quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A Apostasia Alfa e Ômega



Algumas pessoas tem interrogado sobre o que seria a apostasia ômega profetizada por Ellen White. A profetiza deixou claro que as doutrinas propagadas pelo doutor John Harvey Kellogg que eram contra as doutrinas que envolviam a verdade sobre a natureza de Deus consistiam a apostasia alfa. Sobre a apostasia ômega, ela escreveu:

"No livro Living Temple acha-se apresentado o alfa de heresias letais. Seguir-se-á o ômega, e será recebido por aqueles que não estiverem dispostos a atender à advertência dada por Deus." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 200.

"Living Temple encerra o alfa dessas teorias. Eu sabia que o ômega seguiria dentro de pouco tempo; e tremi pelo nosso povo." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 200.

O que sabemos é que ao falar da apostasia ômega, a inspiração menciona uma apostasia mais letal e bem próxima. Já que o ômega da apostasia deveria ocorrer pouco tempo depois da apostasia alfa, segundo o que ela mesma escreveu, precisamos encontrar na história este momento tão temido pela profetiza. Apesar dela não mencionar o que realmente seria esta apostasia, a história mostra apenas uma apostasia que foi mais assustadora do que a apostasia alfa. Note este texto:

"Não vos enganeis; muitos se afastarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Temos agora perante nós o alfa desse perigo. O ômega será de natureza mais assustadora." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 197.

É importante destacar que a inspiração não diz que a apostasia ômega atacaria o mesmo assunto abordado por Kellogg, que foi a questão da Divindade. Mas fala apenas de uma apostasia mais assustadora, onde literalmente se seguiria doutrinas de demônios. Veja uma doutrina que o demônio pregou e prega:

"Deixando (Satanás) seu lugar na presença imediata de Deus, saiu a difundir o espírito de descontentamento entre os anjos. Operando em misterioso segredo, e escondendo durante algum tempo o seu intuito real sob o disfarce de reverência a Deus, esforçou-se por suscitar o desgosto em relação às leis que governavam os seres celestiais, insinuando que elas impunham uma restrição desnecessária. Visto serem de natureza santa, insistia em que os anjos obedecessem aos ditames de sua própria vontade." O Grande Conflito, pág. 495.

Perceba que esta doutrina demoníaca ensinava que os anjos deviam obedecer sua própria consciência. Satanás trouxe esta doutrina para a Terra:

"O mesmo espírito que produziu a rebelião no Céu, ainda inspira a rebelião na Terra. Satanás tem continuado, com os homens, o mesmo estratagema que adotou em relação aos anjos. Seu espírito ora reina nos filhos da desobediência. Semelhantes a ele, procuram romper com as restrições da lei de Deus, prometendo liberdade aos homens por meio da transgressão dos preceitos da mesma." Idem, pág. 500.

Qual doutrina demoníaca poderia ser então o ômega que afetaria toda a igreja Adventista logo após a apostasia alfa? Exato, a ideia de que as pessoas da igreja poderiam obedecer à sua própria consciência. E quando isto ocorreu, quando que a igreja deu ouvidos à esta doutrina de demônios rompendo com as restrições da lei de Deus e insistindo para que seus membros obedecessem aos ditames de sua própria consciência, dando eco às doutrinas de demônios tendo assim as características da apostasia ômega? Vejamos qual posição a igreja Adventista assumiu de forma oficial e mundial em determinado momento da história, pouco tempo depois da apostasia alfa, como fora profetizado:

‘Esta posição também concorda com a comissão executiva da Associação Geral, que declarou em sua sessão de novembro de 1915, ao ser interrogada pelos irmãos dirigentes desse país, seu ponto de vista nesse sentido: que deixava ampla liberdade aos diferentes países da Terra de adaptar-se no futuro, como até agora, às respectivas determinações legais nesta questão civil’”. Protocolo da Discussão com o Movimento Opositor, pág. 21, 22.

“Embora não tenhamos limites definidos e normas precisas com referência à posição a respeito do governo, deve deixar-se a cada um agir segundo o ditame de sua própria consciência. Os irmãos da América do Norte representam o mesmo ponto de vista, moderado e tolerante, tal como o aceitaram nossos irmãos da Europa. Temos seguido o mesmo proceder de nossos irmãos da Inglaterra, da França e de outros países”. Protocolo da Discussão com o Movimento Opositor, pág. 64.

