domingo, 10 de julho de 2016

Quem são os que passam pela Grande Tribulação, apenas os 144.000 ou também a Grande Multidão?


Para compreendermos claramente esta questão precisamos somar as informações existentes sobre este ponto.

Sabemos que a existência da grande multidão no cenário dos eventos desta Terra se limita apenas até a pregação da mensagem a todo o mundo. Para entendermos melhor, digamos que uma determinada pessoa por nome de José, que irá representar todos os féis nas igrejas caídas,  é uma pessoa sincera e que está vivendo em alguma igreja que no presente não constitui a igreja de Deus. Vamos supor que José, seja um católico fiel. Se ele morrer antes de conhecer a verdade, ele será salvo na grande multidão.

“Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que crêem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade”.[1]
José, portanto, apesar de ser aceito por Deus e salvo, não passará pela grande tribulação, pois dormirá durante todo o restante dos eventos finais e ressuscitará apenas quando Jesus voltar nas nuvens do Céu. Ele ressurgirá já imortal, transformado e incorruptível (I Coríntios 15:52-54).

Mas suponhamos que José permaneça vivo até o derramamento da Chuva Serôdia, até a proclamação do evangelho a todo o mundo. Logicamente José, da mesma forma que todas as demais pessoas do mundo, ouvirá a verdade. Qual verdade será pregada nesta ocasião? Bem, sabemos que será a tríplice mensagem angélica que deve ser levada a todos os “que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).

O que ocorrerá com José e com as pessoas se rejeitarem esta mensagem?

“Se a iluminação da verdade vos foi apresentada,  revelando  o  sábado  do  quarto mandamento, e mostrando que não há na Palavra  de  Deus  fundamento  para  a  observância  do domingo, e não obstante vos aferrais ao falso dia de repouso, recusando a  santificar  o  Sábado  a que Deus chama ‘Meu santo dia’, recebeis o sinal da besta. Quando ocorre isso? Ao  obedecerdes ao decreto que vos ordena deixar de trabalhar no domingo  e  adorar  a  Deus,  conquanto  saibais que não existe na Bíblia uma única palavra que mostre não passar o domingo de um  dia  comum de trabalho, consentis em receber o sinal da besta, e rejeitais o selo de Deus”.[2]
Percebemos de forma clara que se José rejeitar a verdade, ele agora não mais poderá fazer parte da grande multidão, porque afinal, agora ele ouviu a mensagem, não será mais inocente, e se ele a rejeitar, receberá então, segundo a Palavra de Deus, o sinal da besta!

“Terrível é a crise para a qual caminha o mundo. Os poderes da Terra, unindo-se para combater os mandamentos de Deus decretarão que todos, ‘pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos’ (Apocalipse 13:16), se conforme  aos  costumes  da  igreja,  pela  observância  do falso  sábado.  Todos  os  que  recusarem  a  conformar-se  serão  castigados  pelas  leis   civis,   e declarar-se-á finalmente serem merecedores de morte. Por outro lado, a lei de Deus que ordena  o dia  de  descanso  do  Criador,  exige  obediência,  e  ameaça  com   a  ira  divina   todos   os   que transgridem os Seus preceitos”. Esclarecido assim o assunto, quem quer que pise a lei de Deus para obedecer a uma ordenança humana, recebe o sinal da besta; aceita o sinal de submissão ao poder a que prefere obedecer em vez de Deus”.[3]
Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei,  e  o  mundo  for esclarecido  relativamente  à  obrigação   do   verdadeiro   Sábado,   quem   então   transgredir   o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que é de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma,  e  ao  poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a  sua  imagem.  Ao  rejeitarem  os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade e honrarem em seu  lugar  a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato  o  sinal  de  fidelidade  para com Roma – ‘o sinal da besta’.  E somente depois que esta situação esteja assim  plenamente exposta perante o povo, e este seja levado  ao  optar  entre  os  mandamentos  de  Deus  e  os  dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber ‘o sinal da besta.’”[4]
Mas suponhamos, que José então, ao ouvi a verdade não rejeita a verdade, ele a aceita. Ele será contato em qual grupo de salvos? Vejamos:

“Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a  misericórdia  não  mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá  cumprido  a  sua  obra. Recebeu a ‘chuva serôdia’, o ‘refrigério pela presença do  Senhor’,  e  acha-se  preparado  para  a hora probante que diante dele está. No Céu, anjos apressam-se de um lado  para  outro.  Um  anjo que volta da Terra anuncia que a sua obra está feita; o mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o  selo  do  Deus  vivo’.  Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos, e com grande voz diz: ‘Está feito’; e toda a hoste Angélica depõe suas  coroas  ao  fazer  Ele  o  solene  aviso:  ‘Quem  é  injusto,  faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e  quem  é  justo,  faça  justiça  ainda;  e  quem  é santo, seja santificado ainda’. Apocalipse 22:11. Todos os casos foram decididos para a vida ou para a morte. Cristo fez expiação por Seu povo, e apagou os seus pecados.  O número de Seus súditos completou-se”.[5]
Veja que o texto começa dizendo de um tempo quando a última mensagem de graça for encerrada sob a Chuva Serôdia. Diz que todos os que aceitarem esta mensagem receberão o selo do Deus vivo e serão contados com o grupo de salvos cujo número se completará. Bem, sabemos que a grande multidão não tem um número definido, ela é incontável (Apocalipse 7:9) O único número que pode ser completado, é o grupo dos 144.000, que tem um número específico e contável!

