quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Pôr-do-sol, a Santificação do Sábado, e o Confinamento para Provas e Concursos.


Já postamos neste blog um artigo esclarecendo a maneira correta de santificarmos o sábado segundo a Palavra de Deus. Porém, sentimos a necessidade de esclarecer melhor a seguinte questão: Pode alguém santificar o sábado chegando atrasado para o pôr-do-sol mesmo que já tenha feito toda preparação no local onde trabalha ou estuda ou no local onde esteve envolvido em atividades seculares?

Assim como temos feito em outros artigos abordando outros assuntos, vamos avaliar também esta questão de acordo com a inspiração, ela é e sempre será nossa guia infalível. As opiniões das pessoas podem divergir, as pessoas podem estar equivocadas mesmo que julguem possuir total certeza da verdade. Por isso, nossa certeza deve imergir da Palavra inspirada, aceita-la em sua simplicidade, crer em suas declarações sem ideias preconcebidas, com a confiança e a simplicidade de uma criança.

Ao avaliarmos esta questão, queremos mencionar outra que está ligada também com a questão da santificação do Sábado e o pôr-do-sol: A questão do confinamento em provas principalmente do Enem. Então, vamos lá!

O Sábado foi e sempre será uma prova ou um sinal de nossa fidelidade a Deus. A inspiração diz:

“E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.” Ezequiel 20:12.

O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido.” - O Grande Conflito, pág. 605.

Muitos aspectos estão envolvidos na verdadeira santificação do sábado, alguns tão minuciosos e à nossa vista pequenos, que julgamos muitas vezes serem insignificantes. Devemos lembrar, porém, que “quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.” Lucas 16:10. Se acharmos insignificantes alguns aspectos da santificação do sábado, por pensarmos talvez serem pequenos detalhes, podemos estar nos preparando para considerarmos posteriormente assuntos relacionados a esta questão como sendo sem importância, mesmo que sejam assuntos ou aspectos de muita gravidade.

“O homem que comete fraudes em coisas pequenas, também as cometerá em coisas grandes se lhe sobrevier tentação.” - Meditações Matinais 1995, pág. 341.

Ou seja, transgredir apenas poucos minutos do sábado pode nos levar a transgressões maiores, utilizando mais tempo sagrado para nosso benefício pessoal.

Na Bíblia, encontramos uma das experiências mais significantes no tocante à santificação do sábado em relação com a atitudes que julgamos muitas vezes serem de nenhuma importância.

O Povo de Israel foi advertido que o Maná não seria enviado nas horas sagradas do sábado, por isso na sexta-feira, deveriam colhê-lo em dobro. A ordem divina através de Moisés foi clara:

“Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo.” Êxodo 16:25.

A inspiração, porém, relata:

“E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam.” Êxodo 16:27.

Talvez, à primeira vista, estes detalhes passam despercebidos, mas é importante atentarmos para o fato de que o maná não foi apanhado no sábado, mesmo porque dele não havia no campo. Mas o fato do povo apenas sair para colher o maná, caminhar com este objetivo, constituiu tal ação uma transgressão do sábado. Precisou ouvir a solene advertência e reprovação do Senhor:

“Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Vede, porquanto o Senhor vos deu o sábado, portanto ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.” Êxodo 16:28-29.

A transgressão do sábado não se dá apenas no ato ou ação de uma determinada intenção, mas no princípio que a motiva, mesmo que este ato não seja concretizado. Apesar do povo não ter colhido o maná, para Deus foi como se tivessem colhido, pois saíram com este objetivo. A caminhada empreendida com aquela intenção constituiu a transgressão.

Alguém que sai do trabalho depois do pôr-do-sol e empreende uma caminhada ou uma jornada até a casa onde mora, está realizando tal percurso durante as horas sagradas do sábado por quê? Para curar um doente? Para ir à igreja? Para visitar um órfão ou uma viúva? Não, ele estará realizando este percurso unicamente por causa de seu trabalho!

Qualquer pessoa pode se locomover dezenas de quilômetros para auxiliar alguém durante as horas do sábado, porém, se se locomover um único metro com fins materiais, lucrativo, estará em transgressão, por que o princípio que o motiva é o trabalho secular, mesmo que ele não esteja literalmente envolvido naquele exato momento em tal ação.

O mesmo critério se aplica à questão do confinamento para o Enem ou qualquer outra prova. O percurso que alguém faz até o local da prova durante as horas do sábado tem um único objetivo: Realizar a prova, nada mais. Este percurso é pecaminoso, pois o princípio que o motiva é uma questão puramente material e secular!