“Concedemos a cada um de nossos membros da igreja a liberdade para servir seu país, em todos os tempos e em todos os lugares, de acordo com os ditames de sua consciência convicção pessoal” Revista Adventista, Abril de 1959.

“O líder adventista então declarou que, a determinação final quanto ao que era certo e ao que era errado, deveria ser deixada com a consciência individual do membro”. Kramer, Hermut H. Os Adventistas da Reforma, pág. 37.

Esta posição de dar liberdade de consciência aos membros da igreja para participarem de derramamento de sangue, onde pessoas seriam mortas, muitas vezes, irmãos de fé matando um ao outro, transgredindo também o santo sábado, permanecendo, contudo, como membros da igreja, sem dúvida era uma apostasia mais assustadora do que a apostasia alfa.

Algumas pessoas dizem que a igreja, ao assumir a posição de adotar esta doutrina de demônios a nível mundial, assumida em 1914, foi tomada apenas no passado, e que a igreja mudou esta atitude. Mas estas doutrinas de demônios têm sido propagas pela igreja desde aquele tempo até os dias de hoje. Veja o que o atual presidente mundial da igreja Adventista, Ted N. C. Wilson, escreveu recentemente:

“Assim, enquanto a posição oficial da igreja seja não combatente – por questão de consciência, objeção ao porte de armas – a decisão de prestar ou não o serviço militar e portar armas é deixado a critério da consciência de cada indivíduo.” Adventist World, Agosto de 2014, pág. 9.

Ou seja, ao dizer que a posição da igreja é de não combatente se torna apenas em uma tentativa muito fajuta de se tentar tapar o sol com a peneira e esconder que, em realidade e na prática, a igreja Adventista é sim combatente, pois permite seus membros portarem armas, matar pessoas, transgredirem o sábado e permanecerem usufruindo todos os privilégios de membros! Em realidade, a posição da igreja é a mesma da maioria das igrejas “cristãs” nos dias atuais, pois praticamente nenhuma igreja incentiva seus membros a derramarem sangue e participar de atos de guerra ou a quebrar a lei de Deus, porém não têm elas nenhuma medida disciplinar para com aqueles que se portam contrários a estes conceitos.

Que apostasia seria o ômega se não uma que leva praticamente uma igreja toda de forma oficial a pregar abertamente doutrinas de demônios exatamente da forma como Ellen White havia profetizado? A apostasia ômega não seria um ataque contra a verdade da Pessoa de Deus, mas contra seu governo!

“Fossem os homens livres para se apartar das reivindicações do Senhor e estabelecer uma norma de dever para si mesmos, e haveria uma variedade de normas para se adaptarem aos vários espíritos, e o governo seria tirado das mãos de Deus”. Maior Discurso de Cristo, pág. 52.

A apostasia ômega também é chamada pela inspiração como sendo a traição ao reino de Cristo que ocorreria quando a igreja reconhecesse uma lei acima da santa lei de Deus.

“Há distinções claras e precisas a serem restauradas e expostas ao mundo, exaltando-se acima de tudo os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. A beleza da santidade deve aparecer em seu brilho natural, em contraste com a deformidade e trevas dos que são desleais, daqueles que se revoltam contra a lei de Deus. Assim reconhecem a Deus, e a Sua lei - fundamento de Seu governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais enganador que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo.” Testemunhos para Ministros, pág. 17.

O maior perigo da apostasia ômega é que aqueles que foram contaminados por ela não se aperceberam disso! Bem profetizou Ellen White:

"No livro Living Temple acha-se apresentado o alfa de heresias letais. Seguir-se-á o ômega, e será recebido por aqueles que não estiverem dispostos a atender à advertência dada por Deus." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 200.

cristiano_souza7@yahoo.com.br






domingo, 10 de julho de 2016

Quem são os que passam pela Grande Tribulação, apenas os 144.000 ou também a Grande Multidão?