José, portanto, ouvindo a verdade e a aceitando, será selado e contato com os 144.000, segundo o que diz a inspiração! Note bem a expressão profética:

“...TODOS os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o  selo  do  Deus  vivo’.
Segundo estas passagens inspiradas, portanto, chegamos às seguintes conclusões claras e irrefutáveis:

1º Se José tivesse morrido antes da Chuva serôdia, faria parte da grande multidão e não passaria pelo tempo de angústia.

2º Como José permaneceu vivo até que a verdade fosse pregada, ele não poderá mais fazer parte da grande multidão, pois que se ele rejeitar a verdade, receberá o sinal da besta, se ele aceitar a verdade, receberá o sinal ou o selo de Deus.

3º Os que farão parte da grande multidão, portanto, estarão sobre a Terra até que a mensagem seja pregada, depois desse tempo, todos os que pertencerem à grande multidão, estarão mortos esperando a segunda vinda de Jesus!

4º Os únicos santos vivos a entrarem, portanto no tempo de angústia, serão aqueles que receberem o selo do Deus vivo. José, se aceitar a verdade, fará parte desse grupo!
Por isso, a Palavra de Deus diz claramente que depois da pregação da tríplice mensagem angélica só estará sobre a Terra duas classes de pessoas: Os que tem o selo de Deus e os que tem o sinal da besta! Não, não existirá outro grupo de salvos!!

“No surgimento da grande controvérsia, revelam-se duas partes, os que ‘adoram a besta e sua imagem’ e recebem seu sinal, e os que recebem ‘o selo do Deus vivo’ que tem ‘em suas testas escrito o nome do pai’”. [6]
“É-nos mostrado claramente que haverá dois grupos quando aparecer o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.[7]
Só poderá haver duas classes. Cada participante é assinalado distintamente, ou com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou de sua imagem[8]
Onde estará a grande multidão por este tempo? Na sepultura!!! Logicamente ela não poderá passar então pela grande tribulação da angústia de Jacó!

Precisamos compreender bem o capitulo 7 do Apocalipse. Ninguém precisa ficar confuso sobre este assunto. Este capítulo precisa ser compreendido sob a luz dos textos citados acima e da lógica envolvida nesta questão!

Se como vimos, a grande multidão estará na sepultura durante a grande tribulação da angústia de Jacó, que grupo é mencionado quando a inspiração diz:

“Estes são os que vieram de grande tribulação”?

Logicamente os únicos que passarão pela grande tribulação depois do fechamento da porta da graça, os que forem selados e que fazem parte dos 144.000!

Vamos fazer uma exegese rápida do capítulo 7 de Apocalipse, neste contexto do assunto aqui proposto:

1º Apocalipse 7:1-8 fala de uma obra que ocorre na Terra. A visão do profeta é direcionada para um evento que precede a segunda vinda de Jesus, focalizada no capítulo 8. Nestes primeiros oito versículos, os eventos estão a se desenrolar na Terra, quando a obra da salvação ainda está em andamento.

2º A partir do versículo 9, a visão do profeta é levada e direcionada ao Céu, quando a obra da redenção está já concluída. Ali no Céu, ele olha e vê dois grupos de salvos: Primeiramente ele vê uma grande multidão que não se pode contar de tão numerosa. Esta grande multidão foi ressuscitada quando Jesus voltou. Ela estava na sepultura durante a angústia de Jacó e voltou à vida quando Jesus retornou à Terra.

“Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: "Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!" Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55.” [9]

Veja como a inspiração confirma que esta grande multidão extraordinariamente grande é a que será ressuscitada quando Jesus voltar. Ela não estará viva antes desse tempo e depois da obra de pregação concluída sob a Chuva Serôdia.

Devemos perceber que logo que o profeta vê esta grande multidão, ele diz e sabe de onde ela é e veio:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.”

Depois que ele observa esta grande multidão, outro grupo lhe chama a atenção. Um grupo que o profeta não sabe quem é e de onde veio:

“E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?”

Voltamos a repetir: Este grupo não pode ser o mesmo do versículo 9 que já foi identificado quem era e de onde tinha vindo. Este grupo, cuja resposta foi que tinha vindo da grande tribulação, o profeta não sabia de onde tinha vindo e nem quem era!!

Segundo nosso estudo aqui, estes que tinham vindo da grande tribulação, não pode ser outro grupo a não ser os 144.000, que serão os únicos santos vivos a passarem pela grande tribulação, após o fechamento da porta da graça! O versículo 6 nos ajuda a identifica-los também:

“Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles.”

Este período de fome, de sede, um período quando o sol estará castigando os moradores da terra, sem dúvida é uma referência às sete pragas, que acabam por interferirem de forma indireta na vida dos justos naquele tempo de angústia como nunca ouve!

Devemos estar com os olhos abertos para vermos a beleza desta verdade através de um contexto teológico e escatológico que a inspiração nos oferece!!

Desta forma, se entende claramente porque é mencionado que estes que vieram da grande tribulação “estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no Seu templo”, porque este grupo é constituído dos 144.000 e somente os 144.000 entram no templo!

