do quarto anjo.” -
Seu Amigo o Espírito Santo, pág. 116.
“Pergunta 7:Os pecados de Babilônia já se
acumularam até o céu?”
Como foi mencionado, a inspiração fala de uma
situação futura e de uma situação que já começou a ocorrer. Não se pode ignorar
as diversas fases do cumprimento de uma profecia. Como já citado:
"Em 1888 houve uma
tentativa de levar o Congresso a aprovar uma lei dominical nacional. Os
adventistas viram esta tentativa como o cumprimento daquilo que eles
estiveram proclamando por quarenta anos.” - Revista o Ministério, pág. 29. Casa
Publicadora Brasileira.
Esse fato, de que a profecia aponta um
cumprimento da obra plena do quarto anjo no futuro, e que não podemos ignorar
aspectos que já ocorreram no passado, é verídico. Elias de Souza cita o texto a
seguir, na tentativa de responder a própria pergunta:
“Contudo, não se pode ainda dizer que caiu
Babilônia... que a todas as nações deu de “beber”, mas a obra de apostasia não
atingiu ainda sua culminância” (O Grande Conflito, p. 389).
No entanto, não se pode ignorar que a mensagem
do segundo anjo, aponta a queda de Babilônia, já desde o século 19:
"Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade que a
todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição." Apoc.
14:8. Esta mensagem foi entendida pelos adventistas como o anúncio da queda moral das
igrejas em
conseqüência de sua rejeição da primeira mensagem. A proclamação "Caiu
Babilônia" (Apoc. 14:8), foi dada no verão de 1844, e como
resultado, cerca de cinqüenta mil abandonaram estas igrejas”. - História da
Redenção pg. 364.
Ou seja, claramente uma aplicação inicial no
passado que vai ter seu auge no futuro. Não se pode desconhecer assim as
diversas fases do cumprimento das profecias. Em 1888, houve um avanço neste
sentido dos pecados de Babilônia, e outros eventos, o que foi entendido pelos
adventistas como cumprimento das profecias, inclusive da vinda do quarto anjo:
"Agora essas importantes
manifestações são ordenadas por Deus para o encerramento de Sua obra na Terra.
Quando eles começaram, assinalaram o ponto inicial para essa obra de
encerramento. Esse tempo e essa hora foram alcançados em 1888.”
"Os acontecimentos mencionados
neste parágrafo SÃO OS MESMOS trazidos à tona em
Apocalipse 18:1, 2: "Depois destas coisas vi descer do Céu
outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua
glória.” - Artur G. Daniells, Cristo Justiça
Nossa. pág. 53 - 56. Casa Publicadora Brasileira.
“Pergunta 8: Quando Babilônia atingirá a
culminância da apostasia, condição necessária para a vinda do anjo de
Apocalipse 18 a fim de dar o alto clamor?”
“Pergunta 9: A queda completa de Babilônia já
aconteceu ou ainda está no futuro?”
Novamente a mesma pergunta que já analisamos!
Porém, nesta pergunta nona, aparece um texto interessante, que diz:
“A mudança é gradual e o cumprimento
perfeito de Apocalipse 14, verso 8, está ainda no futuro” - O Grande Conflito, pág. 380.
Note que o “cumprimento perfeito”
da profecia está no futuro. Isso dá a entender claramente que parte dessa
profecia já está tendo seu início e cumprimento “gradual”, como afirma o
texto.
Sobre Apocalipse 18, podemos concluir, portanto,
que a profecia que aponta a vinda do quarto anjo, já começou, assim como a
atuação desse anjo, ficando seu cumprimento final e completo, ligado ao momento
em que a profecia da queda de babilônia também terá atingido seu auge.
Se esperamos a queda de Babilônia apenas para
o futuro, o que fazer com textos claros que apontam essa mesma queda desde o
século 19, com uma ênfase destes pecados estarem se acumulando até os Céus em
1888, com a lei dominical em tramitação no congresso Americano?
“Pergunta 10: Na ocasião da queda completa de
Babilônia, onde ainda se encontra a grande maioria dos verdadeiros seguidores
de Cristo?”
Pergunta irrelevante para o tema proposto,
mesmo porque, na atual e gradual queda de Babilônia, os fiéis ainda também se
encontram em Babilônia:
“...hoje
existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão
católica romana, que crêem sinceramente ser o domingo o dia de repouso
divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas
e sua integridade.” - O Grande Conflito, pág. 449.
“Pergunta 11: Quando, então, o alto clamor
mencionado em Apocalipse 18 será dado para alcançar esses fiéis?”
Parece que Elias de Souza, conforme ia
escrevendo, ia também se esquecendo do que havia escrito, o que justificaria
tantas perguntas repetidas.
Mas é interessante o texto por ele citado, e
esse merece um estudo mais detalhado. O texto citado diz:
“Deus tem um povo fiel em Babilônia e, antes
que sobrevenham Seus juízos, esses fiéis devem ser chamados a sair dela,
para que não sejam participantes dos seus pecados e não incorram nas suas
pragas” (O Grande Conflito, p. 610).
Ignora-se que essa mensagem aos féis,
mencionada em Apocalipse 18 (sendo esta a obra do quarto anjo), não é uma obra
futura, mas presente. Note:
“As profecias no livro de Apocalipse,
capítulos 12 a 18, estão sendo cumpridas. No décimo oitavo capítulo está
registrado o último chamado às igrejas. Esse chamado deve ser dado agora.”
- Manuscrito 75, 1906.
