quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

"E daí?"



Obediência aos mandamentos, sempre foi a condição para que uma igreja fosse reconhecida como igreja de Deus.

“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha.” Êxodo 19:5.

“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” I João 2:3-4.

“Não há segurança alguma a não ser na obediência estrita à Palavra de Deus. Todas as Suas promessas são feitas sob condição de fé e obediência, e uma falta de conformação com os Seus mandos elimina de nós o pleno gozo dos abundantes recursos provido nas Escrituras”. - Patriarcas e Profetas, pág. 665, 666. Casa Publicadora Brasileira.

“Se deixarmos de obedecer a Deus, as Suas promessas não podem ser cumpridas para nós.” Carta 19 de Julho de 1861. Revista Adventista, Março de 1974, pág. 8. Casa Publicadora Brasileira.

Quando a igreja Adventista foi organizada em 1861, ela o fez com o seguinte concerto:

“Nós, os signatários, mediante este nos associamos como igreja, adotando o nome de Adventistas do Sétimo Dia, prometendo guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” - O Grande Movimento Adventista, pág. 58. Casa Publicadora Brasileira.

A igreja, portanto, naquele tempo, estava de acordo com o texto de Apocalipse 14:12 e 12:17, que afirma realmente que o povo de Deus guarda os Seus mandamentos. A igreja em tal condição, no entanto, não era uma igreja livre de defeitos. A inspiração diz:

“Testifico aos meus irmãos e irmãs que a Igreja de Cristo, por débil e defeituosa que seja, é o único objeto sobre a Terra a que Ele confere Sua suprema atenção.” – Vida e Ensinos, pág. 206. Casa Publicadora Brasileira.

Lendo o restante desse texto, se percebe claramente que a igreja, apesar de ser débil e defeituosa, não era uma igreja traidora. Isso ocorreria se a igreja, em algum momento, reconhecesse qualquer lei que estivesse em oposição à lei de Deus:

“Assim reconhecem a Deus e à Sua lei - fundamento de Seu governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais sedutor que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo.” - Idem, pág. 207.

Neste caso, a igreja deixaria de ser uma igreja débil e defeituosa e passaria a ser uma igreja traidora, cometendo assim um grave pecado, pecado tal que a separaria definitivamente de Deus como organização. Fazendo uma comparação, uma mulher, pode ter muitos defeitos como esposa, mas a traição é, segundo a inspiração, um pecado que vai além dos limites do que seria tolerável. 

No dia 04 de Agosto de 1914, a igreja Adventista cometeu tal pecado ao reconhecer a lei do estado superior à lei de Deus. Ignorando ou esquecendo sua própria história sobre sua posição de não combatente (Meditações Matinais de 1915, pág.180. Casa Publicadora Brasileira), em que a igreja se abstinha do porte de armas, de servir ao exército e lutar na guerra, a igreja dirigiu ao ministério da guerra a seguinte declaração:

“Mui digno Senhor General e Ministro da guerra”:
“Tomo a liberdade de comunicar a V. Excia., pela presente, os princípios fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia na Alemanha, especialmente no que concerne à atual situação de guerra. Baseando-nos nas Escrituras Sagradas, esforçamo-nos por realizar os princípios cristãos em nossa vida, guardando também o dia de repouso instituído por Deus, o Sábado, em que nos abstemos de fazer qualquer trabalho. Apesar de tudo isso, reconhecemos, no tempo sério da guerra atual, o nosso dever de apoiar a defesa da pátria, e sob estas circunstâncias, também portares  armas no Sábado.– Os Adventistas da Reforma, pág. 26. Casa Publicadora Brasileira.

Quando as pessoas vêm tal decisão, muitas delas pensam, ou são induzidas a pensar, que tal procedimento foi apenas adotado pela união Alemã, e que a igreja Adventista, como um todo, não apoiou este procedimento. Mas este pensamento não reflete a realidade da situação. A posição que a união alemã da igreja assumiu de 1914 a 1918, foi apoiada e aprovada por toda a diretoria mundial da igreja Adventista. Abaixo algumas declarações para comprovar isto:

‘Os delegados da Associação de Hessen compartilham da norma bíblica da direção da obra referente ao serviço militar do tempo de paz e de guerra como exigência própria do governo, para o qual está autorizada a potestade superior, instituída por Deus, segundo I Pedro 2:13 e 14 e Romanos 13:4, 5.
‘Esta posição também concorda com a comissão executiva da Associação Geral, que declarou em sua sessão de novembro de 1915, ao ser interrogada pelos irmãos dirigentes desse país, seu ponto de vista nesse sentido: que deixava ampla liberdade aos diferentes países da Terra de adaptar-se no futuro, como até agora, às respectivas determinações legais nesta questão civil.” - Protocolo da Discussão com o Movimento Opositor, pág. 21, 22. Editora Missionária a Verdade Presente.