“E quando estávamos para entrar no templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: ‘Somente os 144.000 entram neste lugar’, e nós exclamamos: ‘Aleluia’!”.[10]
O texto dizendo que os que são mencionados em Apocalipse 7:15 estão no templo, serve não para provar que a grande multidão ali também entra, pois como vimos, não está se referindo à grande multidão, mas serve para mostrar que estes que estão no templo, segundo a inspiração, são os 144.000!! Mais uma vez apelo, vamos manter em mente todo o contexto dessa verdade que encontramos na inspiração!

O fato de a grande multidão estar vestida de vestes brancas e estes que estão no templo também trajarem vestes brancas não mostra isto que se trata do mesmo grupo, pois todos os salvos, ou os que vencerem, receberão vestes brancas! (Apocalipse 3:5).




[1] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 450. Casa Publicadora Brasileira.
[2] White, E. G. Meditações Matinais de 1977, pg. 209. Casa Publicadora Brasileira.
[3] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 610. Casa Publicadora Brasileira.
[4] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 450. Casa Publicadora Brasileira.
[5] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 619. Casa Publicadora Brasileira.
[6] White, E. G. Testemunhos Seletos Vol. III, pg. 285. Casa Publicadora Brasileira.
[7] White, E. G. Testemunhos para Ministros, pg. 133. Casa Publicadora Brasileira.
[8] White, E. G. Eventos Finais, pg. 184. Casa Publicadora Brasileira.
[9] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 649, 650. Casa Publicadora Brasileira. 
[10] White, E. G. Primeiros Escritos, pg. 19. Casa Publicadora Brasileira. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Igreja da Profecia e o Movimento Reformista de 1914 - Parte 3.3 - A Igreja vai até o fim, não cai.




O Seguinte artigo tem por finalidade esclarecer algumas afirmações equivocadas da apostila “A Igreja da Profecia e o Movimento de 1914”, de autoria de Benildo Gabriel dos Santos.

Para facilitar a compreensão, utilizamos a fonte em azul para que o leitor venha a identificar mais facilmente nossa resposta.

Este texto foi escrito no ano de 1863, nesta época, sabemos que o povo que Deus estava conduzindo era os adventistas do sétimo dia, e o texto afirma que é por meio deste povo que Deus irá realizar Sua grande obra.

A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão jogados fora no joeiramento - a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar” (Mensagens Escolhidas, Vol. II, p. 280).

Este texto é um dos mais usados pelos Adventistas, para com ele, tentarem dar legalidade à igreja, mesmo em condição de completa apostasia e abandono da verdade.

Quando lhes é mostrado que “a igreja está na condição laodiceana” e que “a presença de Deus não está no meio dela” (Eventos Finais, pág. 44), e outras mensagens semelhantes, geralmente citam esta passagem, para com ela afirmar que, mesmo que a igreja esteja em uma condição ruim, que pareça prestes a cair, ela não cairá, segundo, dizem eles, o que escreveu Ellen White.

Bem, existem duas formas corretas de compreendermos esta passagem. A aplicação acima não figura entre estas duas maneiras certas, pois ela se encontra opostas à verdade e a uma compreensão mais abrangente deste texto.

Vamos então às duas aplicações:

1ª – A promessa mencionada, dizendo que a igreja não cairá, deve ser compreendida dentro do contexto de que toda promessa ou ameaça divina, é condicional. Já trabalhamos aqui, na postagem anterior (3.2) esta questão.

Se o texto estivesse mesmo dizendo que a igreja Adventista jamais iria cair, então teríamos mencionada nesta passagem, uma igreja infalível, e isto não poderia ser verdade, pois, “tão-somente Deus e o Céu são infalíveis.” Testemunhos para Ministros, pág. 30. Casa Publicadora Brasileira.

A inspiração, portanto, não pode estar dizendo que a igreja Adventista jamais cairia mesmo que esta igreja abandonasse a verdade. Com certeza, esta promessa está baseada em condições de obediência, assim como as promessas à igreja judaica, dizendo que esta também jamais cairia (Ezequiel 36: 24-28, 32-36; Jeremias 31:35-36), estavam também baseadas em condições de obediência.
Mesmo a igreja Católica, assim como os Adventistas, tem, com base nas palavras de Jesus em Mateus 16:18, defendido a infalibilidade da igreja.

“Em nossa época, na qual a impiedade parece ir tomando conta do mundo, devemos renovar nossa Fé na promessa feita por Cristo, de que jamais as forças do inferno prevalecerão contra a Igreja (cf. Mt 16,18), e manter bem vivo na alma o anseio de sermos santos, perfeitos e íntegros sob o ponto de vista moral e doutrinário.”- Dias, Mons. João Scognamiglio Clã. Arauto do Evangelho - Revista Católica – Número 124, Abril 2012, pág. 17.

É, parece que a realidade da igreja Adventista, ao se tornar uma irmã da decaída Babilônia (Testemunhos sobre Conduta Sexual, adultério e Divórcio, pág. 188), ocorreu de tal forma que até mesmo a linha de pensamento é a mesma!

Tanto a igreja católica, quanto a igreja Adventista, se esqueceu das condições para que cada promessa se cumpra.