Para compreendermos claramente esta questão precisamos somar as informações existentes sobre este ponto.

Sabemos que a existência da grande multidão no cenário dos eventos desta Terra se limita apenas até a pregação da mensagem a todo o mundo. Para entendermos melhor, digamos que uma determinada pessoa por nome de José, que irá representar todos os féis nas igrejas caídas,  é uma pessoa sincera e que está vivendo em alguma igreja que no presente não constitui a igreja de Deus. Vamos supor que José, seja um católico fiel. Se ele morrer antes de conhecer a verdade, ele será salvo na grande multidão.

“Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que crêem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade”.[1]
José, portanto, apesar de ser aceito por Deus e salvo, não passará pela grande tribulação, pois dormirá durante todo o restante dos eventos finais e ressuscitará apenas quando Jesus voltar nas nuvens do Céu. Ele ressurgirá já imortal, transformado e incorruptível (I Coríntios 15:52-54).

Mas suponhamos que José permaneça vivo até o derramamento da Chuva Serôdia, até a proclamação do evangelho a todo o mundo. Logicamente José, da mesma forma que todas as demais pessoas do mundo, ouvirá a verdade. Qual verdade será pregada nesta ocasião? Bem, sabemos que será a tríplice mensagem angélica que deve ser levada a todos os “que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).

O que ocorrerá com José e com as pessoas se rejeitarem esta mensagem?

“Se a iluminação da verdade vos foi apresentada,  revelando  o  sábado  do  quarto mandamento, e mostrando que não há na Palavra  de  Deus  fundamento  para  a  observância  do domingo, e não obstante vos aferrais ao falso dia de repouso, recusando a  santificar  o  Sábado  a que Deus chama ‘Meu santo dia’, recebeis o sinal da besta. Quando ocorre isso? Ao  obedecerdes ao decreto que vos ordena deixar de trabalhar no domingo  e  adorar  a  Deus,  conquanto  saibais que não existe na Bíblia uma única palavra que mostre não passar o domingo de um  dia  comum de trabalho, consentis em receber o sinal da besta, e rejeitais o selo de Deus”.[2]
Percebemos de forma clara que se José rejeitar a verdade, ele agora não mais poderá fazer parte da grande multidão, porque afinal, agora ele ouviu a mensagem, não será mais inocente, e se ele a rejeitar, receberá então, segundo a Palavra de Deus, o sinal da besta!

“Terrível é a crise para a qual caminha o mundo. Os poderes da Terra, unindo-se para combater os mandamentos de Deus decretarão que todos, ‘pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos’ (Apocalipse 13:16), se conforme  aos  costumes  da  igreja,  pela  observância  do falso  sábado.  Todos  os  que  recusarem  a  conformar-se  serão  castigados  pelas  leis   civis,   e declarar-se-á finalmente serem merecedores de morte. Por outro lado, a lei de Deus que ordena  o dia  de  descanso  do  Criador,  exige  obediência,  e  ameaça  com   a  ira  divina   todos   os   que transgridem os Seus preceitos”. Esclarecido assim o assunto, quem quer que pise a lei de Deus para obedecer a uma ordenança humana, recebe o sinal da besta; aceita o sinal de submissão ao poder a que prefere obedecer em vez de Deus”.[3]
Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei,  e  o  mundo  for esclarecido  relativamente  à  obrigação   do   verdadeiro   Sábado,   quem   então   transgredir   o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que é de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma,  e  ao  poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a  sua  imagem.  Ao  rejeitarem  os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade e honrarem em seu  lugar  a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato  o  sinal  de  fidelidade  para com Roma – ‘o sinal da besta’.  E somente depois que esta situação esteja assim  plenamente exposta perante o povo, e este seja levado  ao  optar  entre  os  mandamentos  de  Deus  e  os  dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber ‘o sinal da besta.’”[4]
Mas suponhamos, que José então, ao ouvi a verdade não rejeita a verdade, ele a aceita. Ele será contato em qual grupo de salvos? Vejamos:

“Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a  misericórdia  não  mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá  cumprido  a  sua  obra. Recebeu a ‘chuva serôdia’, o ‘refrigério pela presença do  Senhor’,  e  acha-se  preparado  para  a hora probante que diante dele está. No Céu, anjos apressam-se de um lado  para  outro.  Um  anjo que volta da Terra anuncia que a sua obra está feita; o mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o  selo  do  Deus  vivo’.  Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos, e com grande voz diz: ‘Está feito’; e toda a hoste Angélica depõe suas  coroas  ao  fazer  Ele  o  solene  aviso:  ‘Quem  é  injusto,  faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e  quem  é  justo,  faça  justiça  ainda;  e  quem  é santo, seja santificado ainda’. Apocalipse 22:11. Todos os casos foram decididos para a vida ou para a morte. Cristo fez expiação por Seu povo, e apagou os seus pecados.  O número de Seus súditos completou-se”.[5]
Veja que o texto começa dizendo de um tempo quando a última mensagem de graça for encerrada sob a Chuva Serôdia. Diz que todos os que aceitarem esta mensagem receberão o selo do Deus vivo e serão contados com o grupo de salvos cujo número se completará. Bem, sabemos que a grande multidão não tem um número definido, ela é incontável (Apocalipse 7:9) O único número que pode ser completado, é o grupo dos 144.000, que tem um número específico e contável!

José, portanto, ouvindo a verdade e a aceitando, será selado e contato com os 144.000, segundo o que diz a inspiração! Note bem a expressão profética:

“...TODOS os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam ‘o  selo  do  Deus  vivo’.
Segundo estas passagens inspiradas, portanto, chegamos às seguintes conclusões claras e irrefutáveis:

1º Se José tivesse morrido antes da Chuva serôdia, faria parte da grande multidão e não passaria pelo tempo de angústia.

2º Como José permaneceu vivo até que a verdade fosse pregada, ele não poderá mais fazer parte da grande multidão, pois que se ele rejeitar a verdade, receberá o sinal da besta, se ele aceitar a verdade, receberá o sinal ou o selo de Deus.

3º Os que farão parte da grande multidão, portanto, estarão sobre a Terra até que a mensagem seja pregada, depois desse tempo, todos os que pertencerem à grande multidão, estarão mortos esperando a segunda vinda de Jesus!

4º Os únicos santos vivos a entrarem, portanto no tempo de angústia, serão aqueles que receberem o selo do Deus vivo. José, se aceitar a verdade, fará parte desse grupo!
Por isso, a Palavra de Deus diz claramente que depois da pregação da tríplice mensagem angélica só estará sobre a Terra duas classes de pessoas: Os que tem o selo de Deus e os que tem o sinal da besta! Não, não existirá outro grupo de salvos!!

“No surgimento da grande controvérsia, revelam-se duas partes, os que ‘adoram a besta e sua imagem’ e recebem seu sinal, e os que recebem ‘o selo do Deus vivo’ que tem ‘em suas testas escrito o nome do pai’”. [6]
“É-nos mostrado claramente que haverá dois grupos quando aparecer o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.[7]
Só poderá haver duas classes. Cada participante é assinalado distintamente, ou com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou de sua imagem[8]
Onde estará a grande multidão por este tempo? Na sepultura!!! Logicamente ela não poderá passar então pela grande tribulação da angústia de Jacó!

Precisamos compreender bem o capitulo 7 do Apocalipse. Ninguém precisa ficar confuso sobre este assunto. Este capítulo precisa ser compreendido sob a luz dos textos citados acima e da lógica envolvida nesta questão!

Se como vimos, a grande multidão estará na sepultura durante a grande tribulação da angústia de Jacó, que grupo é mencionado quando a inspiração diz:

“Estes são os que vieram de grande tribulação”?

Logicamente os únicos que passarão pela grande tribulação depois do fechamento da porta da graça, os que forem selados e que fazem parte dos 144.000!

Vamos fazer uma exegese rápida do capítulo 7 de Apocalipse, neste contexto do assunto aqui proposto:

1º Apocalipse 7:1-8 fala de uma obra que ocorre na Terra. A visão do profeta é direcionada para um evento que precede a segunda vinda de Jesus, focalizada no capítulo 8. Nestes primeiros oito versículos, os eventos estão a se desenrolar na Terra, quando a obra da salvação ainda está em andamento.