Alguns são criteriosos com a questão do Enem, mas não veem que a mesma questão se acha envolvida no assunto do trabalho, quando alguém faz sua preparação no local de trabalho e se dirige à  casa onde reside, depois do pôr-do-sol. Tanto um caso como o outro, muito similares, constitui transgressão do dia santo reservado somente ao Senhor. Um faz a preparação na sexta-feira e vai para determinada escola ou local durante as horas sagradas do sábado e, depois de passado o sábado, se envolve em atividades seculares, ou presta um concurso ou faz uma prova. O outro trabalha durante a semana e se envolve também com assuntos não relacionados com a santificação do dia de Deus, assim como o primeiro também faz a preparação, mas vai para casa nas horas sagradas do santo sábado. Não há nenhuma razão para crermos que são situações diferentes.

Se na questão está envolvido apenas um assunto secular, se o trajeto está sendo efetuado unicamente por ter assuntos matérias envolvidos, a ordem divina é:

“... cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.”

A inspiração também enfatiza:

“Devemos observar cuidadosamente os limites do sábado. Lembrai-vos de que cada minuto é tempo sagrado.” - Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 22.

O que entendemos por ter que observar cuidadosamente os limites do sábado? Seria alguém estar realizando um determinado percurso durante as horas do sábado porque o trabalho não o permitiu estar em casa antes das horas santas? Respeitar os limites do sábado seria alguém estar se dirigindo a uma escola para fazer um concurso ou uma prova em um tempo que não lhe pertence?

Em nossa mente deve estar bem claro o pensamento que cada minuto do sábado é tempo sagrado que deve ser utilizado apenas segundo a vontade de Deus. Onde encontramos na inspiração que por causa do trabalho ou de um concurso ou do Enem, alguém pode usar alguns minutos ou talvez dezenas ou centenas de minutos para seguir seus próprios caminhos ou fazer sua própria vontade (Isaías 58:13) durante um tempo que não lhe pertence?

Afinal, o que significa Jesus ser o Senhor também do Sábado (Marcos 2:27)? Não significa porventura que Ele é o dono desse dia, que Ele separou estas 24 horas exclusivamente para Ele? Sendo Ele o Senhor desse dia, não deveríamos realizar neste dia apenas o que Ele permite que façamos, (Mateus 12:12)? E perguntamos: Onde encontramos alguma passagem que nos permite usar algum tempo do sábado ou algumas horas, ou talvez um minuto, para correr atrás de nossos interesses particulares e materiais? Se esta permissividade não pode ser advogada com base na inspiração, precisamos, a despeito das mais claras considerações humanas, ficarmos com a inspiração. Esta é nossa única segurança!

“Obediência, eis o objetivo a alcançar; obediência implícita e cega,” (à palavra de Deus) “sem deter-se para indagar a razão ou a ciência do assunto.” - Meditações matinais 2002, pág. 126.

Portanto, se alguém chegar, depois do pôr-do-sol da sexta-feira, em casa, por causa do trabalho, este ato constituirá transgressão das horas sagradas do sábado. Deus deixou esta questão clara para que ninguém se confunda. No livro de Neemias 13:15-18, encontramos este assunto bem esclarecido. Lá lemos:

“Naqueles dias vi em Judá os que pisavam lagares ao sábado e traziam feixes que carregavam sobre os jumentos; como também vinho, uvas e figos, e toda a espécie de cargas, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles no dia em que vendiam mantimentos. Também habitavam em Jerusalém tírios que traziam peixe e toda a mercadoria, que vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém. E contendi com os nobres de Judá, e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado? Porventura não fizeram vossos pais assim, e não trouxe o nosso Deus todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? E vós ainda mais acrescentais o ardor de sua ira sobre Israel, profanando o sábado. Sucedeu, pois, que, dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado, ordenei que as portas fossem fechadas; e mandei que não as abrissem até passado o sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que nenhuma carga entrasse no dia de sábado.”

Em Judá estava o mandamento do Sábado sendo transgredido de várias formas. Pessoas pisando o lagar (local onde as uvas eram pisadas para se extrair seu suco) durante o sábado, animais trabalhando quando o mandamento diz: Nem seu animal (Êxodo 20:10). Havia também comércio livre, compra e venda, etc. O início do sábado, ao pôr-do-sol, também não era respeitado, pois havia livre acesso durante todo o tempo para os negociantes. Tudo isto constituía transgressão da ordem expressa de Deus sobre o quarto mandamento.

O que fez Neemias? Ele ordenou que antes do Sábado, quando o mesmo ainda não havia ainda chegado, as portas foram fechadas e somente foram abertas depois que o sábado terminou.

A Bíblia usa a expressão: “dando já sombra nas portas de Jerusalém antes do sábado”. Que sombras eram estas que se projetavam nas portas de Jerusalém? Eram as sobras das montanhas que estão em volta de Jerusalém.

“Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.” Salmos 125:2.

Quando o sol começava a declinar por detrás daquelas montanhas, a sombra desses montes era então projetada nas portas de Jerusalém, mostrando assim que o sábado estava quase chegando. Neste momento, em Jerusalém, cessava toda a atividade secular. Isto deve nos mostrar que nossas atividades devem cessar um pouco antes do sábado e não propriamente no momento em que nós o iniciamos.


Oque ocorreria se alguém chegasse a Jerusalém depois de suas portas estarem já fechadas? Não poderia entrar, ele deveria passar a noite fora de Jerusalém. E se esta pessoa chegasse depois do pôr-do-sol por causa de um negócio que não conseguiu concluir para que pudesse estar ali na hora certa?

“Então os negociantes e os vendedores de toda a mercadoria passaram a noite fora de Jerusalém, uma ou duas vezes.” Neemias 13:20.

Mas a atitude desses negociantes ainda não estava correta. Ficar ali para logo depois do pôr-do-sol do sábado realizar seus negócios e afazeres, também não estava certo. Por isso Neemias relatou:

“Protestei, pois, contra eles, e lhes disse: Por que passais a noite defronte do muro? Se outra vez o fizerdes, hei de lançar mão de vós. Daquele tempo em diante não vieram no sábado.” Neemias 13:21.

Nos versículos encontrados no capítulo 13 do livro de Neemias mencionando a questão da santificação do sábado, temos duas lições claras e profundas para nos ajudar e ensinar nos dois assuntos aqui propostos:

1ª Se os que acham que podem chegar depois do pôr-do-sol em casa por estarem envolvidos em assuntos trabalhistas, vivessem nos dias de Neemias, e chegassem em Jerusalém depois que já havia começado o dia santo, passariam o sábado fora de Jerusalém.

2ª Aqueles que ficaram fora de Jerusalém esperando para que depois do sábado pudessem realizar suas atividades, também não estavam procedendo corretamente. Isto lança luz sobre a questão do sistema de confinamento para se prestar provas e concursos. Ficar confinado em um local, com o objetivo de, ao terminar o sábado, correr atrás de suas atividades seculares, é reprovável pela Palavra de Deus, é transgressão do mandamento, e jamais deve tal ato ser sancionado por uma igreja ou por qualquer pessoa que conheça a verdade!

A questão do confinamento não serve para um fiel observador do santo Sábado. Sua mente durante as horas do sábado deve estar voltada apenas para as coisas espirituais. Sem contar a questão do trajeto durante as horas sagradas do sábado realizado exclusivamente por causa da prova, existe a questão espiritual, onde a mente deveria estar voltada apenas para os assuntos por Deus propostos para este dia sagrado. Seria possível manter a mente ligada apenas e somente em coisas espirituais estando confinado em um local para a realização de uma prova importante esperada e aguardada com ansiedade?

“Deus requer, não somente que nos abstenhamos do trabalho físico no sábado, mas que a mente seja disciplinada de modo a pensar em temas santos.” – Orientação da Criança, pág. 529.

“Antes de começar o sábado, tanto a mente como o físico devem desembaraçar-se de todos os negócios seculares. Deus colocou o sábado ao final dos seis dias de trabalho, para que o homem aí se detenha e considere o que lucrou, durante a semana finda, em preparativos para aquele reino de pureza a que nenhum transgressor será admitido. Devemos cada sábado fazer um balanço para verificar se a semana finda nos trouxe lucro ou prejuízo espiritual.” - Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 22.

Este é um texto que fica difícil de ser obedecido tanto para aqueles que não podem fazer o pôr-do-sol em casa, pois não sobra tempo para nenhuma reflexão antes do sábado, quanto para aqueles que acham que podem realizar alguma prova pelo sistema de confinamento. Na mente não passará nenhuma preocupação com uma prova ou com o Enem durante as horas santas do sábado, se tão somente nós sabermos que neste sistema de confinamento, não o podemos realizar.

Mencionando ainda a questão de estar em casa antes do pôr-do-sol, a inspiração ainda diz:

Antes do pôr-do-sol, todos os membros da família devem reunir-se para estudar a Palavra de Deus, cantar e orar. A este respeito estamos necessitados de uma reforma, porque muitos há que se estão tornando remissos. Temos que confessar as faltas a Deus e uns aos outros. Devemos tomar disposições especiais para que cada membro da família possa estar preparado para honrar o dia que Deus abençoou e santificou.” - Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 23.

Quando todos os membros da família devem estar reunidos? Antes, e não depois do pôr-do-sol. Chegar em casa apenas depois do sábado já começado é ir contra a inspiração e a Palavra de Deus!