“No momento em que falar de uma nação e de um reino, para edificar e para plantar, Se fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que tinha falado que lhe faria.” Jeremias 18:9-10.

Nossos opositores adventistas parecem fazer questão de não citar estas passagens e se esquecer dessas verdades.

“Caros amigos, o conflito está diante de nós. A obra que Deus nos deu para fazer, Ele pode realizar por nosso intermédio. Se deixarmos de obedecer a Deus, as Suas promessas não podem ser cumpridas para nós. Oh, que em união busquemos a Deus e sigamos um caminho de estrita obediência.” Carta 19 de Julho de 1861. Revista Adventista, Março de 1974, pág. 8.

Se a igreja tomar por um caminho idêntico ao mundo, virá a partilhar da mesma sorte; ainda mais; como recebeu maior luz, seu castigo será maior do que o dos impenitentes”. Testemunhos Seletos vol. 2, pág. 12. Casa Publicadora Brasileira.

Se a igreja tomasse por um caminho idêntico ao mundo, o que sabemos já ocorreu, a igreja não cairia? Seu futuro seria a chegada em Canaã Celestial ou o castigo pior do que o dos ímpios?

Segundo este texto, a menos que os impenitentes e ímpios sejam salvos sem conversão, a igreja seria destruída, caso chegasse a se identificar com o mundo!
Fica claro, desta forma, que a igreja, como organização, não era infalível, a mesma poderia cair e apostatar.

“Se a mais dedicada vigilância não for manifesta no grande coração da obra para proteger os interesses da causa, a igreja se tornará tão corrompida quanto as igrejas de outras denominação.” Testemunhos para a Igreja, vol.4, pág. 513.

Nossos opositores, portanto, ao contrário de ficarem citando textos que falam de promessas, deveriam se preocupar também com as condições, base sem a qual, as promessas não podem se cumprir.

Além de diversos textos inspirados, mostrando que a igreja não cumpriu com as condições estabelecidas por Deus, e por isso a promessa de que ela iria até o fim, como igreja vitoriosa, que a mesma não cairia, não pode ser cumprida. Todo adventista sabe a real condição em que a igreja se encontra. Ellen White disse que a igreja poderia se tornar mais corrompida do que as demais igrejas. Pasme, mas isso já ocorreu e está ocorrendo. Ellen White fala de “pecados graves” (Serviço Cristão, pág. 39), que já no tempo dela, estavam habitando a igreja Adventista. Ela menciona também que existiam prostituições nas fileiras adventistas as quais se estavam fortalecendo e ampliando seu poder sobre a igreja (Testemunhos para Ministros, pág. 427. Casa Publicadora Brasileira). O que diria ela, visse a igreja unida ao ecumenismo e fazendo uma homenagem ao papado, chamando o papa de sua santidade? O que diria ela, visse um transexual sendo oficialmente pastor da igreja? O que diria ela, vendo a igreja e sua liderança apoiar uma espécie de culto que nem mesmo algumas igrejas caídas adotam por se assemelhar a shows mundanos? No link abaixo você poderá ver que esta é a realidade dessa igreja em nossos dias.

https://www.youtube.com/watch?v=1EEKyGsN4jk&feature=youtu.be

Bem pudera estas coisas ocorrer na igreja. Quem é que a está conduzindo? Jesus não é, porque a igreja deixou de segui-Lo:

“A igreja deixou de seguir a Cristo seu guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito.” Serviço Cristão, pág. 39. Casa Publicadora Brasileira.

Então, quem está conduzindo a igreja? A inspiração nos dá a resposta:

O poder das trevas já colocou seu molde e inscrição sobre a obra que devia permanecer pura, não corrompida pelas astutas ciladas do diabo.” (Testemunhos para Ministros, pág. 277. Casa Publicadora Brasileira).

Por isso, a igreja, como organização, que poderia não ter caído, caiu. Mas,

“Verá a igreja onde ela caiu?”. Mensagem de Deus ao Povo do Advento. Folheto 1, pág. 8. Editora Missionária.

Assim, a igreja Adventista, por não cumprir as condições de Deus, não pode citar este texto, dizendo que a igreja não cairia, em sua defesa. Se ela se acha no direito de usar tal promessa, o mesmo direito teriam os católicos de usarem também a promessa de Jesus, dizendo que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja. Mas a igreja Adventista sabe e conhece que quando a igreja cristã deixou de cumprir as condições de obediência, estas palavras deixaram de se aplicar a ela. Porque a igreja Adventista então não usa este mesmo critério para ela mesma quando cita as palavras de Ellen White dizendo que a igreja não cairia? Parece que aquele pensamento: “Amigo, prefiro ouvir uma triste verdade, do que uma alegre mentira,” ainda não mudou a forma da igreja encarar a realidade dos fatos. Continua apregoando paz, paz, quando não há paz! (Ezequiel 13:9-10).

2º O segundo aspecto do texto que diz que a igreja não cairá, mas que os pecadores dela é que serão jogados fora do joeiramento, pode ser entendido claramente sob o ponto de vista que, a igreja mencionada, é a igreja a qual é constituída de almas fiéis, cuja origem remonta ao princípio, e que permanecerá até o fim. 