Perceba que a profecia da vinda do quarto anjo
se encontra em Apocalipse 18, que a inspiração afirma estar se cumprindo. O
texto ressalta a ideia de que esta mensagem, de chamar os fiéis para saírem de
Babilônia, não é uma mensagem futura, mas precisa ser dada agora: “Esse
chamado (sai dela povo meu de Apocalipse 18:4) deve ser dado agora.”
Quem faz esse chamado, que precisa ser dado agora? O anjo de Apocalipse
18! Como ele poderia fazer este chamado
agora, se ele não estivesse atuando agora?
“Pergunta 12:Qual é a razão da vinda do anjo
de Apocalipse 18? (4°Anjo)”
Ele cita:
“Esta é a razão de ser do movimento
simbolizado pelo anjo descendo do céu, iluminando a Terra com sua glória e
clamando fortemente com grande voz, anunciando os pecados de Babilônia. Em
relação com sua mensagem, ouve-se o chamado: “Sai dela povo Meu” (O
Grande Conflito, p. 610).
“Qual razão?” Não existe explicação para tal
pergunta no texto citado na carta. O contexto sim diz que a razão da vinda do
quarto anjo é o povo de Deus estar ainda em Babilônia. Mas em 1888, Deus também
tinha um povo em Babilônia, e a inspiração afirma que, se a igreja tivesse
recebido e aceitado a mensagem da justiça de Cristo, e este chamado a este povo
em Babilônia teria sido dado com muito mais poder, luz e glória do que visto em
1888. A obra que havia começado, iria crescer até iluminar todo o mundo com a
glória de Deus. O que se viu em 1888, porém, diante da rejeição da organização
adventista da mensagem, foi apenas o início dessa obra, como afirma a inspiração.
“Estes anúncios, unindo-se à mensagem do
terceiro anjo constituem a advertência final a ser dada (futuro) aos
habitantes da Terra” (O Grande Conflito, p. 610).
Se levarmos em conta a pergunta e o texto
usado para tentar responde-la, poderíamos concluir que a mensagem que anuncia a
queda de Babilônia e a mensagem do terceiro anjo, é a advertência final que
deve ser dada apenas por ocasião da Chuva serôdia? A segunda mensagem, que
anuncia igualmente a queda de Babilônia, junto com a mensagem do terceiro anjo,
não deve ser pregada atualmente?
Nota-se que se ignora um cumprimento atual e progressivo
das profecias!
E a
pergunta final sobre o quarto anjo:
“Pergunta 14:Qual é a obra e qual será o
resultado da vinda desse poderoso anjo? (Apocalipse 18) ?
Então, Elias de Souza lista alguns eventos:
“A obra desse anjo é:”
“a) Unir sua voz à do terceiro anjo.” OK. Isso ocorreu em 1888.
“b) Dar poder e força à mensagem do terceiro
anjo.” OK. Isso ocorreu em 1888.
“c) Grande poder e glória são dados a esse
anjo.” Essa descrição é dada também ao
terceiro anjo: Veja:
"Encerrando-se o ministério de
Jesus no lugar santo, e passando Ele para o lugar santíssimo e ficando em pé diante da arca, a qual contém
a lei de Deus, enviou um outro poderoso anjo com
uma terceira mensagem ao mundo. Um pergaminho foi posto na mão do anjo, e, descendo ele à Terra com poder e majestade,
proclamou uma dura advertência, com a mais terrível ameaça que já foi feita ao
homem." - Ellen White,
Primeiros Escritos, pág. 254.
No entanto, a luz do terceiro anjo não foi
sentida em 1844 - quando Jesus passou do lugar santo para o santíssimo, nem seu
poder e glória, como descritos - quando, à semelhança do quarto anjo, desceu à
Terra. Deveria isso significar que este anjo ainda não veio?
“d) A Terra é iluminada com sua glória.” Sobre
isso lemos, sobre os eventos de 1888:
“e) A luz penetrou por toda a parte.”
Assim como todos os três anjos são descritos iluminando a Terra e esta é uma
obra progressiva até atingir seu auge, o mesmo ocorre com a obra do quarto
anjo. Veja:
“Veio-me novamente a ordem:
"Olha." E olhei novamente, de maneira intensa, sobre o mundo, e
comecei a ver, semelhantes a estrelas que salpicavam toda essa treva; e
vi então outra e mais outra luz acrescentada,
e assim por toda essa negrura moral aumentavam as
luzes quais estrelas. E o anjo disse:
Estes são aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, e Lhe estão
obedecendo as palavras. Esses são a
luz do mundo; e, não fora por essas luzes, os juízos de Deus
cairiam imediatamente sobre os transgressores da lei de Deus." Vi então
esses pequeninos jatos de luz tornando-se mais brilhantes, resplandecendo do
leste e do oeste, do norte e do sul, e iluminando o mundo inteiro.” - Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol.1,
pág. 76. (1892). Segundo a conclusão da igreja adventista, essa obra que
já começou e vai se tornando brilhante mais e mais, até iluminar o mundo todo,
é a obra do quarto anjo. Veja:
“Esses eventos que culminarão com a vinda do
anjo de Apocalipse 18 (4°Anjo) já aconteceram, 1914 quando surgiu a Reforma, ou
acontecerão no futuro?”
O autor da missiva parece ter passado quase 60
anos na reforma e não aprendeu ou se esqueceu, que a obra do quarto anjo não
começa em 1914 - quando a igreja adventista se une à política mundana e suja do
mundo e se envolve na primeira guerra mundial - mas que a obra do quarto anjo
começou em 1888!
Ele se esquece também de que, como já
mencionei, diversas profecias tem fases nas quais elas se desenvolvem. Às vezes,
a inspiração dá ênfase a uma determinada fase do cumprimento de uma profecia,
sem que devamos esquecer sua fase inicial. Isso ocorre com o quarto anjo e com
outras profecias. Poderia dar aqui vários exemplos, mas aprecie apenas este:
“Haverá
uma sacudidura da peneira. No devido tempo,..." - Ellen G. White, Eventos Finais, pág. 173.