Algumas pessoas questionam o fato de que, para alguém que mora em cidades grandes, estes princípios são difíceis de serem seguidos. Parece que o fato de morarem em grandes cidades é usado como desculpa para a transgressão da lei de Deus e muitos se justificam com este pensamento. Pensam que Deus os desculpará por isso. Porém, se o local onde eu moro, o serviço onde trabalho, ou seja lá o que for, está me atrapalhando de cumprir com a vontade de Deus, devemos pensar se compensa mesmo ganhar o mundo inteiro e perder a alma (Mateus 16:26).

Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna. Diz Deus: ‘Aos que Me honram, honrarei.’ I Sam. 2:30.” - Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 23.

Nunca esteve nos planos de Deus que Seu povo vivesse em grandes cidades. Os males de se viver em tais localidades são inúmeros. Mas se morar nas cidades ainda nos leva à transgressão da santa lei de Deus, então devemos tomar medidas para que não coloquemos nossa salvação e a salvação de nossa família em perigo.

Quando Deus, através da inspiração, nos aconselhou para que deixemos as grandes cidades, estava querendo evitar exatamente este e outros problemas.

O fato de virarmos as costas às orientações de Deus, morando em cidades grandes, acarretando assim a transgressão à Sua lei, ao contrário de servir de desculpa por moramos em tais cidades, servirá de condenação. Nossa desobediência às orientações Divinas acaba por acarretar outras transgressões. Por muitos ainda estarem vivendo em grande cidades, à despeito de saberem que ali não deveriam mais estar, prepara-os para a transgressão dos mandamentos de Deus no que diz respeito, por exemplo, a estarem em casa antes do pôr-do-sol.

“Um momento de descuido pode imergir uma alma em irreparável ruína. Um pecado leva ao segundo, e o segundo prepara o caminho para o terceiro, e assim por diante. Cumpre-nos, como fiéis mensageiros de Deus, rogar-Lhe constantemente que nos guarde por Seu poder. Se nos desviamos um centímetro que seja do dever, estamos em risco de seguir avante na senda do pecado que terminará em perdição. Há esperança para cada um de nós, mas unicamente de um modo, e este é ligar-nos a Cristo, e exercer toda energia para atingir à perfeição de Seu caráter.” – testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 212.

A Palavra de Deus nos aconselha:

“Saí das cidades o mais depressa possível.” - Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 356.

“Para fora das cidades, é minha mensagem neste tempo.” - Eventos Finais, pág. 95.

Não esqueçamos que a primeira cidade foi fundada por um homem completamente alienado de Deus (Gên. 4:17).

Outro ponto que precisamos esclarecer é o argumento de que, se errarmos, é melhor que erremos pelo lado da misericórdia.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que compreendo as diversas circunstâncias envolvidas nesta verdade e creio que este princípio deve ser seguido (Mateus 12:7). Devemos, porém, lembrar que este grau de misericórdia deve ser colocado por Deus e não segundo os pensamentos humanos (Isaias 55:8-9; Romanos 9:20; etc.). O ser humano está sempre sujeito em trocar valores e chamar o mal bem e ao bem mal (Isaias 5:20). A verdadeira misericórdia jamais dá ao pecador autorização para a transgressão da lei de Deus. Ao contrário disto, a misericórdia leva o pecador a um senso de necessária mudança instigada pelo amor e pela misericórdia a ele demonstrada na cruz.

Já conversei com dezenas de pessoas que me afirmaram acreditarem de coração que o fato de trabalharem durante o sábado não acarretará sobre elas os juízos de Deus, pois Deus é misericordioso, Deus quer que sustentem suas famílias e que não as deixem passar necessidades. Por isso, muitas vezes nosso senso de misericórdia pode estar ofuscado e totalmente desvirtuado se o compararmos com as Escrituras.

Em 1914, quando a igreja Adventista se postou contra a lei de Deus na transgressão inclusive do 4º mandamento, um dos argumentos usados, para defender os transgressores posteriormente, foi:

“Nossos irmãos mantiveram o espírito da liberdade, o espírito do amor, da tolerância e da misericórdia.” A. G. Daniells, presidente adventista - Protocolo, pág. 63.

Portanto, devemos cuidar para que a licença para o pecado não tome ares ou aparência de misericórdia. E como devemos saber quando é misericórdia ou quando é transgressão disfarçada de misericórdia? Como disse, nossa segurança é a palavra de Deus. Ela é nossa guia infalível.

“Lembra-te de que tens um Céu a ganhar, e um caminho aberto para a perdição, a evitar. Quando Deus diz uma coisa, quer dizer isso mesmo. Quando proibiu aos nossos primeiros pais comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, sua desobediência abriu a todo o mundo as comportas da desgraça. Se andarmos contrariamente a Deus, Ele andará contrariamente a nós. Nosso único procedimento seguro é prestar obediência a todas as Suas ordens, sejam quais forem as custas. Todas as Suas exigências se fundam em infinito amor e sabedoria.” - Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 119-122.