As pessoas que apoiavam a guerra, inclusive a Associação Geral da igreja Adventista, com base nos textos citados por eles como apoio para tal atitude transgressora, estavam a cumprir a seguinte profecia:

“Há perante nós a perspectiva de uma luta contínua, com risco de prisão, perda de propriedade, e da própria vida, para defender a lei de Deus, que é anulada pelas leis dos homens. Nesta situação, os planos de ação mundanos instarão em que se condescenda exteriormente com as leis do país, por amor da paz e harmonia. E alguns há que mesmo instarão com esse procedimento baseando-se na passagem: ‘Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores... As potestades que há foram ordenadas por Deus’. Rom. 13:1”. - Testemunhos Seletos vol, 2, pág. 319. Casa Publicadora Brasileira.

Agora, preste bastante atenção no que declarou o presidente da Associação Geral da igreja Adventista:

“Assim que eclodiu a guerra na Europa, estudamos cuidadosamente este assunto na América do Norte. Tínhamos uma grande vantagem sobre vós. A guerra vos surpreendeu, por assim dizer, da noite para o dia. Surpreendeu-vos com tal rapidez que tínheis de agir, de fazer algo. Não era possível esperar um só dia, porém nós lá tivemos dois anos para pesquisar o assunto, antes de ocorrer a guerra. Tínhamos, portanto, a esse respeito, uma grande vantagem sobre vós o que nos capacitou a assumir uma posição tomada com reflexão.” - Protocolo, pág. 60. Editora Missionária a Verdade Presente.

Interessante que não existe qualquer decisão da igreja Adventista na América diferente daquela adotada na Europa, a saber, que não deve existir liberdade de consciência na transgressão da lei de Deus.

Mas, depois de avaliar esta questão com cuidado e tempo, o que a Associação Geral entendeu? Vejamos:

“Entretanto, depois de examinar cuidadosamente o assunto, verificamos que este nos confundia muito.” - Idem.

“Depois de longo estudo”, a Associação Geral, e não apenas os irmãos da Europa, adotaram a seguinte “resolução, a saber: que cada qual devia agir na questão de acordo com sua consciência.” - Idem, pág. 61.

Era do conhecimento da Associação Geral que “houve alguns irmãos que tinham o espírito de amor à pátria e foram ao ‘fronte’ e lutaram.” - Idem.

A justificativa para tal atitude, apoiada pela liderança mundial da igreja Adventista, era, no parecer da mesma, que, “devemos, no entanto, conceder a cada cidadão o privilégio de adotar uma atitude que esteja de acordo com sua consciência em relação ao governo.” - Idem, pág. 62, 62.

“Agora se deve dizer que cada indivíduo teve o direito de formar a sua própria opinião e consciência em relação à guerra.” - Idem , pág. 68.

“Porém, esta deve ser uma questão de consciência.” - Idem.

Disse ainda o presidente Adventista:

“Supondo” (apenas supondo) “que os três documentos editados pelos três irmãos” (defendendo a participação na guerra) “tivessem sido errôneos. E daí?” (E daí?! Como assim? Não tem nada a ver dizer que “a Bíblia ensina que, em primeiro lugar, que participar na guerra não é transgressão do 6º mandamento; em segundo lugar, também que guerrear no dia de sábado não é transgressão do 4ª mandamento”? (Idem, pág. 20) E o representante mundial da igreja Adventista pergunta e daí!?

 E ele continuou:

“Permiti que cada qual viva conforme sua convicção.” Idem.

“O líder adventista então declarou que, a determinação final quanto ao que era certo e ao que era errado, deveria ser deixada com a consciência individual do membro”. - Os Adventistas da Reforma, pág. 37. Casa Publicadora Brasileira.

Esta posição, como já mencionamos, em dar liberdade para que a lei de Deus fosse transgredida, Refletia a posição oficial da igreja no mundo todo. Daniells afirmou:

“O que eu disse aqui talvez não seja aceito por todos, mas tratei de apresentar os pontos de vista de meus irmãos.” - Idem, pág. 81.

Fica claro, portanto, que a posição defendida pela igreja na Europa, foi confirmada e apoiada pela liderança Adventista da América do Norte e em todos os lugares. Sabemos, pela história, que apenas 2% da igreja não a aceitou.

Nossos irmãos reformistas entendiam que a liberdade de consciência devia e deve ser respeitada, até que a mesma não fira a lei de Deus. A igreja não deve forçar ninguém a agir pela força, coação ou constrangimento. Mas se a igreja não toma providências para que o erro seja corrigido e a moral da igreja salva, a igreja como um corpo se torna culpada diante de Deus.

Se, porém, os pecados do povo são passados por alto por aqueles que se acham em posições de responsabilidade, o desagrado de Deus estará sobre eles, e Seu povo, como um corpo, será responsável por esses pecados. No trato do Senhor com Seu povo no passado, Ele mostra a necessidade de purificar a igreja de erros”. – Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 334. Casa Publicadora Brasileira.

Além de ter se tornado culpada diante do Céu, por reconhecer as leis dos governantes superiores à lei de Deus, além da igreja dar liberdade para que seus membros transgredissem a santa lei dos dez mandamentos e permanecessem como membros da igreja, além de tudo isso, ela bebeu o último gole da própria apostasia no momento em que excluiu aqueles que permaneceram fiéis aos santos mandamentos de Deus e que não apoiaram o derramamento de sangue que ceifou aproximadamente 9 milhões de vidas, muitas delas, “engolfadas no vício e no sangue.” - O White, Ellen G. O Grande Conflito, pág. 593. Casa Publicadora Brasileira.