Muito semelhante à profecia do quarto anjo,
que diz que ele viria no devido tempo. No entanto, apesar das profecias apontarem
a chegada dessa sacudidura em um devido tempo no futuro, não se pode ignorar
que essa sacudidura já teve seu início:
“Começou a forte sacudidura e
continuará..." - Ellen G.
White, Vida e Ensinos, pág. 107; Primeiros Escritos, pág. 50.
Note que a sacudidura futura já começou, e a
vai continuar até atingir seu auge.
A próxima pergunta da carta:
“Se o anjo de Apocalipse ainda não veio, qual
é a base profética para ao surgimento da Igreja ASD Movimento de Reforma?”
Acredito que Elias de Souza sempre foi ciente
desses mesmos argumentos durante quase toda sua vida, e mesmo assim continuava
crendo que o Movimento de Reforma tinha base profética. Sendo assim, ao
levantar ele agora estas questões, me questiono: Sabedor dessa argumentação
(quando ainda reformista), ele então não vivia em coerência com suas próprias conclusões
no passado? Ou seria agora que não está sendo coerente com o que crê, ao se
unir ao adventismo apostatado? Ou, quem sabe ele não tenha tido o conhecimento
desses argumentos que agora ele apresenta. Neste caso, como que 40 anos de
ministério não foram suficientes para ensinar-lhe como obter todo conhecimento
necessário para saber defender sua fé e explicar questões tão elementares?
Falando sobre a pergunta feita por ele, tal
questionamento se torna inócuo e sem nenhum efeito diante do que temos visto
aqui!
Em uma pergunta um tanto confusa, lemos:
“Se a obra do anjo de Apocalipse 18 ainda está
no futuro, Quando isto ocorrerá?”
Para os que acreditam que “a obra do anjo de
obra de Apocalipse 18 ainda está no futuro,” ele pergunta: “quando ela ocorrerá?”
Alguém sabe?
Já vimos que a obra desse anjo teve seu início
em 1888. Agora, quando essa obra vai ter seu auge, como ele diz, “no futuro”,
ninguém sabe. Seria bom se lembrar do texto que ele mesmo citou: “Não tenho
nenhum tempo específico de que falar,...”
A resposta encontrada na carta esta pergunta,
é bastante confusa. Ele diz:
“Segundo a profecia, o anjo de apocalipse 18
virá quando a tríplice mensagem angélica for pregada a todos os povos tribos e
línguas.”
Se formos entender esta resposta exatamente
como foi escrita, devemos concluir que o quarto anjo somente “virá quando a
tríplice mensagem angélica for pregada” no mundo todo? Ou seja, pra que serviria
a vinda do quarto anjo quando o evangelho tiver sido já pregado? Logicamente a
resposta não foi bem formulada. Acho que ele queria dizer:
“Segundo a profecia, o anjo de apocalipse 18
virá (para que) quando a tríplice mensagem angélica (seja) for
pregada a todos os povos tribos e línguas.”
Penso ter sido essa a intenção, mas segundo a
resposta que ele mesmo deu à própria pergunta, parece que não conseguiu
expressar bem o próprio pensamento.
Se se acredita que o quarto anjo vem para que
a mensagem seja pregada no mundo todo, vemos exatamente este mesmo objetivo Divino,
no início da obra do quarto anjo em 1888:
“...O inimigo impediu-os de obter a
eficiência que poderiam ter tido em levar a verdade
ao mundo, como os apóstolos a proclamaram
depois do dia de Pentecoste. Sofreu resistência a luz que deve
iluminar toda a Terra com a sua glória, e pela ação de nossos próprios
irmãos tem sido, em grande medida”, (não totalmente) “conservada
afastada do mundo.” - Ellen G.
White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 235.
Outros equívocos encontrados na carta, já
foram esclarecidos e não há necessidade de repeti-los!
Instituições
“Hoje a igreja adventista do Sétimo Dia tem
mais de 70 Editoras espalhadas pelo mundo, publicando milhares páginas em 311
línguas, com as verdades reveladas por Deus contidas nos livros do Espírito de
Profecia”
Não ignoramos os resultados positivos de
algumas publicações adventistas, como não ignoramos os resultados positivos das
publicações batistas e de outras igrejas que têm igualmente levado Cristo a
muitas pessoas.
No entanto, outra coisa bem distinta, é achar ou
acreditar que estes fatos transmitem autenticidade a alguma organização como
igreja de Deus, o que são duas coisas bem diferentes. Mesmo porque, existem editoras
de outras igrejas tanto mais bem sucedidas quanto as casas publicadoras.
Depois de fazer uma lista sobre as casas
publicadoras adventistas, o ex-reformista procura então, diminuir o máximo
possível a relevância da obra de publicações do Movimento de Reforma. Ele se
esquece que milhões de livros já foram produzidos e milhares de almas foram
alcançadas por estas publicações, muitas inclusive acabaram unindo-se à
organização adventista, especialmente em lugares onde não temos igrejas. Lamentável que 40 anos de ministério do senhor
Elias de Souza não o ajudou a conhecer estes fatos.
Apesar da igreja adventista tem um poder maior
de publicações, é importante lembrarmos algumas advertências do Espirito de
Profecia, que a igreja adventista está longe de cumprir, com respeito à suas
casas editoras:
“Devemos não somente publicar a
teoria da verdade, mas também apresentar no caráter e vida uma ilustração
prática da mesma. Nossos estabelecimentos de publicações devem estar
perante o mundo como uma concretização dos princípios cristãos. Se nessas
instituições se cumpre o propósito de Deus para com elas, o próprio Cristo Se
encontra à testa dos obreiros.”