Quando Deus diz que os limites do sábado devem ser respeitados, que ninguém deve sair de seu lugar por motivos não compatíveis com a santificação do quarto mandamento, é exatamente isto que Ele quer dizer. Ninguém precisa tentar fazer emendas na lei de Deus!

Desejamos findar este artigo dizendo que o sábado somente será uma benção se ele for obedecido em conexão com Jesus Cristo. A Bíblia diz que o sábado é um sinal entre Deus e os filhos de Israel. O sábado nunca foi sinal entre Deus e um povo que não o Seu povo. Precisamos ser israelitas se queremos ter os benefícios desse dia sagrado. E o que precisamos fazer para sermos israelitas? Eis a resposta:

“E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.” Gálatas 3:29.

Os descendentes de Abraão são israelitas, e se somos de Cristo, somos também israelitas, e a nós pertencem todas as bênçãos do concerto Abraâmico, incluindo as bênçãos do sagrado e santo Sábado como um sinal entre Deus e os descendentes de Abraão. Mas isto só será possível se pertencermos a Cristo, se formos integralmente e totalmente dEle.

“E o Senhor diz: "Se desviares o teu pé de profanar o sábado, e de cuidar dos teus próprios interesses no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor, digno de honra, ... então te deleitarás no Senhor." Isa. 58:13 e 14. A todos quantos recebem o sábado como sinal do poder criador e redentor de Cristo, ele será um deleite. Vendo nele Cristo, nEle se deleitam. O sábado lhes aponta as obras da criação, como testemunho de Seu grande poder em redimir. Ao passo que evoca a perdida paz edênica, fala da paz restaurada por meio do Salvador. E tudo na natureza Lhe repete o convite: ‘Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.’ Mat. 11:28.” - O Desejado de Todas as Nações, pág. 289.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que Passará no Juízo Investigativo, o Caráter de Cristo ou o Meu caráter?




A mensagem que diz que será o caráter de Cristo e não o nosso caráter que passará no juízo investigativo, por algum tempo poderá fazer com que alguns durmam em um berço de tranquilidade, mas no futuro, estas pessoas verão o grande erro que cometeram “quando será tarde demais para se suprirem as necessidades do espírito (caráter)”. Parábolas de Jesus, pág. 412.

O apóstolo Pedro é bem enfático ao dizer que no juízo nós seremos julgados primeiro em comparação com os ímpios cujo julgamento ocorre depois. Será que o apóstolo Pedro estava querendo dizer que neste julgamento será aferido o caráter de Cristo, ao mencionar o juízo a começar por nós?

I Pedro 4:17: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?”

É muito comum a errônea interpretação do seguinte texto:

João 5:24: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em juízo, mas passou da morte para a vida.”

No grego, a palavra traduzida por juízo, (Krisin) pode, segundo o léxico do Novo Testamento grego, ser corretamente traduzida por: condenação, punição. Ou seja, aquele que crê em Jesus, não será condenado. Isso significa que será julgado, porém, não condenado, ou que não sofrerá punição. “Não entrará em (Krisin) condenação ou punição” Alguns textos com esta mesma palavra, sugerem exatamente esta tradução e interpretação:
João 5:29: “... e os que tiveram praticado o mal, para a ressurreição do juízo (Krisin, condenação punição)”.

Hebreus 10:27: “Mas uma certa expectação horrível de juízo (krisin, condenação, punição) e ardor de fogo que, há de devorar os adversários”.

Apocalipse 18:10: “... Ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade, pois numa hora veio o seu juízo (Krisin, condenação, punição)”.

Falando novamente sobre que caráter passará em juízo, Paulo escreveu:

Romanos 14:10,12: “Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo”.

Quem são estes “todos” que hão de comparecer ante o tribunal de Cristo? Levaria Deus o caráter de Cristo em julgamento perante o tribunal de Seu Filho?

Mateus 22:10-11: “E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram tantos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com vestidos de núpcias”.

“O exame dos comensais pelo rei representa uma cena de julgamento. Os convivas à ceia do evangelho são os que professam servir a Deus, cujos nomes estão escritos no livro da vida. Luc 10:20; Fil.4:3;  Ap. 13:8; 20:12; etc. Nem todos, porém, que professam ser cristãos, são discípulos verdadeiros. Antes que seja dada a recompensa final,  precisa ser decidido quem está apto para participar da herança dos justos. Enquanto os homens ainda estão sobre a Terra, é que a obra do juízo investigativo se efetua nas cortes celestes. A vida de todos os seus professos seguidores é passada em revista perante Deus; todos são examinados de acordo com os relatórios nos livros do Céu. Dan. 7:10; Mal.3:16; Ne. 13:14; Sl. 56: 5,6; Jer. 2:22; etc, e o destino de cada um é fixado para sempre de acordo com seus atos”. – Parábolas de Jesus, pág. 310.