"Almas fiéis constituíram desde o princípio a igreja sobre a Terra. Em cada era teve o Senhor Seus vigias que deram fiel testemunho à geração em que viveram. Essas sentinelas apregoaram a mensagem de advertência; e ao serem chamadas para deporem a armadura, outros empreenderam a tarefa." Patriarcas e Profetas, pág. 11. Casa Publicadora Brasileira.

Quando Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (Mateus 16:18), abre diante de nós apenas duas possibilidades:

1ª: Que estas palavras se aplicam à igreja cristã, que depois se tornou na igreja católica, e que esta, apesar de sua condição, ainda constitui a igreja de Deus, pois Jesus afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja.

2ª: Que estas palavras se aplicam os fiéis de todos os tempos. Sobre estes fiéis, que constituem a igreja, é que as portas do inferno não prevaleceriam.

Sem dúvida que este é o significado das palavras de Jesus ao declarar que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja, que a igreja não cairia, e que permaneceria e iria até o fim. Falando desses fiéis, dessa igreja, para a qual se aplicariam as palavras de Jesus, Ellen White escreveu:

A fé que professavam não era nova. Sua crença religiosa era a herança de seus pais. Lutavam pela fé da igreja apostólica – a ‘fé que uma vez foi dada aos santos’. S. Judas 3. ‘A igreja no deserto’ e não a orgulhosa hierarquia  entronizada na grande capital do mundo, era a verdadeira igreja de Cristo, a depositária dos tesouros da verdade que Deus confiara a Seu povo para ser dada ao mundo”. O Grande Conflito, págs. 61, 62. Casa Publicadora Brasileira.

Cremos, segundo este contexto teológico e histórico, que é esta igreja, constituída de almas fiéis, a qual Ellen White disse que a igreja iria até o fim e não cairia.

Não encontramos, na inspiração, nenhuma frase assim: “A igreja Adventista irá até o fim, não cairá.” Mas apenas textos dizendo que a igreja, que existe deste o princípio, e que é constituída de almas fiéis, é que irá até o fim, segundo oque Jesus também afirmou!

Por outro lado, encontramos sim textos mostrando que a igreja Adventista irá até o fim, mas não como igreja vitoriosa, mas como igreja que será a primeira a receber as pragas e ser destruída como organização pela ira de Deus. Ellen White profetizou:

“Cristo diz o seguinte daqueles que se ufanam de sua luz mas não andam nela: ‘Por isso Eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós outros. E tu, Cafarnaum [adventistas do sétimo dia que tiveram grande luz], que te ergues até aos céus [com referência a privilégios], serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.’” Review and Herald, 1º de agosto de 1893; Eventos Finais, pág. 43. 

O que ocorrerá com a organização adventista? Será abatida até aos infernos. Isto parece mostrar uma igreja vitoriosa? Nunca, jamais!

Algumas pessoas entendem que este texto se refere aos adventistas individuais, e não à igreja na qualidade de uma organização. Mas, fosse este o caso, e o texto diria assim: “Serão abatido até aos infernos.” Mas o texto diz: “Serás abatida até aos infernos”, referindo-se inquestionavelmente à igreja, e não a membros individuais.

Outro texto que corrobora esta aplicação e esta verdade, é o seguinte:

“Vemos aí que a igreja - o santuário do Senhor - foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito.” Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 65 e 66. Casa Publicadora Brasileira.

Perceba de forma clara que aqui aparece sem dúvida a igreja Adventista, pois no tempo em que este texto foi escrito, ou no tempo em que a irmã White teve esta revelação, a única igreja naquele tempo a ser a igreja, o santuário do Senhor, era a igreja Adventista do Sétimo Dia. Mas o que ocorrerá com esta igreja no futuro? Ela será a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. A igreja irá até o fim, mas receberá as pragas, como igreja caída e não como igreja vitoriosa.

“E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Apocalipse 18:4.

Para maiores informações e esclarecimentos, entre em contato:



Continua...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

A Igreja da Profecia e o Movimento Reformista de 1914 - Parte 3.2 - A Igreja vai até o fim, não cai.


O Seguinte artigo tem por finalidade esclarecer algumas afirmações equivocadas da apostila “A Igreja da Profecia e o Movimento de 1914”, de autoria de Benildo Gabriel dos Santos.

Para facilitar a compreensão, utilizamos a fonte em azul para que o leitor venha a identificar mais facilmente nossa resposta.

“Erguem-se continuamente grupos pequenos que creem que Deus está unicamente com os poucos, os dispersos, e sua influência é derribar e espalhar o que os servos de Deus constroem. Espíritos desassossegados, que desejam ver e crer constantemente alguma coisa nova surgem de continuo, uns aqui, outros ali, fazendo todos uma obra especial para o inimigo e, todavia, pretendendo possuir a verdade. Eles ficam separados do povo a quem Deus está conduzindo e fazendo prosperar, e por meio de quem há de realizar Sua grande obra” (Testemunhos Seletos, Vol. 1, p. 166).

Antes que prossigamos, na explicação desse assunto proposto na citada apostila, é importante dizer que não refutamos ou não nos colocamos contra os textos do Espírito de Profecia ou contra qualquer texto da inspiração. Porém, não podemos aceitar as aplicações equivocadas como as que encontramos nesta obra do senhor Benildo, ignorando este, o contexto teológico e histórico de diversos textos.