- Testemunhos Seletos, vol.3, pág. 143.
“Vendemos livros com mensagens de
saúde que não praticamos.” -
Revista Adventista, janeiro de 2001, pág. 14.
Sobre as instituições de saúde, devemos
lembrar que, segundo o próprio Elias de Souza,
32 anos da vida dele foram gastos diretamente dentro de nossa clínica,
na qual foi eleito diretor por três períodos (Se atuou durante esse tempo,
foram quase 10 anos na administração geral). O que ocorreu que durante esse
tempo não foram tomadas medidas para que desaparecessem, pelo menos em parte,
os motivos pelos quais ele nos critica hoje?
Independente desses fatos, é importante
destacar que, apesar dos números de instituições, hospitais ou clínicas de
saúde, a inspiração adverte:
“Nossas instituições de saúde são
de valor, na estima do Senhor, apenas quando
se permite que Ele (Deus) presida sua administração. Se Seus planos e
projetos são considerados inferiores aos planos dos homens, Ele olhará para
essas instituições como não possuindo valor maior do que as instituições
estabelecidas e dirigidas pelos mundanos. Deus não pode apoiar qualquer
instituição, a menos que esta ensine os
princípios vivos de Sua lei e traga seus próprios atos em estrita conformidade
com esses preceitos. Sobre as instituições que não são mantidas de acordo
com Sua lei, pronuncia Ele a sentença: "Rejeitada; pesada foste nas
balanças do Céu e achada em falta."
- Medicina e Salvação, pág. 164.
Sobre as escolas, já nos dias da irmã White,
existia uma pesada advertência sobre a forma como as escolas adventistas
estavam sendo administradas:
“Nossa escola está hoje firmada em uma
posição que Deus não aprova. Tem-me sido mostrados os perigos que ameaçam
essa importante instituição. Se seus homens responsáveis procurarem atingir o
padrão do mundo, se copiarem os planos e métodos de outras escolas, o
desagrado de Deus estará sobre nossas escolas.” Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pág. 27.
Sob o título:
“HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO E PROGRESSO DA
IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA PASSO A PASSO À LUZ DA INSPIRAÇÃO”,
Talvez com os olhos cegados, Elias de Souza
parece não perceber que, a maior parte dos textos, porém, não citam o nome
igreja adventista, mas a igreja de Deus que existe desde os dias de Adão. Veja:
“Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte.
De século em século, através de sucessivas gerações, as puras
doutrinas do Céu tem sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e
defeituosa como possa parecer, a igreja
é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema
atenção”. - White, E. G. Atos dos Apóstolos, pg. 11. Casa Publicadora
Brasileira.
No livro
citado, na mesma página encontramos:
“Almas fiéis constituíram desde o
princípio a
igreja sobre a Terra.” Atos dos Apóstolos, pág. 11.
Essa verdade é deixada clara no seguinte texto:
“O Senhor Jesus sempre terá um povo escolhido
para servi-Lo. Quando o povo judeu rejeitou a Cristo, o príncipe da vida, Ele
tirou-lhes o reino de Deus e entregou-o
aos gentios. Deus continuará lidando com cada ramo de Sua obra de acordo com
este princípio.
“Quando
uma igreja demonstra ser infiel à palavra do Senhor, seja qual for sua
posição e por mais sagrada e elevada que seja sua vocação, o Senhor não pode
mais cooperar com eles. Outras pessoas são então escolhidas para assumir
importantes responsabilidades”. - White,
Ellen G. Eventos Finais, pág. 53. Casa Publicadora Brasileira.
Sobre Deus rejeitar a igreja
adventista e chamar outro povo para com esse povo continuar escrevendo a
história de Sua igreja que existe desde o início do mundo, lemos:
“Ele
(Deus) retirará Seu Espírito Santo da
igreja (Adventista) e o dará a outros”. - White, Ellen G. Review
and Herald, 26/7/1895.
Outro texto citado na carta:
“Nada mais neste mundo é tão caro a Deus
como Sua Igreja” (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 42).
Desde quando a igreja de Deus é cara a Deus? Apenas
depois de 1844? A igreja de Deus durante o primeiro século não tinha valor pra
Deus? Logicamente que sim. Este fato, no entanto, não impediu a organização
daquele tempo se apostatar e se tornar posteriormente o trono de Satanás
(Apocalipse 2:13).
Outro texto citado por Elias de Souza, é:
“Foi Cristo que conduziu os israelitas. É
Cristo que está guiando Seu povo hoje em dia, mostrando-lhe onde e quando
operar” (Carta 355).
A analogia é perfeita e as implicações entre
promessas e ameaças também. O mesmo Deus que conduziu os Israelitas rejeitou a
igreja de Israel. O fato de Deus guiar um povo, desta forma, não garante a tal
povo as bençãos da presença de Deus de forma incondicional. Que Deus guia seu
povo, disso sabemos. Mas devemos saber também que Deus, assim como ocorreu com
os israelitas, não pode permanecer com uma igreja que não cumpre Sua vontade e
que O abandonou, isso é claro nas Escrituras.
Alguns poucos textos citando o povo adventista
de forma direta, deve ser lido na perspectiva de promessa condicionais, da
mesma forma que Deus sempre teve promessas condicionais para qualquer outra
igreja ou povo.
“Cumpre lembrar que as promessas e ameaças de Deus
são igualmente condicionais” - Eventos
Finais pág. 35. Casa Publicadora Brasileira.