2º A partir do versículo 9, a visão do profeta é levada e direcionada ao Céu, quando a obra da redenção está já concluída. Ali no Céu, ele olha e vê dois grupos de salvos: Primeiramente ele vê uma grande multidão que não se pode contar de tão numerosa. Esta grande multidão foi ressuscitada quando Jesus voltou. Ela estava na sepultura durante a angústia de Jacó e voltou à vida quando Jesus retornou à Terra.

“Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: "Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!" Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Cor. 15:55.” [9]

Veja como a inspiração confirma que esta grande multidão extraordinariamente grande é a que será ressuscitada quando Jesus voltar. Ela não estará viva antes desse tempo e depois da obra de pregação concluída sob a Chuva Serôdia.

Devemos perceber que logo que o profeta vê esta grande multidão, ele diz e sabe de onde ela é e veio:

“Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.”

Depois que ele observa esta grande multidão, outro grupo lhe chama a atenção. Um grupo que o profeta não sabe quem é e de onde veio:

“E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?”

Voltamos a repetir: Este grupo não pode ser o mesmo do versículo 9 que já foi identificado quem era e de onde tinha vindo. Este grupo, cuja resposta foi que tinha vindo da grande tribulação, o profeta não sabia de onde tinha vindo e nem quem era!!

Segundo nosso estudo aqui, estes que tinham vindo da grande tribulação, não pode ser outro grupo a não ser os 144.000, que serão os únicos santos vivos a passarem pela grande tribulação, após o fechamento da porta da graça! O versículo 6 nos ajuda a identifica-los também:

“Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles.”

Este período de fome, de sede, um período quando o sol estará castigando os moradores da terra, sem dúvida é uma referência às sete pragas, que acabam por interferirem de forma indireta na vida dos justos naquele tempo de angústia como nunca ouve!

Devemos estar com os olhos abertos para vermos a beleza desta verdade através de um contexto teológico e escatológico que a inspiração nos oferece!!

Desta forma, se entende claramente porque é mencionado que estes que vieram da grande tribulação “estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no Seu templo”, porque este grupo é constituído dos 144.000 e somente os 144.000 entram no templo!

“E quando estávamos para entrar no templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: ‘Somente os 144.000 entram neste lugar’, e nós exclamamos: ‘Aleluia’!”.[10]
O texto dizendo que os que são mencionados em Apocalipse 7:15 estão no templo, serve não para provar que a grande multidão ali também entra, pois como vimos, não está se referindo à grande multidão, mas serve para mostrar que estes que estão no templo, segundo a inspiração, são os 144.000!! Mais uma vez apelo, vamos manter em mente todo o contexto dessa verdade que encontramos na inspiração!

O fato de a grande multidão estar vestida de vestes brancas e estes que estão no templo também trajarem vestes brancas não mostra isto que se trata do mesmo grupo, pois todos os salvos, ou os que vencerem, receberão vestes brancas! (Apocalipse 3:5).




[1] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 450. Casa Publicadora Brasileira.
[2] White, E. G. Meditações Matinais de 1977, pg. 209. Casa Publicadora Brasileira.
[3] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 610. Casa Publicadora Brasileira.
[4] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 450. Casa Publicadora Brasileira.
[5] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 619. Casa Publicadora Brasileira.
[6] White, E. G. Testemunhos Seletos Vol. III, pg. 285. Casa Publicadora Brasileira.
[7] White, E. G. Testemunhos para Ministros, pg. 133. Casa Publicadora Brasileira.
[8] White, E. G. Eventos Finais, pg. 184. Casa Publicadora Brasileira.
[9] White, E. G. O Grande Conflito, pg. 649, 650. Casa Publicadora Brasileira. 
[10] White, E. G. Primeiros Escritos, pg. 19. Casa Publicadora Brasileira. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Igreja da Profecia e o Movimento Reformista de 1914 - Parte 3.3 - A Igreja vai até o fim, não cai.




O Seguinte artigo tem por finalidade esclarecer algumas afirmações equivocadas da apostila “A Igreja da Profecia e o Movimento de 1914”, de autoria de Benildo Gabriel dos Santos.