“Esta situação levou a direção da igreja a reagir com outras ações incorretas, separando da igreja os protestadores sem o devido procedimento”. Os Adventistas da Reforma, pág. 28. Casa Publicadora Brasileira.

Estes que não apoiaram a nova postura da igreja diante das leis civis “foram excomungados” da igreja Adventista. – Idem, pág. 30.

Por outro lado, mencionando os que participaram na guerra, continuou o presidente Daniells: “Nenhuma dessas pessoas foi excluída de nossa igreja.” Idem, pág. 62.

“Não excluiu nem condenou aqueles (os combatentes ou quem os apoiava) que não viram o assunto sob a mesma luz”. - Os Adventistas da Reforma, pág. 35. Casa Publicadora Brasileira.

Percebe-se claramente, que não foi uma posição local, tomada apenas na Europa, mas foi uma posição mundial, assumida inclusive pelos adventistas na América do Norte, a nível de Associação Geral.

Mas tenho uma pergunta: Muitos dizem, com base no amor e na tolerância, que é correto dar liberdade de consciência às pessoas até mesmo na transgressão à lei de Deus. Mas pergunto: Porque esta liberdade de consciência favorecia apenas os que lutaram na guerra? Se o presidente adventista ou toda a igreja Adventista cria mesmo nesta liberdade de consciência, porque a igreja Adventista não fez uso da mesma quando excluiu injustamente aqueles que, também por motivo de consciência, não apoiaram a participação na guerra? A igreja não deveria ter deixado também com a consciência dos que não quiseram participar na guerra aquela questão ser ter excomungado ou excluído aqueles irmãos da igreja?

Na continuação, Daniells lamenta que a separação causada pela guerra, tenha surgido, segundo ele, devido a “problemas tão insignificantes.” - Protocolo, pág. 64. Editora Missionária a Verdade Presente.

Seria tal situação, a transgressão da lei de Deus pelos membros da igreja, a complexidade daquela guerra com a perda de milhares de vidas, algumas delas inocentes, um problema tão insignificante??

E continuou ele:

“Embora não tenhamos limites definidos e normas precisas com referência à posição a respeito do governo, deve deixar-se a cada um agir segundo o ditame de sua própria consciência. Os irmãos da América do Norte representam o mesmo ponto de vista, moderado e tolerante, tal como o aceitaram nossos irmãos da Europa. Temos seguido o mesmo proceder de nossos irmãos da Inglaterra, da França e de outros países”. Idem.

Percebe-se facilmente, que a posição da união Alemã, em dar liberdade aos membros para que transgredissem a lei de Deus, participando da guerra, transgredindo o santo sábado, matando, era não só apoiada pela igreja mundial, mas que “os irmãos da América do Norte representavam o mesmo ponto de vista”, dos irmãos da Europa! Assim, a desculpa de que o erro cometido em dar liberdade para que se transgredisse a santa lei de Deus, foi apenas dos irmãos na Europa, não encontra apoio nos fatos, na história e na verdade!

Ao ser o presidente adventista interrogado:

“...qual é a posição dos irmãos (da Associação Geral) quanto à resolução de nossos irmãos alemães referente ao quarto e ao sexto mandamento?”

A resposta foi:

“Tem-nos sido muito difícil estabelecer uma norma geral para um caso de guerra.” Idem, pág. 59.

Mas existia uma norma que estava sendo seguida por toda a liderança da igreja Adventista, a saber: Liberdade para os transgressores e exclusão para os que discordavam da nova posição!

A questão, portanto, não foi local, mas, mundial! Os irmãos da América do Norte, apesar de terem tido tempo, não enviaram “à Europa nem uma palavra de réplica.” (Idem, pág. 66). Ao contrário, além de mostrarem seu apoio, concordaram com a exclusão daqueles que não viam o assunto da mesma forma. Para os excluídos, a questão da liberdade de consciência, foi esquecida, ignorada ou extinta! Apesar de se dizer que os irmãos da América do Norte não tomaram a mesma posição da liderança da Europa, como se pode verificar, a veracidade dos fatos desmente tal afirmação.

Bem, já sabemos qual era a posição da igreja Adventista sobre a guerra e liberdade de consciência. E a posição daqueles que defendiam a verdade, a lei de Deus, qual era? Vejamos:

“Concedemos a cada qual liberdade de consciência. Também no Céu ela existe. Mas nenhuma liberdade de consciência que derribe os princípios da lei de Deus. Verificamos agora que os irmãos na América do Norte levaram a liberdade de consciência ao ponto de tocar a lei de Deus”. - Idem, pág. 90.

“Cremos que para seguir Jesus neste tempo, segundo as escrituras e os testemunhos, não podemos ir à guerra”. - Idem, pág. 93.