“Todas as Suas
promessas são feitas sob condição de fé e obediência, e uma falta de
conformação com os Seus mandos elimina de nós o pleno gozo dos
abundantes recursos provido nas Escrituras”. - Patriarcas e Profetas, pág. 621. Casa
Publicadora Brasileira.
“Se deixarmos de obedecer a Deus, as Suas promessas
não podem ser cumpridas para nós.” - Carta 19 de Julho de 1861. Revista
Adventista, Março de 1974, pág. 8.
Mesmo
para o povo de Israel, considerados os ramos naturais (todas as igrejas que
vieram posteriormente são zambujeiros enxertados) Deus não o poupou. E a igreja
adventista não deveria ter esquecido a seguinte advertência, caso seguisse os
mesmos passos:
“Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme
que te não poupe a ti também.” - Romanos 11:21.
O que faz
a igreja adventista pensar que é melhor ou mais privilegiada que os ramos
naturais, sendo ela um zambujeiro?
“HISTÓRIA DA ORIGEM E DESENVLVIMENTO DA IGREJA
ASD MOVIMENTO DE REFORMA”.
Não quero me deter muito nestes detalhes do
surgimento da igreja, pois não julgo que são fatos que devem ser pesados para
determinar se uma igreja tem ou não a verdade. Penso que Elias de Souza sempre
esteve ciente (ou pelo menos deveria
estar) das dificuldades que a igreja de Deus passou desde sua origem no Éden e
depois de 1914. Pessoas erram, e isso ocorreu e ocorre na história da igreja de
Deus.
Ele cita alguns eventos mencionados em nossa
história como se jamais tivesse conhecimento de tais episódios. Mas se não os
conhecia, faltou o esforço de um pastor que precisa manusear bem a palavra da
verdade (II Timóteo 2:15) para saber como explica-los. Não creio ser, no
entanto, essa o caso. E sendo assim, se conhecia esses eventos, ou Elias de
Souza no passado os achava irrelevantes, o que não justificaria a citação
desses eventos agora, ou se são relevantes pra ele, isso deveria significar que
ele não foi fiel à consciência durante os longos anos de ministério? São
perguntas que exigem uma reflexão.
Sobre alguns eventos em nossa história, muito
se poderia aqui dizer sobre isso, mas penso que a inspiração nos dá a melhor
explicação:
“A pena da inspiração, fiel a sua
tarefa, conta-nos os pecados em que caíram Noé, Ló, Moisés, Abraão, Davi e
Salomão, e que mesmo o forte espírito de Elias sucumbiu ante a tentação durante
sua terrível prova. A desobediência de Jonas e a idolatria de Israel são
fielmente relatadas. A negação de Cristo por parte
Em outro texto, a inspiração afirma:
“Por haver na igreja membros
indignos, não tem o mundo o direito de duvidar da verdade do cristianismo,
nem devem os cristãos desanimar por causa destes falsos irmãos. Como foi com a
igreja primitiva? Ananias e Safira uniram-se aos discípulos. Simão Mago foi
batizado. Demas, que abandonou a Paulo, era considerado crente. Judas
Iscariotes foi um dos apóstolos. O Redentor não quer perder uma única pessoa.
Sua experiência com Judas é relatada para mostrar Sua longanimidade com a
corrompida natureza humana; e nos ordena sermos pacientes como Ele o foi. Disse
que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja.” Parábolas de
Jesus, pág.72.
Interessante é mencionar que todas as pessoas
que se uniram ao Movimento de Reforma e que não representaram devidamente o
caráter santo dessa obra, acabaram se afastando de nós, alguns inclusive,
depois de terem seu caráter criticado, por terem se envolvido em erros quando
estavam no Movimento de Reforma, acabaram se unindo à igreja adventista. “Como
uma classe, não tem o espírito firme em Deus. Saem de nós, porque não são de
nós.” - Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 479.
Uma das diferenças entre a igreja adventista e
o Movimento de Reforma, tem sido o fato que este último, tem um fiel registro
de seus erros e acertos. Já na igreja adventista, a situação da igreja
referentes a seus erros, é mostrado no seguinte texto:
“Quem pode sinceramente dizer:
"Nosso ouro é provado no fogo; nossas vestes estão incontaminadas do
mundo"? Eu vi nosso Instrutor apontando para as vestes da chamada justiça.
Tirando-as, pôs a descoberta a corrupção que estava por debaixo.
Disse-me Ele, então: "Não vê como eles pretensiosamente encobriam seu
depravamento e corrupção do caráter? 'Como se fez prostituta a cidade
fiel!' Isa. 1:21. A casa de Meu Pai é feita casa de comércio, um lugar de onde
partiram a presença e glória divinas! Por esse motivo é que há fraqueza, e
falta de força." - Testemunhos
Seletos, vol. 3, pág. 254.
A igreja adventista tem citado frequentemente
o chamado livro do pecado, mas se fôssemos descobrir a corrupção que está por
debaixo, como afirma a inspiração, quanto se poderia mostrar, ou quantos livros
do pecado poderiam ser escritos?
Sobre a crise de 1951, aconselhamos que
assistam os seguintes vídeos:
https://www.youtube.com/watch?v=gKNilRfFSkQ
https://www.youtube.com/watch?v=sL65DCL3RUo&t=551s
https://www.youtube.com/watch?v=Wf_8wF3RW7w&t=3s
https://www.youtube.com/watch?v=DEza-H0Ajec&t=597s
https://www.youtube.com/watch?v=unu5uOhfH1U&t=851s
https://www.youtube.com/watch?v=QxXitTo72yA&t=967s
https://www.youtube.com/watch?v=tS6s5SZnzc0&t=1796s
https://www.youtube.com/watch?v=l3UUHacBU1k&t=9s
https://www.youtube.com/watch?v=9yUC6efrAzc&t=104s
Mais para o final da carta, encontramos a
seguinte pergunta:
“Pergunta 19: Quais serão as características
da verdadeira reforma?”