A vida de quem será passada perante Deus? É a vida de Cristo ou a de Seus seguidores na Terra? E o destino de cada um será fixado de acordo com os atos de Jesus ou de acordo com os nossos atos?

Ainda lemos:

Tiago 2:12:  “Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.”

Quem será julgado, segundo este texto? São os que devem ter cuidado no falar e no proceder, estes serão julgados pela lei. A verdade flui do texto em sua simplicidade e força, ninguém precisa compreender esta questão de forma equivocada!!

Diz a inspiração:

“A obra de cada homem passa em revista perante Deus, e é registrada pela sua fidelidade ou infidelidade.” - O Grande Conflito, pág. 482.

A obra de quem passará no juízo? Serão as obras e o caráter e Cristo ou a obra de cada um dos homens? A obra de quem será registrada por fidelidade ou infidelidade, seria a obra de Cristo?

O que decidirá nosso destino, será o caráter de Cristo ou o nosso?

“Por isso Cristo ergueu o véu do futuro e ordenou a todos que notassem que o caráter e não a posição é que decide o destino do homem.” - Parábolas de Jesus, pág. 123.

Sabemos que o juízo se processa com base nos livros de registros celestiais (Daniel 7:9-10; Apocalipse 20:12; etc). Nestes livros está retratado o caráter de cada um.

“Assim como os traços da fisionomia são reproduzidos com precisão infalível sobre a polida chapa fotográfica, assim o caráter é fielmente delineado nos livros do Céu.” – O Grande Conflito, pág. 487.

Então, ao realizar o juízo com base nos registros destes livros, o que passará no juízo, o caráter de Cristo ou o meu caráter?

A inspiração não deixa dúvidas para aquele que deseja compreender e crer:

“A lei de Deus é a norma pela qual o caráter e vida dos homens serão aferidos no juízo.” - O Grande Conflito, pág. 482.

“Assim foi apresentado à visão do profeta o grande e solene dia em que o caráter e vida dos homens passariam em revista perante o Juiz de toda a Terra, e cada homem seria recompensado ‘segundo as suas obras’” - O Grande Conflito, pág. 479.

“Esta obra de exame do caráter, para determinar quem está preparado para o reino de Deus, é a do juízo de investigação, obra final do santuário do Céu.” - O Grande Conflito, pág. 428.

Pela Graça ou pelas Obras?

Então talvez agora você esteja se perguntando: Então seremos salvos pelas obras e não pela graça? Vamos compreender esta questão!!

A Bíblia é clara:

Romanos 3:28: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.”

Tiago 2:24: “Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.

Como podemos então harmonizar estas passagens da inspiração? Vejamos:

 “Todos os que verdadeiramente se tenham arrependido do pecado e que pela fé hajam reclamado o sangue de Cristo, como seu sacrifício expiatório, tiveram o perdão acrescentado ao seu nome, nos livros do Céu; tornando-se eles participantes da justiça de Cristo, e verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a lei de Deus, seus pecados serão riscados e eles próprios havidos por dignos da vida eterna.” - O Grande Conflito, pág. 483.

No juízo é assegurado a graça do sangue de Cristo para cobrir não pecados que não foram confessados nem abandonados ou vencidos, mas apenas para aqueles que verdadeiramente se arrependeram e abandonaram o pecado, somente aos que tornaram-se participantes  da justiça de Cristo. Se aceitaram a justiça de Cristo, se dela tornaram-se participantes, verifica-se também se o caráter desses está em harmonia com a lei de Deus!! Se os pecados foram confessados e abandonados, aí sim a justiça de Jesus é colocada em lugar da fraqueza e falha humana. Sua justiça então cobrirá todo pecado confessado e abandonado. No juízo, ninguém subsistirá sem ter vencido o menor pecado que seja! 

“A menos, porém, que o agente humano ponha sua vontade em harmonia com a de Deus, a menos que ele abandone todo ídolo e vença toda má prática, não vencerá no conflito, mas será afinal vencido. Os que quiserem ser vitoriosos, precisam empenhar-se na luta com as forças invisíveis; a corrupção interior precisa ser vencida, e todo pensamento submetido a Cristo.” - Conselhos aos Pais Professores e estudantes, pág. 238.

“O mero assentimento à verdade nunca salvará alguém da morte. Temos de ser santificados pela verdade: cada defeito de caráter tem de ser vencido, ou ele nos vencerá e se tornará um poder dominante para o mal.” - Meditações Matinais 1956, pág. 160.