A postura desses irmãos excluídos estava, sem dúvida, conflitando com a posição assumida pela igreja adventista sobre a guerra iniciada em 1914. A atitude dessa minoria de adventistas fiéis, estava de acordo com a posição da igreja no passado, naquele tempo em que a igreja era débil e defeituosa, mas que ainda não havia se tornado uma igreja traidora, reconhecendo a lei humana, acima da lei de Deus. Já, por outro lado, a posição de liberdade de consciência que leva à transgressão da lei de Deus, estava de acordo com o mesmo argumento apresentado por Satanás no Céu.

“Visto serem de natureza santa, insistia em que os anjos obedecessem aos ditames de sua própria vontade. Procurou arregimentar as simpatias em seu favor, propalando que Deus os tratara injustamente ao conferir honra suprema a Cristo. Alegava que, anelando maior poder e honra, não pretendia a exaltação própria, mas procurava conseguir liberdade para todos os habitantes do Céu, a fim de por esse meio poderem alcançar condição mais elevada de existência”. - O Grande Conflito, pág. 498. Casa Publicadora Brasileira.

A decisão da igreja Adventista em dar liberdade aos combatentes estava em oposição ao “Assim diz o Senhor”. A igreja seguiu a mesma estratégia sugestionada e usada pelo Diabo.

“O mesmo espírito que produziu a rebelião no Céu, ainda inspira a rebelião na Terra. Satanás tem continuado, com os homens, o mesmo estratagema que adotou em relação aos anjos. Seu espírito ora reina nos filhos da desobediência. Semelhantes a ele, procuram romper com as restrições da lei de Deus, prometendo liberdade aos homens por meio da transgressão dos preceitos da mesma”. - Idem, pág. 503.

O Ômega da apostasia havia se instalado na igreja e se provara muito mais funesto e nefasto do que a apostasia Alfa.

Como já mencionei, a igreja sorveu até a última gota do vinho da sua prostituição com o mundo, quando excluiu os fiéis. A perseguição que a igreja Adventista na Europa incidiu sobre os fiéis, seus antigos irmãos, por não participarem estes no sangrento conflito, foi apoiada pela liderança mundial. Não apenas apoiou, mas a própria mão da Associação Geral se levantou para excluir os líderes do Movimento de Reforma em 1920.

“É de interesse notar que ele (Doerschler) foi a própria pessoa escolhida para representar os membros que foram desligados da comunhão da igreja diante dos irmãos da Associação Geral em 1920”. - Os Adventistas da Reforma, pág. 30. Casa Publicadora Brasileira.

Assim, tudo o que a liderança da igreja na Europa havia feito durante a guerra, foi apoiado pela liderança mundial da igreja Adventista, e em muitos aspectos, repetido.

Aqui, podemos fazer a seguinte analogia:

“...foram excluídos das igrejas; mas Jesus estava com eles, e estavam alegres ante a luz de Seu semblante”. - Primeiros Escritos, pág. 237. - Casa Publicadora Brasileira.

Usando de suas últimas palavras, naquele triste encontro com os fiéis Adventistas, o presidente mundial, se dirigindo àqueles irmãos que haviam sofrido tanto pela causa da verdade, disse, tentando justificar a morte de milhares de pessoas:

“Cremos que os pontos de vista que defendeis são totalmente errôneos” (a não participação na guerra). “... Que haveis dito de Moisés se ele, alguns dias depois de lhe ser dada a lei, no Sinai, vos houvesse encarregado de matar o rei de Basã e todos os homens, mulheres e crianças? Vós o teríeis acusado de assassinato?”

É, é realmente de assustar!

E hoje, a posição da igreja Adventista, não foi em nada alterada dessa assumida e adotada de 1914 a 1920:

“...a decisão de prestar ou não o serviço militar e portar armas é deixado a critério da consciência de cada indivíduo.” - Revista Adventist World, de agosto de 2014, pág. 9.

Ou seja, não houve nenhuma mudança. Talvez hoje, a igreja “melhorou” somente na questão de que aqueles que não querem prestar o serviço militar e nem pegar em armas, não são excluídos, ou excomungados, como foram os fiéis adventistas de 1914 a 1920. Isso porque a igreja Adventista, pelo menos no tempo atual, não precisa comprar o favor do estado, enviando soldados à guerra e se comprometendo com o mesmo, como fez durante a primeira guerra. Coloquei melhorou entre aspas, porque em verdade, a igreja hoje, dificilmente exclui alguém de seu rol de membros. Ela, atualmente, está interessada em números. Seus membros podem transgredir o 4º e 6º mandamentos portando armas e matando pessoas durante as horas sagradas do sábado, como se vê na declaração acima. Pode-se, segundo lemos, portar armas no exército, e pra que? Para fazer curativos? Somente no exército dos Estados Unidos, onde está a sede mundial da igreja Adventista, somente ali, existe mais de 7.000 adventistas, não como enfermeiros ou padioleiros, mas como combatentes, ou seja, para matar.

Assim, a posição assumida pela igreja Adventista na Europa foi, não apenas apoiada e repetida pela liderança da igreja na América do Norte e no mundo, mas o eco da voz de Daniells, tem repercutido através dos anos na organização adventista, que tem, com ar de desdém, perguntado diante da transgressão da lei de Deus: “E Daí?”