Finalmente uma ótima pergunta. Devemos lembrar
que as principais características da igreja estão mencionadas em Apocalipse
14:12, características que são resultadas da aceitação das três mensagens
angélicas. A igreja adventista não possui esses distintivos da igreja, pois se
tornou de forma direta, transgressora dos mandamentos de Deus em 1914,
resultado de não aceitar a fé em Jesus pregada em 1888.
Mas a igreja adventista está mudando seu
discurso. Antes dizia ser identificada através da guarda dos mandamentos,
atualmente existem membros adventistas que, em seu esforço quase sobre humano,
para tentar defender a apostasia da igreja e o mundanismo claro dentro de seus
muros, colocam como características da igreja as abominações que a mesma comete, com o
objetivo de tentar justificar a atual situação na igreja. É inacreditável!
O texto que Elias de Souza citou, como
resposta à própria pergunta, foi:
“Quando esta reforma começar, o espírito de
oração atuará em cada crente e banirá o espírito de discórdia e luta” (3TS, p. 254).
E continuou: “Pergunta 20: Como deverá começar
a reforma profetizada na Igreja?”
Realmente é de se admirar que ele não aprendeu
a fazer distinção entre a reforma que é um processo e a reforma final, por
ocasião da sacudidura. Ele devia se lembrar que, antes do Movimento de Reforma,
ocorreram muitas outras reformas, nas quais o espírito de discórdia não foi
banido. O que poderíamos dizer da reforma que Elias, o Tesbita, operou? A que
Jesus realizou ou a de Lutero, ou até mesmo a reforma que os adventistas realizaram
no século 19? Em nenhuma dessas reformas, o espírito de discórdia foi banido!
Seriam todas estas reformas, inclusive a reforma adventista, falsas reformas?
“Nenhuma reforma, em toda a
história da igreja, foi levada avante sem encontrar sérios obstáculos.
Assim foi no tempo de Paulo. Onde quer que o apóstolo fundasse uma igreja,
alguns havia que professavam receber a fé, mas introduziam heresias que, uma
vez aceitas, excluiriam finalmente o amor da verdade. Lutero também sofreu
grande perplexidade e angústia pelo procedimento de pessoas fanáticas, que
pretendiam haver Deus falado diretamente por meio delas, e que, portanto,
colocavam as próprias idéias e opiniões acima do testemunho das Escrituras.
Muitos a quem faltavam fé e experiência, mas que possuíam considerável
presunção, gostando de ouvir ou de contar alguma coisa nova, eram seduzidos
pelas pretensões dos novos ensinadores e uniam-se aos agentes de Satanás na
obra de derruir o que Deus levara Lutero a edificar. E os Wesley, e outros que
abençoaram o mundo pela sua influência e fé, encontraram a cada passo os ardis
de Satanás, que consistiam em arrastar pessoas de zelo exagerado,
desequilibradas e profanas, a excessos de fanatismo de toda sorte.
“Nos dias da Reforma, os inimigos
desta atribuíam todos os males do fanatismo aos mesmos que estavam a trabalhar
com todo o afã para combatê-lo. Idêntico proceder adotaram os oponentes do
movimento adventista. E não contentes com torcer e exagerar os erros dos
extremistas e fanáticos, faziam circular boatos desfavoráveis que não tinham os
mais leves traços de verdade....
“O fato de alguns fanáticos se
haverem imiscuído nas fileiras dos adventistas, não constitui maior motivo para
julgar que o movimento não era de Deus, do que a presença de fanáticos e
enganadores na igreja, no tempo de Paulo ou Lutero, fora razão suficiente
para condenar sua obra. Desperte do sono o povo de Deus, e inicie com fervor a
obra de arrependimento e reforma; investigue as Escrituras para aprender a
verdade como é em Jesus; faça uma consagração completa a Deus, e não faltarão
evidências de que Satanás ainda se acha em atividade e vigilância. Com todo o
engano possível manifestará ele seu poder, chamando em seu auxílio os anjos
caídos de seu reino.” - O Grande
Conflito, pág. 397, 398.
Se fôssemos entrar neste assunto com as mesmas
armas com as quais nos atacam, muito poderia ser mostrado. Não é objetivo nosso,
no entanto, ficar expondo ou apontando pessoas, pois tal obra é do Diabo.
A pergunta principal que deve ser feita, não é
se existem males na igreja, mas como a igreja trata e resolve estes males! E a
história tem nos mostrado uma letargia da igreja adventista em expurgar os
pecados de seu meio, onde o erro é acobertado e até mesmo defendido, a ponto de
usarem esses pecados como característica da igreja de Deus, uma
Já no Movimento de Reforma, assim como em
todas as reformas verdadeiras do passado, surgiram problemas e pecados, mas
onde estão tais transgressores e apóstatas? Esses males tiveram continuidade em
nosso meio ou foram eliminados?
Sabemos que a igreja adventista, como
instituição, é relapsa em seu trato com o
pecado. Neste caso, as almas honestas e sinceras em seu meio, deveriam
tremer com o seguinte texto:
“Ele quer ensinar a Seu povo que a desobediência e o pecado são
excessivamente ofensivos a Seus olhos, e não devem ser considerados levemente.
Ele nos mostra que, quando Seu povo se encontra em pecado, devem-se
tomar imediatamente medidas positivas para tirar esse pecado do meio deles, a fim de que Seu desagrado não fique sobre todos. Se, porém, os pecados do povo são passados por alto por aqueles que se acham em posições de responsabilidade, o desagrado
de Deus estará sobre eles, e Seu povo, como um corpo, será responsável por
esses pecados. No trato do Senhor com Seu povo no passado,
Ele mostra a necessidade de purificar a igreja de erros”. - Testemunhos Seletos, vol.1, pág. 334.