O que deve definir se um grupo pequeno tem como objetivo espalhar, derribar, ou construir e ajudar, é sua história, a forma como surgiu, e a fé que professa. Ellen White, nesta passagem, não pode estar condenando todo e qualquer grupo que surja, se o mesmo estiver defendendo a verdade. Caso contrário, ela estaria condenando a história da igreja em diversos momentos e a forma como a própria igreja Adventista teve início. Leiamos:

“Quando a verdade que agora acalentamos foi inicialmente vista como verdade bíblica, quão estranha nos pareceu, e quão forte foi a oposição que tivemos de enfrentar ao apresentá-la ao povo pela primeira vez. Mas quão fervorosos e sinceros eram os amantes da verdade, aqueles que obedeciam à verdade! Éramos realmente um povo peculiar. Éramos poucos em número, sem riquezas, sem sabedoria e honras mundanas, mas ainda assim críamos em Deus e éramos fortes e bem-sucedidos - um terror para os praticantes do mal.” Meditações Matinais 2002, pág. 344. Casa Publicadora Brasileira.

O que Ellen White está censurando, são grupos que se separam da igreja de Deus, da igreja que guarda os mandamentos, e que começam a demolir a verdade que o povo de Deus defende. Perceba que ela fala de espíritos desassossegados que desejam crer ou ver constantemente alguma coisa nova que sempre tem surgido nestes últimos dias. O Movimento de Reforma não crê em nada novo. Nossa fé é a posição original da igreja Adventista. O mesmo não podemos dizer dessa igreja que tem mudado seus princípios e doutrinas ao longo dos anos. Exemplos: A igreja mesmo diz que no passado, a posição antiga que defendia sobre a obra do selamento, era diferente da posição que a igreja tem agora (Revista Adventista Novembro de 1973, pág. 31) Também sobre o ósculo santo, está escrito que no passado “era costume entre os adventistas guardadores do sábado trocar o ósculo santo no sacramento de humildade.” (Primeiros Escritos, pág. 301). Hoje, no entanto, a igreja nem mais faz menção desse princípio que figura como parte do evangelho de Jesus Cristo (Primeiros Escritos, pág. 117). A questão da santificação do sábado e do sexto mandamento, tão levada a sério durante a guerra civil americana, onde a igreja fez sua primeira semana de oração porque um adventista não podia, segundo sua consciência, pegar em armas (O Grande Movimento Adventista, pág. 151. Casa Publicadora Brasileira), foram abandonados e transgredidos pela igreja durante a primeira guerra mundial e nas subsequentes guerras (Kramer, Hermut H. Os Adventistas da Reforma, pág. 26. Casa Publicadora Brasileira). E os princípios do vestuário, então... Dispensa comentários. Esta lista poderia se estender. Nas palavras de Moysés Nigri, a “igreja mudou”. Hoje, existe não a mesma igreja adventista do passado, mas “uma outra igreja.” (Nigri, Moisés. Meditações Matinais, Andando com Deus Todos os Dias pág. 271. Casa Publicadora Brasileira.) Este texto, portanto, dizendo que existem grupos que são “desassossegados, que desejam ver e crer constantemente alguma coisa nova”, pode melhor ser aplicado à igreja Adventista, e não ao Movimento de Reforma!

Talvez, a ênfase também de quem citou o texto, seja porque Ellen White está se referindo a um pequeno grupo. Como já dissemos, ela não pode estar negando a própria forma como a igreja surgiu: 11 pessoas, ou a história da igreja de Deus em diversos períodos. Com certeza, os antediluvianos mofaram de Noé por apenas ele é mais sete pessoas acreditarem em um dilúvio por vir (I Pedro 3:20) Talvez as demais nações também ridicularizaram o povo de Israel por ser a menor nação do mundo (Deuteronômio 7:7). Os judeus faziam o mesmo com Jesus e seu pequeno rebanho (Lucas 12:32).

"Como é", perguntavam, "que nossos príncipes e doutos escribas não crêem em Jesus? Não O receberiam estes homens pios se Ele fosse o Cristo?" Foi a influência desses ensinadores que levou a nação judaica a rejeitar seu Redentor." O Grande Conflito, pág. 596. Casa Publicadora Brasileira.

A igreja cristã apostada, também deve ter criticado os fiéis por nela ter ficado a maioria, e a minoria ter saído da igreja (O Grande Conflito, pág. 43. Casa Publicadora Brasileira).

O mesmo ocorreu quando muitos adventistas tiveram que abandonar suas igrejas no verão de 1844 (História da Redenção, pág. 364. Casa Publicadora Brasileira).

E, segundo as profecias, nestes últimos dias, a igreja de Deus nunca será um povo muito grande contando aí com seus milhões de membros. Textos inspirados sempre mostram a igreja sendo constituída de milhares de pessoas, nunca de milhões. Mesmo na conclusão da obra, daqueles que pregarão a verdade, lemos:

Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência.” O Grande Conflito, pág. 612.

E dos que serão convertidos à igreja, durante a Chuva Serôdia:

Milhares se converterão à verdade num dia, os quais na hora undécima verão e reconhecerão a verdade e as atuações do Espírito de Deus.” Eventos Finais, pág. 212. Casa Publicadora Brasileira.