Ou realizamos esta obra ou estaremos perdidos!!

Satanás leva muitos a crer que Deus não toma em consideração sua infidelidade nas pequenas coisas da vida; mas o Senhor mostra, em seu trato com Jacó, que de maneira nenhuma sancionará ou tolerará o mal. Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás”. - O Grande Conflito pg. 620.

Devemos nos lembrar que Satanás foi expulso do Céu por não vencer o pecado. Se alguém fosse introduzido no Céu nas mesmas circunstâncias, Satanás diria: “Aceitas a este, então terás que aceitar a mim também.” No entanto, Deus tem mostrado, em seu trato com o pecado, que ao culpado Ele não tem por inocente (Êxodo 34:7).

Mencionando a transformação que está ocorrendo naqueles que estão se preparando para a trasladação em relação ao acusador de nossos irmãos, lemos este maravilhoso texto:

“O Senhor Jesus está provando os corações humanos, por meio da concessão de Sua misericórdia e graça abundantes. Está efetuando transformações tão admiráveis que Satanás, ... fica a olhá-las como a uma fortaleza, inexpugnável aos seus enganos. São para ele um mistério incompreensível. Os anjos de Deus... vêem, com admiração e alegria, que homens decaídos, que eram filhos da ira, estejam por meio do ensino de Cristo formando caráter segundo a semelhança divina, para serem filhos e filhas de Deus, e desempenharem um papel importante nas ocupações e prazeres do Céu.” - Meditações Matinais 1995, pág. 188.

O que Satanás não consegue compreender é, como seres humanos vendidos sob o pecado (Rom. 7:14), com uma natureza deplorável (Is. 1:5,6), podem ser transformados de glória em glória (II Cor. 3:18) até a estatura completa em Cristo Jesus (Ef. 4:13)!! O que Satanás não consegue compreender, é justamente o que alguns ainda conseguem negar, que pelo poder de Deus (Ef. 6:10; Fil. 4:13), pela comunhão com o Céu, pela união vital com Cristo (Jo. 15:1-5) podemos vencer o pecado em todas as suas formas!

Esta obra deve ser realizada antes da chuva serôdia, pois como está registrado em Primeiros escritos página 71, quando o Espírito Santo for derramado, todos os defeitos de caráter devem ter sido já vencidos. Durante a angústia de Jacó, também nenhum pecado será mais encontrado no povo de Deus. Se eles pecassem, seriam derrotados e estariam perdidos, pois não haverá nenhum intercessor no santuário para fazer expiação por seus pecados (O Grande Conflito, pág. 614). Esta obra deve ser, portanto, realizada antes da segunda vinda de Jesus, pois Sua vinda deve nos encontrar santos e irrepreensíveis no corpo, alma e espírito (I Tes. 5:23). A única transformação que a vinda de Jesus operará é a transformação de um corpo mortal para um imortal (I Cor. 15:53-54). Nenhuma mudança será realizada no caráter por ocasião de Sua segunda vinda:

“A vinda de Cristo não nos muda o caráter; fixa-o apenas para sempre, além da possibilidade de qualquer mudança.” - Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 167.

Falando ainda sobre a relação da graça e das obras no juízo, a inspiração ainda diz:

“O Intercessor divino apresenta a petição para que sejam perdoadas as transgressões de todos os que venceram pela fé em Seu sangue, a fim de que sejam restabelecidos em seu lar edênico, e coroados com Ele como co-herdeiros do ‘primeiro domínio’ Miq. 4:8.”... Pede, para Seu povo, não somente perdão e justificação, amplos e completos, mas participação em Sua glória e assento sobre o Seu trono... Jesus não lhes justifica os pecados, mas apresenta o seu arrependimento e fé, e, reclamando o perdão para eles, ergue as mãos feridas perante o Pai e os santos anjos, dizendo: ‘Conheço-os pelo nome. Gravei-os na palma de Minhas mãos.’” - O Grande Conflito, pág. 483.

“O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo.” -Caminho a Cristo, pág. 23.

“A confissão não será aceitável a Deus sem o sincero arrependimento e reforma. E preciso que haja decisivas mudanças na vida; tudo que seja ofensivo a Deus tem de ser renunciado. Este será o resultado da genuína tristeza pelo pecado.” - Caminho a Cristo, pág. 39.

“Não há evidência de genuíno arrependimento, a menos que se opere a reforma. Restituindo o penhor, devolvendo aquilo que roubara, confessando os pecados e amando a Deus e ao próximo, pode o pecador estar certo de que passou da morte para a vida.” - Caminho a Cristo, pág. 59.

“Pecados de que não houve arrependimento e que não foram abandonados, não serão perdoados nem apagados dos livros de registro, mas ali permanecerão para testificar contra o pecador no dia de Deus.” - O Grande Conflito, pág. 486.