O afastamento do ex- ministro do evangelho
Elias de Souza de nossa amada e querida igreja, tem sido usado por alguns como
argumento de que estamos equivocados e que algumas pessoas têm se despertado
para a “verdade.” Tal conclusão, porém, é falaciosa e contraria até mesmo a
igreja adventista, quando vemos muitas pessoas abandonando tal organização e
tomando posição entre outras igrejas. Vejamos alguns exemplos de ministros e
eminentes adventistas que abandonaram a igreja e se uniram à outras igrejas:
“D. M. Canright Aos 24 anos de idade foi ordenado ao ministério
pelos pastores White e Loughborough. Por volta de 1860 também trabalhou com o
Pastor J. N. Andrews. Sua história de apostasia é um tanto intrigante por que
começou quando ele venceu um debate contra um pastor presbiteriano, devido seu
alto nível cultural e teológico ele cedeu ao orgulho, exaltação própria
e um espírito intolerante em relação aos outros,...
“Tinha
altos e baixos, saindo da igreja e depois retornando, por último dedicou-se a
agricultura e uniu-se aos batistas, onde foi recebido com festivas
aclamações.
“Sua ex-secretária, entretanto, em um
livro escrito 50 anos após sua morte, descreve-o vivendo intermitentes períodos
de angústia e aflição, quando então, perplexo, repetia: "Sou um homem
perdido! Perdido! Perdido!"
“Em uma de suas advertências a Irmã
white lhe falou: "Sempre tivestes o desejo do poder, da popularidade, e
isto é uma das razões de vossa presente situação. ... Quisestes ser muita
coisa, e fizestes uma ostentação e um ruído no mundo, e em resultado disso,
vosso sol certamente se porá em obscuridade." e foi exatamente assim a
situação em que ele morreu.”
“C. P. Russell Em 1853 junto com H. S. Case ambos ministros adventistas, contrafeitos
com os conselhos da Sra. White, apartaram-se criticando o casal White por
"exaltar os Testemunhos acima da Palavra de Deus"...Viviam de debates
entre eles mesmos, dividindo-os em grupos antagônicos, levando-os afinal a uma
completa dissolução. Um dos seus dirigentes tornou-se espírita, o outro mórmon
e os demais desapareceram.
“Grupo Marion Depois B. F. Snook e W. H. Brinkerhoff,
respectivamente presidente e secretário de uma associação em 1865, intentaram
se separar opondo-se à estrutura organizacional estabelecida e questionando a
interpretação tradicional adventista no tocante às três mensagens angélicas
(Apocalipse 14), foram levados em sua crescente rebelião a rejeitar a
perpetuidade da instituição do sábado e a proclamar a teoria universalista,
segundo a qual todos os seres humanos serão salvos, formaram o grupo chamado
Marion, que se opunha de forma exacerbada às visões da Sra. White e proclamavam
as virtudes do sistema eclesiástico congregacional que concede à igreja local
autonomia plena e final, se intitulavam Igreja de Deus do Sétimo Dia.
“J. H. Kellogg Já citado no inicio da matéria, Ele durante anos, serviu a igreja como
talentoso médico, escritor prolífico e eficiente administrador, todavia sua
grande autoridade também o corrompeu levando-o a questionar a própria
associação geral, criou um complexo medico em Battle Creek onde também havia
uma grande igreja com mais de 2 mil membros , escreveu um livro intitulado O
Templo Vivo, que difundia ensinos panteístas, apresentando Deus como mera
essência que permeia o mundo natural. Tanto o sanatório por ele criado como o
templo e uma editora da igreja que estava para publicar esse livro foram
destruídos por 3 incêndios do juízo de Deus.
“Desmond Ford Foi professor de Teologia do mencionado Colégio de
Avondale, Austrália desafiou a validade bíblica da doutrina do santuário
contrariando a crença básica da igreja. Após 35 anos servindo como ministro e
professor foi eliminado também por questionar a interpretação de Daniel 8:14 na
qual ele afirma que os pecados a serem purificados ali eram os da besta,
elaborou uma monografia de mil páginas, defendendo com intenso vigor e muitas
inconsistências suas percepções na qual também contestava o principio dia-ano
de interpretação profética. Fundou uma igreja junto com outros simpatizantes
intitulada "The Good News Unlimited" que tem pouca expressividade
atual.
“Walter Rea Também foi um pastor da igreja adventista de Long Beach, Califórnia
durante 36 anos, escreveu um livro – The White Lie (A Mentira White [Branca]) –
onde com ímpeto e alarde questiona a legitimidade do dom de profecia, atacando
a Sra. White e seus escritos com veemência, cinismo e mordacidade, acusando-a
de plágio. No Brasil seu livro foi em grande parte transcrito pelo Dr Ubaldo
torres que o publicou com o titulo Igreja de Vidro. O impacto logrado por
Walter Rea sobre a Igreja tem sido insignificante e inexpressivo. Sua história
e seus simpatizantes comprovam a profecia do espírito de profecia que afirma
que os maiores inimigos da igreja surgem dela mesma.”[8]
Os que ficam propagando que o irmão A ou B se
retirou do Movimento de Reforma e se uniu à igreja adventista (apostatada),
utilizando esse argumento para tentar influenciar outras pessoas, devem se
lembrar que existe
também um número expressivo de adventistas que tomam posição ao lado do
Movimento de Reforma todos os anos. Aliás, já estudei com muitos adventistas e
pela influência do Espírito Santo foram ganhos para a verdade e se uniram ao
verdadeiro povo remanescente, ao Movimento de Reforma. Tive inclusive o
privilégio de realizar o batismo de alguns destes.