Jeremias 25:34.


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A Apostasia Alfa e Ômega



Algumas pessoas tem interrogado sobre o que seria a apostasia ômega profetizada por Ellen White. A profetiza deixou claro que as doutrinas propagadas pelo doutor John Harvey Kellogg que eram contra as doutrinas que envolviam a verdade sobre a natureza de Deus consistiam a apostasia alfa. Sobre a apostasia ômega, ela escreveu:

"No livro Living Temple acha-se apresentado o alfa de heresias letais. Seguir-se-á o ômega, e será recebido por aqueles que não estiverem dispostos a atender à advertência dada por Deus." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 200.

"Living Temple encerra o alfa dessas teorias. Eu sabia que o ômega seguiria dentro de pouco tempo; e tremi pelo nosso povo." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 200.

O que sabemos é que ao falar da apostasia ômega, a inspiração menciona uma apostasia mais letal e bem próxima. Já que o ômega da apostasia deveria ocorrer pouco tempo depois da apostasia alfa, segundo o que ela mesma escreveu, precisamos encontrar na história este momento tão temido pela profetiza. Apesar dela não mencionar o que realmente seria esta apostasia, a história mostra apenas uma apostasia que foi mais assustadora do que a apostasia alfa. Note este texto:

"Não vos enganeis; muitos se afastarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Temos agora perante nós o alfa desse perigo. O ômega será de natureza mais assustadora." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 197.

É importante destacar que a inspiração não diz que a apostasia ômega atacaria o mesmo assunto abordado por Kellogg, que foi a questão da Divindade. Mas fala apenas de uma apostasia mais assustadora, onde literalmente se seguiria doutrinas de demônios. Veja uma doutrina que o demônio pregou e prega:

"Deixando (Satanás) seu lugar na presença imediata de Deus, saiu a difundir o espírito de descontentamento entre os anjos. Operando em misterioso segredo, e escondendo durante algum tempo o seu intuito real sob o disfarce de reverência a Deus, esforçou-se por suscitar o desgosto em relação às leis que governavam os seres celestiais, insinuando que elas impunham uma restrição desnecessária. Visto serem de natureza santa, insistia em que os anjos obedecessem aos ditames de sua própria vontade." O Grande Conflito, pág. 495.

Perceba que esta doutrina demoníaca ensinava que os anjos deviam obedecer sua própria consciência. Satanás trouxe esta doutrina para a Terra:

"O mesmo espírito que produziu a rebelião no Céu, ainda inspira a rebelião na Terra. Satanás tem continuado, com os homens, o mesmo estratagema que adotou em relação aos anjos. Seu espírito ora reina nos filhos da desobediência. Semelhantes a ele, procuram romper com as restrições da lei de Deus, prometendo liberdade aos homens por meio da transgressão dos preceitos da mesma." Idem, pág. 500.

Qual doutrina demoníaca poderia ser então o ômega que afetaria toda a igreja Adventista logo após a apostasia alfa? Exato, a ideia de que as pessoas da igreja poderiam obedecer à sua própria consciência. E quando isto ocorreu, quando que a igreja deu ouvidos à esta doutrina de demônios rompendo com as restrições da lei de Deus e insistindo para que seus membros obedecessem aos ditames de sua própria consciência, dando eco às doutrinas de demônios tendo assim as características da apostasia ômega? Vejamos qual posição a igreja Adventista assumiu de forma oficial e mundial em determinado momento da história, pouco tempo depois da apostasia alfa, como fora profetizado:

‘Esta posição também concorda com a comissão executiva da Associação Geral, que declarou em sua sessão de novembro de 1915, ao ser interrogada pelos irmãos dirigentes desse país, seu ponto de vista nesse sentido: que deixava ampla liberdade aos diferentes países da Terra de adaptar-se no futuro, como até agora, às respectivas determinações legais nesta questão civil’”. Protocolo da Discussão com o Movimento Opositor, pág. 21, 22.

“Embora não tenhamos limites definidos e normas precisas com referência à posição a respeito do governo, deve deixar-se a cada um agir segundo o ditame de sua própria consciência. Os irmãos da América do Norte representam o mesmo ponto de vista, moderado e tolerante, tal como o aceitaram nossos irmãos da Europa. Temos seguido o mesmo proceder de nossos irmãos da Inglaterra, da França e de outros países”. Protocolo da Discussão com o Movimento Opositor, pág. 64.

“Concedemos a cada um de nossos membros da igreja a liberdade para servir seu país, em todos os tempos e em todos os lugares, de acordo com os ditames de sua consciência convicção pessoal” Revista Adventista, Abril de 1959.

“O líder adventista então declarou que, a determinação final quanto ao que era certo e ao que era errado, deveria ser deixada com a consciência individual do membro”. Kramer, Hermut H. Os Adventistas da Reforma, pág. 37.

Esta posição de dar liberdade de consciência aos membros da igreja para participarem de derramamento de sangue, onde pessoas seriam mortas, muitas vezes, irmãos de fé matando um ao outro, transgredindo também o santo sábado, permanecendo, contudo, como membros da igreja, sem dúvida era uma apostasia mais assustadora do que a apostasia alfa.