Fala-se muito sobre vencer em nossa esfera, ser santo em nossa esfera como Deus o é na Sua. Mas ser santo em nossa esfera não significa condescendência com o menor pecado que seja. A inspiração diz:

“Vi também que muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem à vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus. Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, esperando que o tempo do "refrigério" e da "chuva serôdia" os habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a necessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo. Os que recusam ser talhados pelos profetas, e deixam de purificar o espírito na obediência da verdade toda, e se dispõe a crer que seu estado é muito melhor do que realmente é, chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e verão que necessitam ser esculpidos e preparados para a edificação. Não haverá, porém, tempo para o fazer, e nem Mediador para pleitear sua causa perante o Pai. Antes desse tempo sairá a declaração terrivelmente solene de que: "Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda." Apoc. 22:11. Vi que ninguém poderia participar do "refrigério" a menos que obtivesse a vitória sobre toda tentação, orgulho, egoísmo, amor ao mundo, e sobre toda má palavra e ação. Deveríamos, portanto, estar-nos aproximando mais e mais do Senhor, e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar em pé na batalha do dia do Senhor. Lembrem todos que Deus é santo, e que unicamente entes santos poderão morar em Sua presença.” – Primeiros Escritos, pág. 71.

Esta passagem não parece mostrar que poderemos passar pelas provas finais se nosso caráter tiver algum defeito!!

“Cultivai em vosso caráter tudo que esteja em harmonia com o caráter de Cristo. Buscai as coisas verdadeiras, honestas, justas, puras, amáveis e de boa fama; afastai, porém, tudo que seja diferente de nosso Redentor. Não há maneira em que possais ser salvos em pecado. Toda pessoa que alcance a vida eterna tem de ser semelhante a Cristo, ‘santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores". Heb. 7:26.’” – Meditações Matinais 1968, pág.  160.

A graça, além de salvar, também nos dá poder para vencer (Mat. 1:21)!! Uma graça que não nos liberta do poder do pecado, não é graça, é graxa, cujo propósito é muitas vezes esconder sujeira que não será tolerada por Deus no juízo!!

“A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação dos princípios do Céu.” – O Desejados de Todas as Nações, pág. 556.

A honra de Deus e de Cristo se acha em jogo na obra do aperfeiçoamento do caráter de Seus filhos. E isto não é realizado por uma obra vicária, não por representação, mas por prática pessoal daquele que crê na graça como um poder para transformar!!

“A própria imagem de Deus tem de ser reproduzida na humanidade. A honra de Deus, a honra de Cristo, acha-se envolvida no aperfeiçoamento do caráter de Seu povo. – O Desejado de Todas as Nações, pág. 671.

Que Obra Deve Ser Realizada?

“Os que desejam participar dos benefícios da mediação do Salvador, não devem permitir que coisa alguma interfira com seu dever de aperfeiçoar a santidade no temor de Deus.” - O Grande Conflito, pág. 488.

Precisamos, como nunca estudar a Bíblia e o Espírito de Profecia. O erro será muito similar à verdade, quase não se notará a diferença. Por isso, “apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo.” - O Grande Conflito, pág. 624.

Outra passagem é também muito impressiva:

 “Há os que se alegram em tranqüilizar-vos para dormirdes em vossa segurança carnal; eu, porém, tenho uma tarefa diferente. Minha mensagem é para vos alarmar, para vos ordenar a reformar vossa vida e cessar vossa rebelião contra o Deus do Universo. Tomai a Palavra de Deus, e vede se estais em harmonia com ela. É vosso caráter de tal maneira que suportará o juízo investigativo do Céu? Lembrai-vos, Jesus diz: ‘Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus.’ Mat. 7:21.” – Meditações Matinais 1959, pág. 293.

“Nosso primeiro trabalho é com o nosso próprio coração. Os verdadeiros princípios de reforma devem ser postos em prática. O coração deve ser convertido e santificado, do contrário não temos ligação com Cristo. Enquanto nosso coração estiver dividido, nunca, nunca estaremos preparados para a utilidade nesta vida ou para a vida futura. Como seres inteligentes, precisamos assentar-nos e pensar se realmente estamos buscando em primeiro lugar o reino de Deus e Sua justiça. A melhor coisa que podemos fazer é pensar séria e sinceramente se desejamos fazer o esforço necessário para obter a esperança cristã e alcançar o Céu do cristão. Se mediante a graça de Cristo decidirmos que sim, a próxima pergunta é: Que preciso eliminar de minha vida para que eu não tropece?” - Meditações Matinais 1980, pág.
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Que o Senhor em Sua graça nos desperte para nossa obra de preparo!!

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