Esta verdade está em perfeita harmonia com o selamento de 144.000 pessoas sob a pregação da última mensagem, e não de milhões de assinalados ou de salvos com a aceitação das três mensagens a ser pregada pela igreja verdadeira e a ser aceita durante a última obra em favor desde mundo!

O texto do livro O Grande Conflito página 596,  ao mencionar que o povo Judeu foi levado a rejeitar a Jesus devido a não tem em seu grupo pessoas de influência, ainda mostra as características do povo de Deus nos últimos dias, características, aliás, que não se enquadram com a igreja Adventista:

“O espírito que atuava naqueles sacerdotes e príncipes, é ainda manifesto por muitos que fazem alta profissão de piedade. Recusam-se a examinar o testemunho das Escrituras concernente às verdades especiais para este tempo. Apontam para o seu número, riqueza e popularidade, e olham com desdém os defensores da verdade, sendo estes poucos, pobres e impopulares, tendo uma fé que os separa do mundo.” O Grande Conflito, pág. 596. Casa Publicadora Brasileira.”

Este texto cai como uma luva tanto para a igreja Adventista, que tem, apontado para seu número, riqueza e popularidade, tanto para os Reformistas, quem têm sido olhados com desdém pela igreja Adventista, por serem poucos, pobres, impopulares, mas tendo uma fé que os separa do mundo.

Mas, alguém pode pensar: Não, este povo é o povo Adventista. Então responda sinceramente: A igreja Adventista é composta de poucos? Não, ela tem milhões de seguidores. Ela é impopular? Não, ela é uma igreja que grande parte das pessoas conhece e não fazem a ela oposição. Ela tem uma fé que a separa do mundo? Muito menos!

É importante lembrar que:

“Nunca se achou a verdade entre a maioria. Foi sempre encontrada entre a minoria.” Meditações Matinais de 2002, pág. 77. Casa Publicadora Brasileira.

A igreja Adventista tem nos acusado de sermos um povo que não cresce. Dizem que Deus está fazendo a igreja prosperar, e isto é sinal de que Deus está com ela.

Não somos contra o crescimento da igreja, desde que esta cresça dentro dos princípios do evangelho e da verdade, e de forma espiritual saudável. O problema da citada igreja é que, para crescer, ela abriu suas portas ao mundo. Repetiu o mesmo erro da igreja cristã, quando “A maioria dos cristãos finalmente consentiu em baixar a norma, formando-se uma união entre o cristianismo e o paganismo”. (O Grande Conflito, pág. 41. Casa Publicadora Brasileira). A igreja Adventista, assim como a igreja cristã, levou “idólatras a receber parte da fé cristã, enquanto rejeitavam outras verdades essenciais”. O Grande Conflito, pág. 40. Casa Publicadora Brasileira.

Moysés Nigri, ex-vice presidente da Associação geral da igreja Adventista, confirma que a igreja não estava realmente preparada para este crescimento. Ele escreveu:

“O crescimento rápido do movimento adventista de apenas 4.000 membros em 1865 para mais de seis milhões em 1990 é um evidencia de que a igreja não pode ser a mesma de ontem... O pior porem, é que a igreja não se preparou para esta explosão (aumento de membros). Eu sei por experiência que a igreja mudou porque eu mudei, meus filhos mudaram bastante e os meus netos mais ainda... Deles é um outro mundo, uma outra igreja”. Nigri, Moisés. Andando com Deus Todos os Dias pág. 271. Casa Publicadora Brasileira.

A igreja, que havia começado em 1844, vivendo e pregando a verdade, levou 21 anos para somar em seu meio quatro mil membros. Hoje, em sua atual situação de apostasia e união com o mundo, ela chega a batizar mais da metade desse número em apenas um dia. Não ignoramos que a igreja tem utilizado vários métodos para propagar a mensagem que ela pensa ser a verdade, mas esse crescimento se deve ao rebaixamento das normas e princípios da igreja. Mesmo entre os membros adventistas, quantos abandonariam a igreja, fosse a verdade aplicada na prática como deve ser? Mas a igreja parece estar mais preocupada com seus 2,3 bilhões de dólares que são arrecadados por ano (Revista Adventista, Janeiro de 2015) do que com a prática da verdade.

A igreja tem repetido de forma organizacional, o mesmo erro cometido pelas escolas adventistas no passado:

“Abaixar as normas a fim de conseguir popularidade e aumento de número e fazer depois desse acréscimo motivo de regozijo, mostra grande cegueira.”

E nos adverte a inspiração:

“Fossem algarismos prova de êxito, e Satanás poderia reclamar a preeminência; pois neste mundo seus seguidores são grandemente mais numerosos.” Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 421. Casa Publicadora Brasileira.

Jesus aconselhou:

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” Mateus 7:13-14.