Algumas pessoas dizem que a igreja, ao assumir a posição de adotar esta doutrina de demônios a nível mundial, assumida em 1914, foi tomada apenas no passado, e que a igreja mudou esta atitude. Mas estas doutrinas de demônios têm sido propagas pela igreja desde aquele tempo até os dias de hoje. Veja o que o atual presidente mundial da igreja Adventista, Ted N. C. Wilson, escreveu recentemente:

“Assim, enquanto a posição oficial da igreja seja não combatente – por questão de consciência, objeção ao porte de armas – a decisão de prestar ou não o serviço militar e portar armas é deixado a critério da consciência de cada indivíduo.” Adventist World, Agosto de 2014, pág. 9.

Ou seja, ao dizer que a posição da igreja é de não combatente se torna apenas em uma tentativa muito fajuta de se tentar tapar o sol com a peneira e esconder que, em realidade e na prática, a igreja Adventista é sim combatente, pois permite seus membros portarem armas, matar pessoas, transgredirem o sábado e permanecerem usufruindo todos os privilégios de membros! Em realidade, a posição da igreja é a mesma da maioria das igrejas “cristãs” nos dias atuais, pois praticamente nenhuma igreja incentiva seus membros a derramarem sangue e participar de atos de guerra ou a quebrar a lei de Deus, porém não têm elas nenhuma medida disciplinar para com aqueles que se portam contrários a estes conceitos.

Que apostasia seria o ômega se não uma que leva praticamente uma igreja toda de forma oficial a pregar abertamente doutrinas de demônios exatamente da forma como Ellen White havia profetizado? A apostasia ômega não seria um ataque contra a verdade da Pessoa de Deus, mas contra seu governo!

“Fossem os homens livres para se apartar das reivindicações do Senhor e estabelecer uma norma de dever para si mesmos, e haveria uma variedade de normas para se adaptarem aos vários espíritos, e o governo seria tirado das mãos de Deus”. Maior Discurso de Cristo, pág. 52.

A apostasia ômega também é chamada pela inspiração como sendo a traição ao reino de Cristo que ocorreria quando a igreja reconhecesse uma lei acima da santa lei de Deus.

“Há distinções claras e precisas a serem restauradas e expostas ao mundo, exaltando-se acima de tudo os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. A beleza da santidade deve aparecer em seu brilho natural, em contraste com a deformidade e trevas dos que são desleais, daqueles que se revoltam contra a lei de Deus. Assim reconhecem a Deus, e a Sua lei - fundamento de Seu governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais enganador que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo.” Testemunhos para Ministros, pág. 17.

O maior perigo da apostasia ômega é que aqueles que foram contaminados por ela não se aperceberam disso! Bem profetizou Ellen White:

"No livro Living Temple acha-se apresentado o alfa de heresias letais. Seguir-se-á o ômega, e será recebido por aqueles que não estiverem dispostos a atender à advertência dada por Deus." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 200.

cristiano_souza7@yahoo.com.br






domingo, 10 de julho de 2016

Quem são os que passam pela Grande Tribulação, apenas os 144.000 ou também a Grande Multidão?


Para compreendermos claramente esta questão precisamos somar as informações existentes sobre este ponto.

Sabemos que a existência da grande multidão no cenário dos eventos desta Terra se limita apenas até a pregação da mensagem a todo o mundo. Para entendermos melhor, digamos que uma determinada pessoa por nome de José, que irá representar todos os féis nas igrejas caídas,  é uma pessoa sincera e que está vivendo em alguma igreja que no presente não constitui a igreja de Deus. Vamos supor que José, seja um católico fiel. Se ele morrer antes de conhecer a verdade, ele será salvo na grande multidão.

“Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que crêem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade”.[1]
José, portanto, apesar de ser aceito por Deus e salvo, não passará pela grande tribulação, pois dormirá durante todo o restante dos eventos finais e ressuscitará apenas quando Jesus voltar nas nuvens do Céu. Ele ressurgirá já imortal, transformado e incorruptível (I Coríntios 15:52-54).

Mas suponhamos que José permaneça vivo até o derramamento da Chuva Serôdia, até a proclamação do evangelho a todo o mundo. Logicamente José, da mesma forma que todas as demais pessoas do mundo, ouvirá a verdade. Qual verdade será pregada nesta ocasião? Bem, sabemos que será a tríplice mensagem angélica que deve ser levada a todos os “que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).

O que ocorrerá com José e com as pessoas se rejeitarem esta mensagem?