No livro História da Igreja adventista
Movimento de Reforma, encontramos informações de vários ministros e pastores
adventistas que se uniram à nossa igreja. Entre estes está o pastor
Shureskumar, ex-ministro adventista e ex-presidente da União Indiana da Igreja adventista.
Quando veio para o Movimento de Reforma, trouxe um grupo de 483 pessoas, incluindo
cinco ministros ordenados, sete anciãos, e nove diáconos.[9] Episódios
semelhantes de adventistas se unindo ao Movimento de Reforma, têm ocorrido em
outros momentos.
Geralmente, os que saem de
nós estão em busca de um caminho mais largo sem cobranças ou um sem um sério
direcionamento, ou um ambiente social e estrutural mais amplo. A história tende
a repetir-se. Alguns, olhando a organização adventista, pensam:
“Quão
superior em número e influência é a nossa igreja! Quantos grandes e ilustres
homens existem entre nós! Quanto mais poder há de nosso lado!" Tais são os
argumentos que têm influência decisiva sobre o mundo; mas não são mais
conclusivos hoje do que o foram nos dias do reformador.” - O Grande Conflito, pág. 148.
Já, os que saem da igreja
adventista e se unem ao Movimento de Reforma, estão em busca de um caminho mais
sério e de mais compromisso com a verdade da tríplice mensagem angélica, onde a
mesma pode ser exposta livremente, mensagem que gera perseguição, se for
pregada na igreja adventista.
“...e alguém por mais equilibrado que seja,
médico ou leigo, tentar, em sua comunidade, implantar um programa de saúde que
inclua alterações no regime alimentar, pode ser tachado de fanático.” Revista Adventista, janeiro de 2001,
pág. 14.
Isso tem trazido e despertado
vários fieis para a verdade! Muitos estão sabendo discernir a diferença entre
os pecados que são cometidos na igreja dos pecados que a igreja (adventista) comete.
Por fim, quero dizer que não é compreensível
alguém abandonar um caminho que tem as características daquilo que Deus
planejou para seu povo, para começar a andar por um caminho que diverge do
plano e propósito de Divinos.
A inspiração menciona realmente um povo que, a
despeito de estar no caminho largo, professa andar no caminho estreito e que irá convidar outras pessoas para tomarem a
mesma decisão:
“Vi, percorrendo a estrada larga,
muitos que tinham sobre si escritas estas palavras: "Morto para o
mundo. Próximo está o fim de todas as coisas. Estai vós também
prontos." Pareciam precisamente iguais a todas aquelas pessoas frívolas
que em redor se achavam, com a diferença única de uma sombra de tristeza
que lhes notei no rosto. Sua conversa era perfeitamente igual à
Eis a uma vívida descrição da realidade da
igreja adventista! Uma
“igreja fria, sem vida e sem Cristo.” - Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 357.
“à semelhança de Israel, a igreja
desonrou seu Deus, pois que se apartou da luz... Cristo se retirou. Seu
Espírito foi apagado da igreja.”
- Testemunhos para a Igreja, vol.2, pág. 442.
“'Como se fez prostituta a cidade
fiel!' Isa. 1:21. A casa de Meu Pai é feita casa de comércio, um lugar de
onde partiram a presença e glória divinas! Por esse motivo é que há
fraqueza, e falta de força.’” -
Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 254.
Os que são tentados a percorrem um caminho
mais largo e que se afastam da verdade, e se unem à igreja adventista, irão
fazer esta nova caminhada, no que depender da organização, sem Cristo:
“A igreja deixou de seguir a Cristo,
seu Guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito.” - Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pág.
217.
Como instituição, a igreja adventista não está
mais no caminho estreito, está em outra direção, como afirma a inspiração. No
entanto, Deus não ficou sem um povo. Enquanto uma grande maioria como igreja
tenha abandonado a verdade, Deus tem fiéis que estão no caminho certo:
“Mas há um povo que levará a arca de
Deus. Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a arca. Mas estes não podem
fazer muralhas para obstruir a verdade, pois esta prosseguirá avante e para
cima até ao fim.” - Testemunhos
para Ministros, pág. 411.
Um povo que avança rumo ao Egito que, segundo
a inspiração, é a organização adventista. Outro povo que segue com a arca
contendo a lei de Deus, identidade do povo que é fiel a Jeová, mesmo em face de
guerras e dificuldades. Na arca também está a vara de Araão, símbolo de um
ministério designado pelo Senhor e o Maná, símbolo da dieta vegetariana desse
povo (Êxodo 16:32) segue rumo à Canaã. Com qual povo você vai escolher caminhar?
Sua decisão agora vai afetar diretamente seu destino na viagem: Egito ou Canaã
Celestial. Não erre!
“...têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.”
Lucas 16:29.
045 991082792
[3]
Enfermeira Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem, Universidade de São
Paulo. Especialista em Iridologia e Iridiagnose pela Faculdade de Ciências de
São Paulo.
[4]
Enfermeira, Professora Titular do departamento Médico-Cirúrgico da Escola de
Enfermagem, Universidade de São Paulo.
[5]
https://l1nk.dev/GBwaV
[6]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fitoterapia
[7]
Para saber mais acesse: http://adventistas-reformistas.blogspot.com/2022/04/sera-igreja-de-deus-primeira-sentir-o.html
[8]
https://www.maisrelevante.com.br/2014/12/movimentos-dissidentes-adventistas.html
[9]
Revista Observador da Verdade, setembro de 2003, pág. 7.