Para facilitar a compreensão, utilizamos a fonte em azul para que o leitor venha a identificar mais facilmente nossa resposta.

Este texto foi escrito no ano de 1863, nesta época, sabemos que o povo que Deus estava conduzindo era os adventistas do sétimo dia, e o texto afirma que é por meio deste povo que Deus irá realizar Sua grande obra.

A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão jogados fora no joeiramento - a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar” (Mensagens Escolhidas, Vol. II, p. 280).

Este texto é um dos mais usados pelos Adventistas, para com ele, tentarem dar legalidade à igreja, mesmo em condição de completa apostasia e abandono da verdade.

Quando lhes é mostrado que “a igreja está na condição laodiceana” e que “a presença de Deus não está no meio dela” (Eventos Finais, pág. 44), e outras mensagens semelhantes, geralmente citam esta passagem, para com ela afirmar que, mesmo que a igreja esteja em uma condição ruim, que pareça prestes a cair, ela não cairá, segundo, dizem eles, o que escreveu Ellen White.

Bem, existem duas formas corretas de compreendermos esta passagem. A aplicação acima não figura entre estas duas maneiras certas, pois ela se encontra opostas à verdade e a uma compreensão mais abrangente deste texto.

Vamos então às duas aplicações:

1ª – A promessa mencionada, dizendo que a igreja não cairá, deve ser compreendida dentro do contexto de que toda promessa ou ameaça divina, é condicional. Já trabalhamos aqui, na postagem anterior (3.2) esta questão.

Se o texto estivesse mesmo dizendo que a igreja Adventista jamais iria cair, então teríamos mencionada nesta passagem, uma igreja infalível, e isto não poderia ser verdade, pois, “tão-somente Deus e o Céu são infalíveis.” Testemunhos para Ministros, pág. 30. Casa Publicadora Brasileira.

A inspiração, portanto, não pode estar dizendo que a igreja Adventista jamais cairia mesmo que esta igreja abandonasse a verdade. Com certeza, esta promessa está baseada em condições de obediência, assim como as promessas à igreja judaica, dizendo que esta também jamais cairia (Ezequiel 36: 24-28, 32-36; Jeremias 31:35-36), estavam também baseadas em condições de obediência.
Mesmo a igreja Católica, assim como os Adventistas, tem, com base nas palavras de Jesus em Mateus 16:18, defendido a infalibilidade da igreja.

“Em nossa época, na qual a impiedade parece ir tomando conta do mundo, devemos renovar nossa Fé na promessa feita por Cristo, de que jamais as forças do inferno prevalecerão contra a Igreja (cf. Mt 16,18), e manter bem vivo na alma o anseio de sermos santos, perfeitos e íntegros sob o ponto de vista moral e doutrinário.”- Dias, Mons. João Scognamiglio Clã. Arauto do Evangelho - Revista Católica – Número 124, Abril 2012, pág. 17.

É, parece que a realidade da igreja Adventista, ao se tornar uma irmã da decaída Babilônia (Testemunhos sobre Conduta Sexual, adultério e Divórcio, pág. 188), ocorreu de tal forma que até mesmo a linha de pensamento é a mesma!

Tanto a igreja católica, quanto a igreja Adventista, se esqueceu das condições para que cada promessa se cumpra.

“No momento em que falar de uma nação e de um reino, para edificar e para plantar, Se fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que tinha falado que lhe faria.” Jeremias 18:9-10.

Nossos opositores adventistas parecem fazer questão de não citar estas passagens e se esquecer dessas verdades.

“Caros amigos, o conflito está diante de nós. A obra que Deus nos deu para fazer, Ele pode realizar por nosso intermédio. Se deixarmos de obedecer a Deus, as Suas promessas não podem ser cumpridas para nós. Oh, que em união busquemos a Deus e sigamos um caminho de estrita obediência.” Carta 19 de Julho de 1861. Revista Adventista, Março de 1974, pág. 8.

Se a igreja tomar por um caminho idêntico ao mundo, virá a partilhar da mesma sorte; ainda mais; como recebeu maior luz, seu castigo será maior do que o dos impenitentes”. Testemunhos Seletos vol. 2, pág. 12. Casa Publicadora Brasileira.