“Se a iluminação da verdade vos foi apresentada,  revelando  o  sábado  do  quarto mandamento, e mostrando que não há na Palavra  de  Deus  fundamento  para  a  observância  do domingo, e não obstante vos aferrais ao falso dia de repouso, recusando a  santificar  o  Sábado  a que Deus chama ‘Meu santo dia’, recebeis o sinal da besta. Quando ocorre isso? Ao  obedecerdes ao decreto que vos ordena deixar de trabalhar no domingo  e  adorar  a  Deus,  conquanto  saibais que não existe na Bíblia uma única palavra que mostre não passar o domingo de um  dia  comum de trabalho, consentis em receber o sinal da besta, e rejeitais o selo de Deus”.[2]
Percebemos de forma clara que se José rejeitar a verdade, ele agora não mais poderá fazer parte da grande multidão, porque afinal, agora ele ouviu a mensagem, não será mais inocente, e se ele a rejeitar, receberá então, segundo a Palavra de Deus, o sinal da besta!

“Terrível é a crise para a qual caminha o mundo. Os poderes da Terra, unindo-se para combater os mandamentos de Deus decretarão que todos, ‘pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos’ (Apocalipse 13:16), se conforme  aos  costumes  da  igreja,  pela  observância  do falso  sábado.  Todos  os  que  recusarem  a  conformar-se  serão  castigados  pelas  leis   civis,   e declarar-se-á finalmente serem merecedores de morte. Por outro lado, a lei de Deus que ordena  o dia  de  descanso  do  Criador,  exige  obediência,  e  ameaça  com   a  ira  divina   todos   os   que transgridem os Seus preceitos”. Esclarecido assim o assunto, quem quer que pise a lei de Deus para obedecer a uma ordenança humana, recebe o sinal da besta; aceita o sinal de submissão ao poder a que prefere obedecer em vez de Deus”.[3]
Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei,  e  o  mundo  for esclarecido  relativamente  à  obrigação   do   verdadeiro   Sábado,   quem   então   transgredir   o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que é de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma,  e  ao  poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a  sua  imagem.  Ao  rejeitarem  os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade e honrarem em seu  lugar  a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato  o  sinal  de  fidelidade  para com Roma – ‘o sinal da besta’.  E somente depois que esta situação esteja assim  plenamente exposta perante o povo, e este seja levado  ao  optar  entre  os  mandamentos  de  Deus  e  os  dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber ‘o sinal da besta.’”[4]
Mas suponhamos, que José então, ao ouvi a verdade não rejeita a verdade, ele a aceita. Ele será contato em qual grupo de salvos? Vejamos:

“Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a  misericórdia  não  mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá  cumprido  a  sua  obra. Recebeu a ‘chuva serôdia’, o ‘refrigério pela presença do  Senhor’,  e  acha-se  preparado  para  a hora probante que diante dele está. No Céu, anjos apressam-se de um lado  para  outro.  Um  anjo que volta da Terra anuncia que a sua obra está feita; o mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o  selo  do  Deus  vivo’.  Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos, e com grande voz diz: ‘Está feito’; e toda a hoste Angélica depõe suas  coroas  ao  fazer  Ele  o  solene  aviso:  ‘Quem  é  injusto,  faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e  quem  é  justo,  faça  justiça  ainda;  e  quem  é santo, seja santificado ainda’. Apocalipse 22:11. Todos os casos foram decididos para a vida ou para a morte. Cristo fez expiação por Seu povo, e apagou os seus pecados.  O número de Seus súditos completou-se”.[5]
Veja que o texto começa dizendo de um tempo quando a última mensagem de graça for encerrada sob a Chuva Serôdia. Diz que todos os que aceitarem esta mensagem receberão o selo do Deus vivo e serão contados com o grupo de salvos cujo número se completará. Bem, sabemos que a grande multidão não tem um número definido, ela é incontável (Apocalipse 7:9) O único número que pode ser completado, é o grupo dos 144.000, que tem um número específico e contável!

José, portanto, ouvindo a verdade e a aceitando, será selado e contato com os 144.000, segundo o que diz a inspiração! Note bem a expressão profética:

“...TODOS os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o  selo  do  Deus  vivo’.
Segundo estas passagens inspiradas, portanto, chegamos às seguintes conclusões claras e irrefutáveis:

1º Se José tivesse morrido antes da Chuva serôdia, faria parte da grande multidão e não passaria pelo tempo de angústia.

2º Como José permaneceu vivo até que a verdade fosse pregada, ele não poderá mais fazer parte da grande multidão, pois que se ele rejeitar a verdade, receberá o sinal da besta, se ele aceitar a verdade, receberá o sinal ou o selo de Deus.

3º Os que farão parte da grande multidão, portanto, estarão sobre a Terra até que a mensagem seja pregada, depois desse tempo, todos os que pertencerem à grande multidão, estarão mortos esperando a segunda vinda de Jesus!

4º Os únicos santos vivos a entrarem, portanto no tempo de angústia, serão aqueles que receberem o selo do Deus vivo. José, se aceitar a verdade, fará parte desse grupo!
Por isso, a Palavra de Deus diz claramente que depois da pregação da tríplice mensagem angélica só estará sobre a Terra duas classes de pessoas: Os que tem o selo de Deus e os que tem o sinal da besta! Não, não existirá outro grupo de salvos!!