A igreja Adventista diz ser a igreja que, comparada ao mundo, são os poucos que estão andando no caminho estreito. Mas as características daqueles que estão andando no caminho estreito, que são os poucos, não estão de acordo com o procedimento e os frutos que a igreja Adventista mostra. Falando sobre a profissão de fé dessa igreja e de seus membros, Ellen White escreveu:

“Vi, percorrendo a estrada larga, muitos que tinham sobre si escritas estas palavras: "Morto para o mundo. Próximo está o fim de todas as coisas. Estai vós também preparados." Pareciam precisamente iguais a todas aquelas pessoas frívolas que em redor se achavam, com a diferença única de uma sombra de tristeza que lhes notei no rosto. Sua conversa era perfeitamente igual à daqueles que, divertidos e inconscientes, se encontravam em redor; mas de quando em quando mostravam com grande satisfação as letras sobre suas vestes, convidando outros a tê-las sobre si. Estavam no caminho largo, e no entanto professavam pertencer ao número dos que viajavam no caminho estreito. Os que em redor deles estavam, diziam: "Não há distinção entre nós. Somos iguais; vestimos, falamos e procedemos semelhantemente." Vida e Ensinos, pág.  157. Casa Publicadora Brasileira.

Vívida descrição de uma igreja que se diz morta para o mundo, que diz que o fim está próximo, que diz pregar o evangelho e convidar outras pessoas para se prepararem para a breve volta de Jesus, que professa estar no caminho estreito quando na verdade está no caminho largo, pois não tem nenhuma diferença para com o mundo. São iguais aos que estão com ela no caminho largo. Ela se veste igual aos mundanos, fala e come semelhante aos mundanos!

“Vi a distinção entre esses caminhos, e também a diferença entre as multidões que neles viajavam. Os caminhos são opostos; um é largo e suave, o outro estreito e escabroso. Semelhantemente as duas multidões que os percorrem são opostas no caráter, na vida, no vestuário e na conversa.” Idem , pág. 156.

Ellen White viu a distinção entre o verdadeiro povo de Deus e o falso povo de Deus. Que Deus dê a você também esta visão e este discernimento!

O autor de “A Igreja da Profecia e o Movimento de 1914”, também menciona de forma especial a última parte do texto, onde Ellen White parece dizer que Deus iria operar ou realizar Sua obra por meio da igreja.

Mas adiante iremos esclarecer melhor este e outros textos semelhantes. Por agora, é necessário dizer que toda promessa de Deus está baseada em condições de obediência. E estas promessas ou profecias que não dependem somente de Deus, podem sofrer mudanças ou alterações, se o povo a quem estas promessas foram feitas, não cumprirem as condições. Vamos dar alguns exemplos e basear nossa afirmação com textos da Bíblia e do Espírito de Profecia. Vamos aos exemplos:

1º Deus, através do profeta Jonas, disse que Nínive seria destruída dentro de 40 dias (Jonas 3:4-10). Quando o povo se converteu, Deus mudou e se arrependeu da ameaça que fizera. E a profecia do profeta Jonas, não se cumpriu.

2º Deus também havia dito de Eli:

“Portanto, diz o Senhor Deus de Israel: Na verdade tinha falado eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desprezados.” I Samuel 2:30.

Percebeu que uma promessa ou profecia pode ser alterada segundo o procedimento daquele que a profecia se destinava?

“Todas as Suas promessas são feitas sob condição de fé e obediência, e uma falta de conformação com as Suas ordens elimina de nós a plena utilização dos abundantes recursos providos nas Escrituras.” Patriarcas e Profetas, pág. 621. Casa Publicadora Brasileira.

Sem dúvida que Deus tinha muitas promessas e muitos planos para com a igreja Adventista, mas a questão é se a igreja sempre iria se colocar em uma posição que pudesse ser usada por Deus.

Deus também possuía muitos planos e tinha também muitas promessas para com a igreja judaica. Nenhuma dessas promessas puderam ser cumpridas porque o povo se colocou em uma situação que, como organização, Deus não poderia cumprir neles Seus planos e profecias.

A Bíblia fala e profetiza, por exemplo, sobre a restauração do povo de Israel como nação independente de suas obras (Ezequiel 36: 24-28, 32-36). O Senhor também prometeu que, enquanto as ordenanças estabelecidas por Deus durarem, como o brilhar da lua e das estrelas, ou no bramir das ondas do mar, estes seriam sinais de que Deus jamais os abandonou como nação e organização (Jeremias 31:35-36).

Se a igreja Adventista crê que irá concluir a obra com base apenas em promessas, os judeus têm motivos bem maiores para crerem que eles são os que constituem a verdadeira igreja de Deus, e que Deus ainda está com eles como nação.

“Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao Senhor dos Exércitos, e a suplicar o favor do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.” Zacarias 8:23.

Mas as profecias e promessas de Deus, acabam se cumprindo com os fiéis. Pois “quando o povo judeu rejeitou a Cristo, o Príncipe da Vida, Ele tirou-lhes o reino de Deus e entregou-o aos gentios. Deus continuará lidando com cada ramo de Sua obra de acordo com esse princípio.

“Quando uma igreja demonstra ser infiel à Palavra do Senhor, seja qual for sua posição e por mais elevada e sagrada que seja sua vocação, o Senhor não pode mais cooperar com eles. Outras pessoas são então escolhidas para assumir importantes responsabilidades.” Eventos Finais, pág. 53. Casa Publicadora Brasileira.

Deus irá operar sim, por meio de Seu povo e concluirá a obra por meio de seu fiel remanescente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia – Movimento de Reforma, a verdadeira e original igreja Adventista do Sétimo Dia!

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Continua...