Se a igreja tomasse por um caminho idêntico ao mundo, o que sabemos já ocorreu, a igreja não cairia? Seu futuro seria a chegada em Canaã Celestial ou o castigo pior do que o dos ímpios?

Segundo este texto, a menos que os impenitentes e ímpios sejam salvos sem conversão, a igreja seria destruída, caso chegasse a se identificar com o mundo!
Fica claro, desta forma, que a igreja, como organização, não era infalível, a mesma poderia cair e apostatar.

“Se a mais dedicada vigilância não for manifesta no grande coração da obra para proteger os interesses da causa, a igreja se tornará tão corrompida quanto as igrejas de outras denominação.” Testemunhos para a Igreja, vol.4, pág. 513.

Nossos opositores, portanto, ao contrário de ficarem citando textos que falam de promessas, deveriam se preocupar também com as condições, base sem a qual, as promessas não podem se cumprir.

Além de diversos textos inspirados, mostrando que a igreja não cumpriu com as condições estabelecidas por Deus, e por isso a promessa de que ela iria até o fim, como igreja vitoriosa, que a mesma não cairia, não pode ser cumprida. Todo adventista sabe a real condição em que a igreja se encontra. Ellen White disse que a igreja poderia se tornar mais corrompida do que as demais igrejas. Pasme, mas isso já ocorreu e está ocorrendo. Ellen White fala de “pecados graves” (Serviço Cristão, pág. 39), que já no tempo dela, estavam habitando a igreja Adventista. Ela menciona também que existiam prostituições nas fileiras adventistas as quais se estavam fortalecendo e ampliando seu poder sobre a igreja (Testemunhos para Ministros, pág. 427. Casa Publicadora Brasileira). O que diria ela, visse a igreja unida ao ecumenismo e fazendo uma homenagem ao papado, chamando o papa de sua santidade? O que diria ela, visse um transexual sendo oficialmente pastor da igreja? O que diria ela, vendo a igreja e sua liderança apoiar uma espécie de culto que nem mesmo algumas igrejas caídas adotam por se assemelhar a shows mundanos? No link abaixo você poderá ver que esta é a realidade dessa igreja em nossos dias.

https://www.youtube.com/watch?v=1EEKyGsN4jk&feature=youtu.be

Bem pudera estas coisas ocorrer na igreja. Quem é que a está conduzindo? Jesus não é, porque a igreja deixou de segui-Lo:

“A igreja deixou de seguir a Cristo seu guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito.” Serviço Cristão, pág. 39. Casa Publicadora Brasileira.

Então, quem está conduzindo a igreja? A inspiração nos dá a resposta:

O poder das trevas já colocou seu molde e inscrição sobre a obra que devia permanecer pura, não corrompida pelas astutas ciladas do diabo.” (Testemunhos para Ministros, pág. 277. Casa Publicadora Brasileira).

Por isso, a igreja, como organização, que poderia não ter caído, caiu. Mas,

“Verá a igreja onde ela caiu?”. Mensagem de Deus ao Povo do Advento. Folheto 1, pág. 8. Editora Missionária.

Assim, a igreja Adventista, por não cumprir as condições de Deus, não pode citar este texto, dizendo que a igreja não cairia, em sua defesa. Se ela se acha no direito de usar tal promessa, o mesmo direito teriam os católicos de usarem também a promessa de Jesus, dizendo que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja. Mas a igreja Adventista sabe e conhece que quando a igreja cristã deixou de cumprir as condições de obediência, estas palavras deixaram de se aplicar a ela. Porque a igreja Adventista então não usa este mesmo critério para ela mesma quando cita as palavras de Ellen White dizendo que a igreja não cairia? Parece que aquele pensamento: “Amigo, prefiro ouvir uma triste verdade, do que uma alegre mentira,” ainda não mudou a forma da igreja encarar a realidade dos fatos. Continua apregoando paz, paz, quando não há paz! (Ezequiel 13:9-10).