“No surgimento da grande controvérsia, revelam-se duas partes, os que ‘adoram a besta e sua imagem’ e recebem seu sinal, e os que recebem ‘o selo do Deus vivo’ que tem ‘em suas testas escrito o nome do pai’”. [6]
“É-nos mostrado claramente que haverá dois grupos quando aparecer o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.[7]
“Só poderá haver duas classes. Cada participante é assinalado distintamente, ou com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou de sua imagem”[8]
Onde estará a grande multidão por este tempo? Na sepultura!!! Logicamente ela não poderá passar então pela grande tribulação da angústia de Jacó!

Precisamos compreender bem o capitulo 7 do Apocalipse. Ninguém precisa ficar confuso sobre este assunto. Este capítulo precisa ser compreendido sob a luz dos textos citados acima e da lógica envolvida nesta questão!

Se como vimos, a grande multidão estará na sepultura durante a grande tribulação da angústia de Jacó, que grupo é mencionado quando a inspiração diz:

“Estes são os que vieram de grande tribulação”?

Logicamente os únicos que passarão pela grande tribulação depois do fechamento da porta da graça, os que forem selados e que fazem parte dos 144.000!

Vamos fazer uma exegese rápida do capítulo 7 de Apocalipse, neste contexto do assunto aqui proposto:

1º Apocalipse 7:1-8 fala de uma obra que ocorre na Terra. A visão do profeta é direcionada para um evento que precede a segunda vinda de Jesus, focalizada no capítulo 8. Nestes primeiros oito versículos, os eventos estão a se desenrolar na Terra, quando a obra da salvação ainda está em andamento.

2º A partir do versículo 9, a visão do profeta é levada e direcionada ao Céu, quando a obra da redenção está já concluída. Ali no Céu, ele olha e vê dois grupos de salvos: Primeiramente ele vê uma grande multidão que não se pode contar de tão numerosa. Esta grande multidão foi ressuscitada quando Jesus voltou. Ela estava na sepultura durante a angústia de Jacó e voltou à vida quando Jesus retornou à Terra.

“Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: "Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!" Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55.” [9]

Veja como a inspiração confirma que esta grande multidão extraordinariamente grande é a que será ressuscitada quando Jesus voltar. Ela não estará viva antes desse tempo e depois da obra de pregação concluída sob a Chuva Serôdia.

Devemos perceber que logo que o profeta vê esta grande multidão, ele diz e sabe de onde ela é e veio:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.”

Depois que ele observa esta grande multidão, outro grupo lhe chama a atenção. Um grupo que o profeta não sabe quem é e de onde veio:

“E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?”

Voltamos a repetir: Este grupo não pode ser o mesmo do versículo 9 que já foi identificado quem era e de onde tinha vindo. Este grupo, cuja resposta foi que tinha vindo da grande tribulação, o profeta não sabia de onde tinha vindo e nem quem era!!

Segundo nosso estudo aqui, estes que tinham vindo da grande tribulação, não pode ser outro grupo a não ser os 144.000, que serão os únicos santos vivos a passarem pela grande tribulação, após o fechamento da porta da graça! O versículo 6 nos ajuda a identifica-los também:

“Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles.”

Este período de fome, de sede, um período quando o sol estará castigando os moradores da terra, sem dúvida é uma referência às sete pragas, que acabam por interferirem de forma indireta na vida dos justos naquele tempo de angústia como nunca ouve!

Devemos estar com os olhos abertos para vermos a beleza desta verdade através de um contexto teológico e escatológico que a inspiração nos oferece!!

Desta forma, se entende claramente porque é mencionado que estes que vieram da grande tribulação “estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no Seu templo”, porque este grupo é constituído dos 144.000 e somente os 144.000 entram no templo!

“E quando estávamos para entrar no templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: ‘Somente os 144.000 entram neste lugar’, e nós exclamamos: ‘Aleluia’!”.[10]
O texto dizendo que os que são mencionados em Apocalipse 7:15 estão no templo, serve não para provar que a grande multidão ali também entra, pois como vimos, não está se referindo à grande multidão, mas serve para mostrar que estes que estão no templo, segundo a inspiração, são os 144.000!! Mais uma vez apelo, vamos manter em mente todo o contexto dessa verdade que encontramos na inspiração!

O fato de a grande multidão estar vestida de vestes brancas e estes que estão no templo também trajarem vestes brancas não mostra isto que se trata do mesmo grupo, pois todos os salvos, ou os que vencerem, receberão vestes brancas! (Apocalipse 3:5).





[1] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 450. Casa Publicadora Brasileira.
[2] White, E. G. Meditações Matinais de 1977, pg. 209. Casa Publicadora Brasileira.
[3] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 610. Casa Publicadora Brasileira.
[4] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 450. Casa Publicadora Brasileira.
[5] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 619. Casa Publicadora Brasileira.
[6] White, E. G. Testemunhos Seletos Vol. III, pg. 285. Casa Publicadora Brasileira.
[7] White, E. G. Testemunhos para Ministros, pg. 133. Casa Publicadora Brasileira.
[8] White, E. G. Eventos Finais, pg. 184. Casa Publicadora Brasileira.
[9] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 649, 650. Casa Publicadora Brasileira. 
[10] White, E. G. Primeiros Escritos, pg. 19. Casa Publicadora Brasileira.