2º O segundo aspecto do texto que diz que a igreja não cairá, mas que os pecadores dela é que serão jogados fora do joeiramento, pode ser entendido claramente sob o ponto de vista que, a igreja mencionada, é a igreja a qual é constituída de almas fiéis, cuja origem remonta ao princípio, e que permanecerá até o fim. 

"Almas fiéis constituíram desde o princípio a igreja sobre a Terra. Em cada era teve o Senhor Seus vigias que deram fiel testemunho à geração em que viveram. Essas sentinelas apregoaram a mensagem de advertência; e ao serem chamadas para deporem a armadura, outros empreenderam a tarefa." Patriarcas e Profetas, pág. 11. Casa Publicadora Brasileira.

Quando Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (Mateus 16:18), abre diante de nós apenas duas possibilidades:

1ª: Que estas palavras se aplicam à igreja cristã, que depois se tornou na igreja católica, e que esta, apesar de sua condição, ainda constitui a igreja de Deus, pois Jesus afirmou que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja.

2ª: Que estas palavras se aplicam os fiéis de todos os tempos. Sobre estes fiéis, que constituem a igreja, é que as portas do inferno não prevaleceriam.

Sem dúvida que este é o significado das palavras de Jesus ao declarar que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja, que a igreja não cairia, e que permaneceria e iria até o fim. Falando desses fiéis, dessa igreja, para a qual se aplicariam as palavras de Jesus, Ellen White escreveu:

A fé que professavam não era nova. Sua crença religiosa era a herança de seus pais. Lutavam pela fé da igreja apostólica – a ‘fé que uma vez foi dada aos santos’. S. Judas 3. ‘A igreja no deserto’ e não a orgulhosa hierarquia  entronizada na grande capital do mundo, era a verdadeira igreja de Cristo, a depositária dos tesouros da verdade que Deus confiara a Seu povo para ser dada ao mundo”. O Grande Conflito, págs. 61, 62. Casa Publicadora Brasileira.

Cremos, segundo este contexto teológico e histórico, que é esta igreja, constituída de almas fiéis, a qual Ellen White disse que a igreja iria até o fim e não cairia.

Não encontramos, na inspiração, nenhuma frase assim: “A igreja Adventista irá até o fim, não cairá.” Mas apenas textos dizendo que a igreja, que existe deste o princípio, e que é constituída de almas fiéis, é que irá até o fim, segundo oque Jesus também afirmou!

Por outro lado, encontramos sim textos mostrando que a igreja Adventista irá até o fim, mas não como igreja vitoriosa, mas como igreja que será a primeira a receber as pragas e ser destruída como organização pela ira de Deus. Ellen White profetizou:

“Cristo diz o seguinte daqueles que se ufanam de sua luz mas não andam nela: ‘Por isso Eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós outros. E tu, Cafarnaum [adventistas do sétimo dia que tiveram grande luz], que te ergues até aos céus [com referência a privilégios], serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje.’” Review and Herald, 1º de agosto de 1893; Eventos Finais, pág. 43. 

O que ocorrerá com a organização adventista? Será abatida até aos infernos. Isto parece mostrar uma igreja vitoriosa? Nunca, jamais!

Algumas pessoas entendem que este texto se refere aos adventistas individuais, e não à igreja na qualidade de uma organização. Mas, fosse este o caso, e o texto diria assim: “Serão abatido até aos infernos.” Mas o texto diz: “Serás abatida até aos infernos”, referindo-se inquestionavelmente à igreja, e não a membros individuais.

Outro texto que corrobora esta aplicação e esta verdade, é o seguinte:

“Vemos aí que a igreja - o santuário do Senhor - foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito.” Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 65 e 66. Casa Publicadora Brasileira.

Perceba de forma clara que aqui aparece sem dúvida a igreja Adventista, pois no tempo em que este texto foi escrito, ou no tempo em que a irmã White teve esta revelação, a única igreja naquele tempo a ser a igreja, o santuário do Senhor, era a igreja Adventista do Sétimo Dia. Mas o que ocorrerá com esta igreja no futuro? Ela será a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. A igreja irá até o fim, mas receberá as pragas, como igreja caída e não como igreja vitoriosa.

“E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Apocalipse 18:4.

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